Bem-vindos à Igreja Evangélica Comunidade Encontros com Jesus

PRECISAMOS SUPLICAR A PROTEÇÃO DIÁRIA DE DEUS:

ESTRUTURA DA IGREJA

BASE CORPORATIVA

 

BASE PROFÉTICA

 

PRECISAMOS SUPLICAR A PROTEÇÃO DIÁRIA DE DEUS:


     Pela fé, devemos apropriar-nos da proteção que Deus colocou ao nosso dispor e reivindicá-la.

     Peça proteção DIÁRIA a cada manhã para seu corpo e contra acidentes, fraquezas e doenças.

     Peça proteção DIÁRIA para o seu Pastor e família.

     Peça proteção DIÁRIA a cada manhã para a sua mente contra descuido, esquecimento, mentiras e enganos de Satanás.

     Peça proteção DIÁRIA a cada manhã para seu espírito contra a passividade, a indiferença, o cansaço da batalha e a tentação.

     Peça proteção DIÁRIA a cada manhã para o seu trabalho contra os ataques de Satanás e seus demônios, por meio de pessoas ou circunstâncias hostis.

     Peça proteção DIÁRIA a cada manhã para sua família contra os ataques demoníacos no relacionamento conjugal, com os pais, com os filhos, com os de casa, no estudar a Palavra de Deus, no orar, no testemunhar.

     Peça proteção DIÁRIA a cada manhã pelos irmãos que compõem a nossa congregação; pelos irmãos do seu grupo, do seu ministério, da sua célula, das redes ministeriais de jovens, casais e mulheres e de nossas famílias.

     Peça proteção DIÁRIA a cada manhã mediante a Palavra de Deus, mediante o sangue da cruz, mediante o Nome de Jesus.

     Peça a sabedoria, orientação e PODER de DEUS.

     Peça ajuda, no invisível, das forças angelicais de Deus.

     ISTO É NECESSÁRIO PORQUE, DORAVANTE, O INIMIGO IRÁ NOS ATACAR MUITO, DAS FORMAS MAIS VARIADAS, DIRETAS OU INDIRETAS, SUTIS E DISCRETAS A FIM DE NOS AMEDRONTAR, NOS NEUTRALIZAR E NOS IMPEDIR DE ATACAR O SEU REINO DIRETAMENTE E DE NEUTRALIZAR AS SUA OBRAS (Conferir Efésios 6:12 e Mateus 16:18b).

     Este manual é exclusivo para uso interno da Igreja Evangélica Encontros com Jesus, sua reprodução não é recomendável.

 

VOCÊ PODE INTENSIFICAR SUA ORAÇÃO COM JEJUM

     Por que a Igreja se cala tantas vezes quanto ao assunto de jejum? De que maneira Satanás conseguiu silenciar tantos líderes cristãos hoje sobre esta questão? Embora o jejum seja claramente ensinado e praticado tanto no Antigo como Novo Testamento, não me lembro de ter ouvido qualquer outra pessoa pregar a fundo sobre o assunto.

     Moisés jejuou duas vezes em 40 dias (Deuteronômio 9:9,18) até que seu rosto brilhasse com a glória de Deus. Josué jejuou depois da derrota em Aí (Josué 7:6). Nos dias dos juízes (Juízes 20:26) e nos de Samuel (I Samuel 7:6,12) toda Israel jejuou. Davi jejuou antes de ser coroado, quando seu filho ficou doente, quando seus inimigos estavam doentes (Salmos 35:13), e por causa dos pecados do seu povo (Salmos 69:9-10). Josafá e seu povo jejuaram até que Deus disse: “Neste encontro não tereis de pelejar” (2 Crônicas 20:17). Eles venceram jejuando e orando, sem uma hora de combate ou derramamento de sangue. Elias, Esdras, Neemias, Ester, Daniel todos ficaram conhecidos pelo seu jejum.

     O jejum era uma estratégia poderosa, abençoada por Deus, na primeira igreja e na vida de muitos dos líderes levantados por Deus. Paulo orou com jejum em cada igreja (Atos 14:23). Não é possível fundar igrejas do Novo Testamento de outro modo.

     Epifânio, Bispo de Salamina (nascido em 315 A.D.), escreveu: “Quem não sabe que o jejum do quarto e sexto dias da semana é observado pelo cristão em todo mundo?” No século XIII, Francisco de Assis caminhou pelas ruas da Itália cantando, pregando dando testemunho e jejuando até que milhares de jovens foram salvos. Martinho Lutero foi criticado por jejum demais. João Calvino jejuou e orou até que a maior parte de Genebra foi convertida, John Knox jejuou e orou até que a rainha Mary disse que temia mais as suas orações do que todos os exércitos da Escócia. Latimer, Ridley, Cranmer e, de fato, a maioria dos reformadores, eram conhecidos pelo seu jejum, acrescentado às suas orações.

     John Wesley jejuava duas vezes por semana até a hora do chá, a exemplo da primeira igreja. Ele estimulou todos os seus seguidores a fazerem o mesmo. Ele disse que preferia amaldiçoar e jurar do que não jejuar, pois “o homem que nunca jejua está tão distante do céu quanto o que nunca ora.” Jonatha Edwards era poderoso no jejum e oração. Alguns diziam que ele jejuava até o ponto de ficar fraco demais para manter-se de pé no púpito, mas levou a nova Inglaterra para Deus. Charles G. Finney, poderosamente usado por Deus no reavivamento de 1800, jejuava regularmente toda semana. Sempre que notava uma redução da presença do Espírito em suas reuniões ele passava três dias e três noites em oração e jejum. Finney contou que depois disso o Espírito Santo operava invariavelmente de novo e o reavivamento prosseguia. Dwiht L. Mood, sentindo às vezes uma necessidade especial em suas campanhas, mandavam uma mensagem ao instituto bíblico Mood para chamarem os professores e alunos para um dia de jejum e oração. Eles muitas vezes oraram até as duas, três, quatro, ou mesmo cinco horas da manhã. “Se você disser que vai jejuar quando Deus o fizer sentir essa necessidade jamais jejuará”, disse ele “você é demasiado frio e indiferente. Tome sobre si o jugo.”

     Essa é uma época de guerras espirituais entre povos e nações, mas os cristãos carnais preferem uma parada. É hora de união, mas a carnalidade quer que o “eu” vença. Precisamos de ação energizada pelo Espírito; o “eu” carnal continua, no entanto, preferindo discursos. É tempo de jejum, mas o povo prefere festejar (Isaías 22:12,13).

 

NÍVEIS DE INTENSIDADE NA ORAÇÃO QUE PREVALECE

     A escritura sugere vários níveis de intensidade na oração que prevalece. A fim de ajudar-nos a prevalecer, o Espírito Santo pode levar-nos a usar qualquer desses níveis de oração. Parte da oração que prevalece é muito breve. Graças a Deus, freqüentemente prevalecemos em poucos momentos de intercessão. Essas ocasiões não são necessariamente previsíveis. Em muitas emergências, quando estivermos servindo de intercessores, podemos fazer a oração de fé num momento de necessidade ou no curto espaço de tempo disponível.

     Agradecemos igualmente a Deus pelo fato de o Espírito Santo poder guiar-nos a dar os passos necessários quando surgem necessidades que exigem a oração conjunta de parceiros em oração, de uma igreja local ou até mesmo de grupos maiores. Do mesmo modo, quando uma necessidade não é satisfeita simplesmente pela nossa petição, o Espírito pode levar-nos, passo a passo, a formas muito intensas de oração.

 

NÍVEL UM PEDIR

     Pedir é a forma mais simples e básica de orar. Um crente neófito, uma criança pequena, uma pessoa gravemente enferma qualquer um pode pedir. A intercessão e a oração que prevalece começam com um pedido. Deus sempre ouve quando pedimos. O próprio Jesus ordenou que pedíssemos e assegurou-nos que nosso pedido seria respondido. “E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mateus 21:22). Deus dá o Espírito Santo aqueles que pedirem (Lucas 11:13). “E tudo quanto pedirdes em meu Nome isso farei... Se me pedirdes alguma coisa em meu Nome, eu o farei”. (João 14:13,14). Se permanecerdes em mim e as minhas Palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (15:7).

     Esta confiança não é surpreendente, pois Jesus nos assegura que Deus, o nosso Pai, sabe do que precisamos ainda antes de lhe pedir (Mateus 6:8). Muito mais do que qualquer pai humano pode fazer por seus filhos, nosso Pai celestial pode dar-nos e nos dará boas dádivas quando pedimos (7:9-11).

     Pedir é o nível onde a maior parte da nossa intercessão se inicia. Pedimos quando buscamos e quando batemos. Pedimos quando concordamos em oração (Mateus 18:19). Pedimos quando intensificamos nossa intercessão pelo jejum. Pedimos quando carregamos um fardo de oração, quando lutamos em oração, quando nos envolvemos numa guerra de oração. Essa é sempre a hora certa para pedir a Deus, pois Ele gosta de ser chamado.

     Abraão pediu a Deus um filho, um herdeiro (Gênesis 15:2). Moisés pediu a Deus para curar a lepra de Miriã (Números 12:13). Neemias fez várias petições breves e recebeu a resposta de Deus (Neemias 1:4; 4:9). Elias, no monte Carmelo, tinha apenas começado a pedir a Deus quando Ele enviou fogo do céu (I Reis 18:36-38). Ezequias pediu a Deus para curar o povo e Ele atendeu (II Crônicas 30:18-20). Pedro e João pediram para que os Samaritanos convertidos fossem cheios do Espírito Santo, e Deus respondeu (Atos 8:15-17).

     Deus pode levar-nos a pedir coisas sobre as quais não havíamos pensado. Amy Carnichaal, missionária na Índia, foi grandemente usada por Deus na oração e fé. Deus algumas vezes inspirou-a a pedir coisas para as quais ela não enxergava uma necessidade imediata. Mas, quando ela pediu, Deus atendeu, e essas coisas provaram ser de grande valor no seu ministério. Deus sabe as coisas de que precisamos ainda antes de pedirmos a Ele (Mateus 6:8).

     Graças a Deus, podemos quase sempre prevalecer em oração simplesmente pedindo. Podemos sempre reivindicar as promessas feitas aos que pedem. Pedir é o fundamento de toda oração que prevalece.

 

NÍVEL DOIS BUSCAR

     Buscar é uma forma mais intensificada de oração do que pedir. Buscar implica maior sinceridade, perseverança contínua e muitas vezes fome e desejo mais profundos. Muitas orações são feitas na vontade de Deus, mas elas não são instantaneamente atendidas quando pedimos. Talvez o pedido repetido nos leve a fazer desta necessidade uma prioridade. Ficamos tão convencidos de que a resposta é importante para o reino de Deus que estamos dispostos a entregar-nos mais plenamente e com mais determinação à oração que prevalece. Quando nos convencemos de que essa é à vontade de Deus, nossa petição torna-se mais intensa, passando ao nível de buscar.

     Buscar é a oração de quem está disposto a continuar intercedendo até que a resposta chegue. A pessoa busca encontrar qualquer razão possível para a resposta não ter sido dada. Existe algum problema em minha vida que prejudique a resposta? Será que entendi a vontade de Deus claramente nesse assunto? Minha fé é aquilo que deveria ser? Existe algum passo de obediência que eu possa dar que apresse a resposta? A busca inclui com freqüência uma sondagem do coração.

     Buscar pode envolver intenso anseio, desejos que queimam na alma como uma chama, um coração que clama em lágrimas a Deus. Deus disse por intermédio de Jeremias: ”Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29:13). Moisés havia dado a Israel a mesma certeza: “Buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscardes de todo o teu coração e de toda a tua alma” (Deuteronômio 4:29). O salmista acrescenta: “Bem-aventurados os que... o buscam de todo o coração” (Salmos 119:2).

     Os intercessores sinceros intensificarão alegremente a sua petição, passando a buscar quando isto se tornar necessário. Eles sabem que, como um subproduto de sua busca da resposta de Deus, enquanto aguardam em Deus, suas forças serão renovadas e seu andar se tornará mais próximo de Deus. Os seus corações concordam com Davi, que disse: “Ao meu coração me ocorre: Buscai a minha presença; buscarei, pois, Senhor, a tua presença” (Salmos 27:8). Os seus corações fazem o que Davi fez no v.14: “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor”. Davi compreendeu que a oração prolongada é algumas vezes requerida, de modo que declarou: “Descansa no Senhor e espera nele” (37:7).

     A busca de Davi é repetidamente mencionada nos Salmos. Você pode ouvir o clamor do coração de Davi quando ele diz: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja... Porque tu me tens sido auxílio... A minha alma apega-se a ti” (Salmos 63:1; 7,8). O escritor desconhecido do Salmos 123 ora: “A ti, que habitas nos céus, elevo os meus olhos! Como os olhos dos servos estão fitos nas mãos dos seus senhores, e os olhos da serva, na mão da sua senhora, assim os nossos olhos estão fitos no Senhor, nosso Deus, até que se compadeça de nós” (v.1,2).

     Você pode ver o intercessor suplicante do Salmos 130 enquanto este servo fiel prevalece e espera pela resposta de Deus para o seu povo? “Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra. A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã” (v.5,6).

     Moisés fez uma oração de busca enquanto esperou até que Deus prometesse acompanhar novamente Israel (Êxodo 33:12-23). Ezequias e Isaías prevaleceram em intercessão de busca para a libertação da nação (II Crônicas 32:20-21). Neemias buscou e prevaleceu em oração por Jerusalém até que Deus o enviou e o usou para reconstruir a cidade (Neemias 1:4-11). A seguir, depois de sua chegada a Jerusalém, ele liderou a nação inteira a buscar intercessão até que Deus enviou o reavivamento nacional (Neemias 9).

     Daniel também prevaleceu na oração de busca quando procurou a resposta de Deus para que os exilados pudessem voltar a sua terra. Israel foi restaurada como nação de Deus mediante a oração de busca que prevalece de Daniel e Neemias (Daniel 9:1-23; 10:2-14).

     A primeira igreja fez uso da oração de busca que prevalece para o derramar do Espírito em Pentecostes. Qualquer intercessor que tenha aprendido a prevalecer com Deus fez uso repetido da oração ansiosa. Deus ouve e responde com alegria a esse tipo de oração ainda hoje.

     R. A. Torrey acreditava que poucas pessoas são convertidas a Cristo sem que alguém ore por elas e busque a sua salvação. Ele dá o exemplo da sua própria conversão no meio da noite. Ele não foi convertido na sua igreja, na escola dominical ou em uma conversa pessoal com quem quer que seja. Ele foi para a cama sem qualquer pensamento sobre Deus ou salvação. Acordou no meio da noite, Deus falou ao seu coração, e ele entregou sua vida a Jesus talvez em cinco minutos. Diz Torrey: “Alguns minutos antes, eu estava tão perto da perdição quanto possível. Tinha um pé na beira do abismo e tentava colocar o outro... achava que nenhum ser humano tinha nada a ver com isso, mas esquecera as orações de minha mãe e soube depois que um dos meus colegas de faculdade decidira orar em meu favor até que eu fosse salvo”. Torrey acrescenta: “Oh, o poder da oração para descer, descer, até onde a própria esperança parece vã, e elevar homens e mulheres cada vez mais a comunhão e semelhança de Deus”.

     O General Charles Gordon, brilhante líder militar britânico de 1855 a 1885, sempre tinha uma lista de pessoas em seu coração por quem orava. Ele não apenas as mantinha em sua lista até serem salvas, mas orava por elas ansiosamente e depois amorosa e sabiamente, buscando com toda sinceridade leva-las a Cristo. Ele foi famoso pela sua vida de oração e encaminhou um grande número de indivíduos a Cristo.

     Há muitos anos um leigo zeloso em Springfield, Illinois, nos Estados Unidos, formou um grupo de oração. Certo dia, sugeriu aos membros que naquela noite escrevessem o nome de todas as pessoas em Springfield que gostariam que fossem salvas. Depois disso, sugeriu que três vezes por dia eles orassem pela salvação de cada uma na lista. Além do mais, eles deviam fazer tudo que pudessem para ganhar os incluídos na lista para o Senhor.

     Uma mulher cristã quase totalmente inválida, que passara na cama 17 anos, ficou sabendo desse desafio. Ela estivera orando de maneira geral pela salvação das pessoas durante anos. Quando a família lhe contou sobre esse grupo de oração, ela decidiu fazer o mesmo. Preparou uma lista de 57 pessoas não-salvas em Springfield, suas conhecidas, e começou a orar pela salvação de cada uma delas três vezes por dia. Ela também pediu a seus amigos cristãos que orassem e fizessem o máximo para leva-las a arrepender-se e crer. Com espírito humilde, mas fé indiscutível, ela intercedeu dia após dia. No passar do tempo, cada um dos 57 receberam Cristo como seu Salvador. Esta mulher buscou e encontrou.

 

NÍVEL TRÊS BATER

     As palavras de Jesus para nós são: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mateus 7:7,8). Jesus acompanhou este desafio com uma de suas promessas do tipo “quanto mais” (v.11).

     Algumas vezes, a sua busca torna-se tão urgente, a sua alma desesperada, que você começa realmente a bater na porta do céu. Quando a necessidade clama pela resposta de Deus, mas essa resposta não vem, e quando a sua alma está também clamando a Deus em santo desespero, não é irreverente bater na entrada da porta do céu.

     O próprio Jesus ultrapassou a fase de pedir e buscar no Getsêmani. Ele clamou com alta voz e lágrimas, como sem dúvida tinha feito muitas vezes (Hebreus 5:7). Ele bateu até ser ouvido. Ele nos ensinou a bater em Sua parábola do amigo importuno (Lucas 11:5-8). Quando o viajante inesperado chegou, o dono da casa teve uma necessidade urgente e foi à meia-noite à casa de outro amigo, suplicando, a princípio sem sucesso, que lhe desse pão para o seu visitante. Não era para ele, mas para alguém necessitado.

     Jesus mostrou que, quando a sua relação de amizade é insuficiente para suprir a sua necessidade pedindo de maneira comum, o seu bater contínuo finalmente alcançará a resposta. Jesus não nos está dizendo que Deus é como um homem adormecido que não quer que o aborreçam. Não, Deus sempre nos acolhe bem. Ele nos ensinou que algumas respostas à oração exigem uma ousadia santa. Devemos ser como o homem que insistiu até obter o pão.

     Veja como Alexander Whyte visualiza as noites de oração de Cristo. “Ele orou a noite inteira. Você pode vê-lo? Pode ouvi-lo? Entende o que Ele está pedindo? Ele se levanta. Agora ajoelha. Prostra-se com o rosto em terra. Bate nas trevas densas. A noite inteira Ele ora e recusa-se a desanimar, até que o sol nasce e Ele desce para os Seus discípulos como um homem forte, pronto a competir numa corrida... Não não temos um sumo sacerdote que não se comova com as nossas enfermidades.”

A.B Simpson escreveu:

Isto é mais do que buscar... Não é tanto a oração que bate nas portas do céu e extrai uma resposta de um Deus relutante, e sim a oração que, tendo recebido a resposta e a promessa, vai até as portas do inimigo e as derruba, como os muros de Jericó caíram diante da marcha e dos gritos dos exércitos de Israel... É a fé colocando a mão na onipotência de Deus e usando-a em comunhão com o nosso Cabeça onipotente, até que vejamos o Seu nome prevalecer contra tudo que se oponha à Sua vontade, e as coisas tortas sejam endireitadas, os portões de bronze se abram, e os grilhões de ferro sejam quebrados em pedaços.

     Você está vendo Moisés no Monte Sinai? Deus está tão zangado com a idólatra Israel que se preparou para aniquilá-la. Moisés pede, busca, suplica e bate. Ele se atira na brecha como mediador: “Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, senão, risca-me, peço-te, do livro que escreveste” (Êxodo 32:32). Você vê Moisés lançar-se de rosto em terra diante de Deus repentinamente nos anos que se sucederam, enquanto prevalece até que Israel é poupada da ira de Deus, sempre que a nação insulta o Senhor?

     Você vê Eliseu no Jordão? Elias acabou de subir ao céu num carro de fogo. Eliseu tem o manto de Elias. Ele chega ao rio Jordão e fala enquanto fere o Jordão com ele: “Onde está o Senhor, Deus de Elias?” (II Reis 2:14). As traduções Berkeley e Knox indicam que “quando bateu novamente nas águas, elas se partiram”. Eliseu estava batendo. Ele feriu o Jordão uma vez, mas nada aconteceu. Ele chamou, perguntando onde Deus se encontrava, e nada aconteceu. Ele bateu então no Jordão uma segunda vez e as águas se partiram à sua frente. Acredito que, se houvesse necessidade, ele teria batido ainda outras vezes. Ele prevaleceu por ter batido.

     Veja a igreja prevalecendo para a libertação de Pedro. O termo usado em Atos 12:5 para descrever a sua oração é ektenõs (esticado). Eles deveriam estar tomando de assalto os portões do céu com as suas batidas.

     Thomas Payne conta à história de uma mãe piedosa que prevaleceu em oração genérica durante anos por seu esposo não-salvo e nove filhos. Finalmente foi levada a concentrar-se nos filhos, um de cada vez, em oração intensa e ansiosa. Uma por uma, Deus começou a responder às suas orações suplicantes. Primeiro, sua filha mais velha foi convertida, depois os dois filhos mais velhos. Com o tempo, todos os seus filhos foram ganhos para Cristo. Mas, apesar de intensa intercessão e lágrimas, seu marido permaneceu obstinado...

     Ela decidiu fazer um último esforço. Passou uma noite inteira em oração intensa e súplica ansiosa, além de tudo que já conhecera até então. Seu coração estava quase quebrando. De manhã, ela disse a ele: “Deus me deu meus nove filhos, mas você ainda está sem Deus e sem esperança. Só tenho mais um pedido a fazer e depois deixo você a cargo de Deus. Você quer, neste momento, buscar a salvação da sua alma?”

     Ela tinha pedido, buscado e batido a noite inteira em agonia de alma. O marido ficou sem fala, como se paralisado. De repente começou a soluçar: “Eu quero”. Naquela manhã ele foi salvo, e sua vida mudou tanto que toda a vizinhança ficou impressionadíssima.

     Assim foi também a oração de Martinho Lutero pelo seu grande amigo e companheiro de reforma. Philip Melanchthon. Lutero soube que Melanchthon estava morrendo e foi vê-lo imediatamente. Todos os sintomas comuns da morte estavam presentes suor frio e pegajoso; olhos vidrados; estado de semicoma. Ele não conseguia comer nem beber, nem ser acordado. Lutero ficou profundamente comovido, afastou-se do leito, caiu de joelhos como rosto voltado para janela e agonizou em oração durante uma hora, orando ansiosamente e com ousadia santa, batendo na porta do céu.

     Ouça as palavras de Lutero: “Desta vez supliquei ao Todo-Poderoso com grande vigor... Ataquei-o com as Suas próprias armas, citando das Escrituras todas as promessas que podia lembrar e disse que tinha de atender à minha oração, caso eu devesse daí por diante confiar nas Suas promessas!” Eu disse: “Tenha bom ânimo, Philip. Você não vai morrer... Não se entregue à tristeza e não se torne o seu próprio assassino, mas confie no Senhor que pode destruir e trazer à vida, que pode ferir e curar novamente!”

     Lutero levantou-se então e foi silenciosamente até o leito, tomando a mão de Melanchton. O homem doente despertou, reconheceu Lutero e disse: “Ó querido Lutero, por que não me deixa partir em paz?” “Não, não, Philip, ainda não podemos ficar sem você no campo de trabalho!” Lutero pediu então à enfermeira que trouxesse algum alimento. Quando ele chegou, Melanchthon não quis alimentar-se e pediu novamente que lhe fosse permitido ir para casa e descansar.

     Lutero replicou outra vez: “Philip, ainda precisamos de você”. Depois de Lutero insistir uma terceira vez, Melanchthon cedeu, aceitou um pouco de comida e começou a melhorar, recuperando completamente a saúde e continuando a trabalhar por muitos anos. Ele lutou com os poderes das trevas, a favor da Reforma que Deus enviou através da Europa. A Reforma chegou à Europa por causa de homens que sabiam como prevalecer em oração, mesmo quando isso exigia que batessem na porta do céu.

 

JESUS DISSE QUE DEVEMOS JEJUAR

NÍVEL QUATRO JEJUM

     Falando de você e de mim, Jesus disse: “E nesses dias hão de jejuar” (Mateus 9:15). Ele estava referindo-se aos Seus seguidores, durante o período entre a Sua ascensão e a Sua volta. Jesus espera que todos os Seus filhos jejuem. Por que? Esse é um nível de intensidade de oração ainda mais alto, o quarto nível. Pedir, buscar, bater, jejuar. John Wesley pregou muitos sermões sobre jejum e oração. Ele disse: “O homem que não jejua não está mais a caminho do céu do que o homem que não ora”.

     Ao prevalecer em oração por necessidades muito urgentes ou resistentes, o jejum é freqüentemente usado pelo Espírito Santo para dar o poder extra que pode provocar a derrota de Satanás e a vitória de Cristo. Desde que Jesus espera que jejuemos, Ele estabeleceu o exemplo para nós, assim como o fez com a oração. Seus quarenta dias de oração depois do Seu batismo foram dias de oração e jejum.

     A primeira igreja, seguindo o exemplo de Cristo, deu grande ênfase ao jejum. Sabemos que, pelo menos 400 anos depois de Cristo, os cristãos fiéis em toda parte jejuavam duas vezes por semana. Epifânio, talvez o escritor da primeira enciclopédia bíblica, perguntou retoricamente: “Quem não sabe que o jejum do quarto e do sexto dia da semana (quarta e sexta-feira) é observado pelos cristãos em todo o mundo?”

     Uma vez que o jejum fazia parte da devoção cristã normal, ele era naturalmente o passo seguinte na intercessão, depois de pedir, buscar e bater.

     Os grandes líderes da Reforma, em sua luta espiritual para restaurar a pureza da igreja, naturalmente fizeram grande uso dos métodos bíblicos do jejum. Martinho Lutero não só mantinha a disciplina espiritual do jejum, um dia por semana, como jejuava adicionalmente tantas vezes, em conjunto com suas três horas de oração diárias, que era com freqüência criticado por jejuar tanto. Mas ele abençoou toda a igreja evangélica e causou impacto sobre o mundo com suas orações, jejum e ousadia santa.

     João Calvino foi chamado de jejuador inveterado e viveu para ver o poder de Deus varrer Genebra. Os morávios jejuavam, assim como os hussitas, os waldesianos, os huguenotes e os partidários da reforma protestante na Escócia. Se não fosse a oração que prevalece, incluindo o jejum, não teríamos a reforma e nenhum grande despertamento no correr dos séculos.

     John Knox provocou impacto sobre toda a Inglaterra e moveu o mundo em direção a Deus, enquanto lutava dia noite em oração e jejuava regularmente. O heróico Arcebispo Cranmer e igualmente heróicos Bispos Ridley e Latimer ficaram tão conhecidos por jejuar regularmente como pela sua pregação ousada da verdade. Jhonatas Edwards jejuava regularmente. Charles G. Finney, provavelmente o maior e mais ungido ganhador de almas desde o apóstolo Paulo, jejuava todas as semanas. Sempre que sentia que a obra de Deus andava com mais lentidão ou que diminuíra o poder de Deus sobre seu ministério, ele passava mais dois ou três dias em jejum e oração, testificando que o poder foi sempre renovado.

     Desde os dias de Moisés até o nosso século, grandes guerreiros de oração intensificaram regularmente e capacitaram a sua oração que prevalece mediante o jejum. Ninguém se gaba da sua vida de oração, e todos hesitam em revelar os detalhes do seu andar pessoal com Deus. Os registros do céu revelarão como as grandes vitórias da igreja foram repetidamente ganhas pela oração que prevalece intensificada pelo jejum.

     O Ver. Seth C. Rees, pai do Dr. Paul Rees, foi grandemente usado nas primeiras décadas deste século. Ele jamais fez uma campanha evangelistica sem separar um ou dois dias para oração e jejum. O Pastor C. Hsi, notável e santificado erudito chinês, jejuava constantemente. Quando algum assunto difícil surgia, ele geralmente se dedicava a um dia de oração e jejum. Mesmo quando estava viajando, lutava intensamente com os poderes das trevas, confrontando Satanás. Nesses dias, ele se entregava ao “jejum e oração”.

 

JEJUM COMO AUTONEGAÇÃO

     O jejum é uma forma ordenada por Deus de autonegação. A própria natureza da intercessão exige tanta ou mais autonegação do que qualquer outra forma de atividade espiritual. A maior parte da oração e do jejum de alimento é normalmente em segredo. Pensamos em jejum como sendo principalmente uma abstenção de alimento. Todavia, o jejum pode incluir abstenção de atividades normais como sono, recreação e outras diversões especiais. Na medida do possível, devemos incluir abstenção de relações sociais com outros enquanto jejuamos. Talvez tenhamos de jejuar enquanto desempenhamos as obrigações familiares ou nosso trabalho secular, ou quem sabe possamos ficar completamente sozinhos durante o período de jejum (I Coríntios 7:5).

     Andrew Bonar definiu jejum como abstenção de tudo que prejudique a oração. Embora fosse um leitor ávido, ele tinha de jejuar ás vezes do seu amor excessivo pela leitura, a fim de encontrar tempo para entrar em comunhão com Deus. Phillips Brooks descreveu o jejum como abstenção de tudo que seja inocente em si mesmo, a fim de crescer mais espiritualmente ou servir mais eficazmente a Deus. Para a nossa geração, o jejum talvez devesse ser do rádio e da TV, a fim de nos entregarmos de forma mais total e intensa à oração.

     O propósito do jejum é: (1) subjugar o físico ao espírito e dar prioridade aos alvos espirituais; (2) desenredar-nos por algum tempo do nosso ambiente, de coisas materiais, responsabilidades diárias e preocupações; e, (3) dedicar toda nossa atenção espiritual a Deus e À oração. Não queremos dizer que os deveres diários e as necessidades da vida sejam impuros ou pouco espirituais; pelo contrário, submetemos as coisas permitidas até proveitosas às prioridades espirituais superiores.

     Andrew Murray ensinou: “A oração é a mão com a qual agarramos o invisível; o jejum é a outra mão com a qual soltamos e lançamos fora o visível”. O jejum acrescentado à oração torna a nossa comunhão mais preciosa ao Senhor e a nossa intercessão mais poderosa em seu ministério cristão (Atos 13:2), enquanto Ele intercede regiamente do trono do céu (Romanos 8:34). Qual é então o papel do jejum?

     O jejum faz parte integrante de uma vida de profunda devoção e intercessão. A profetiza Ana é um belíssimo exemplo desse estilo de vida (Lucas 2:36-37). O jejum é essencial para uma vida de disciplina pessoal e espiritual, e tal disciplina acentua grandemente e capacita a oração que prevalece.

     Quando você fortalecer e disciplinar seus hábitos de oração e acrescentar uma nova dimensão a sua oração que prevalece, acrescente o jejum. Quando você busca humilhar-se diante de Deus em total submissão à Sua vontade e em total dependência do seu poder, acrescente o jejum. Quanto você enfrenta uma necessidade tremenda, uma impossibilidade humana, e a sua alma anseia ver Deus interferir mediante o poder sobrenatural, acrescente o jejum.

     Em tais situações podemos perfeitamente sentir tanta vontade de jejuar que estaremos certos de que falharemos em relação ao Senhor se não separarmos tempo para oração e jejum. A Escritura é muito clara neste ponto: Deus chama realmente o Seu povo ao jejum (Isaías 22:12,13). Tragicamente, muitos não estão andando suficientemente perto do Senhor para sentir o Seu apelo santo e ouvir Sua voz gentil. Muitos cristãos ficarão chocados no céu ao ver quantas bênçãos perderam e quantas vezes deixaram de fazer tudo o que Deus queria fazer por meio deles só por não terem acrescentado o jejum à sua oração.

     Mas nós mais provavelmente ouviremos a voz de Deus nos chamando para um jejum, se já estivermos fazendo disto uma parte regular da disciplina espiritual em nossa vida. Jesus disse a nosso respeito hoje: “E nesses dias hão de jejuar” (Mateus 9:15). Você e eu não temos mais direito de omitir o jejum por não sentirmos qualquer impulso emocional, do que temos direito de omitir a oração, leitura bíblica ou reunião com os filhos de Deus por falta de qualquer impulso emocional especial. O jejum é uma parte tão bíblica e normal do andar de obediência espiritual com Deus, quanto são essas outras coisas.

     Por que não jejuamos mais? Pela mesma razão que hesitamos em negar a nós mesmo e carregar a nossa cruz de outras maneiras! Jesus diz, todavia, enfaticamente: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16:24). Seremos discípulos incompletos se não fizermos isso. Mas a negação do “eu” é raramente pregada e menos ainda praticada. Que maneira mais bíblica e semelhante a Cristo pode haver de negar o “eu” do que jejuar quando oramos?

     Como carregamos a nossa cruz? Carregar a cruz não é pedir que alguém a coloque sobre nós. A doença, a perseguição e o antagonismo de outras pessoas não são a nossa verdadeira cruz. Levar a cruz é uma escolha deliberada. Devemos propositalmente humilhar-nos, curvar-nos e erguer a cruz para Jesus. O jejum é uma das maneiras mais bíblica de fazer isso.

     Podemos, de fato, negar a nós mesmos algumas despesas e dar o dinheiro poupado às missões ou algum outro aspecto do trabalho de Deus. Tal ato poderia ser o carregar da cruz. Podemos identificar-nos com alguma causa impopular a favor de Jesus e levar assim a nossa cruz. Mas nenhum meio é mais aprovado por Deus e mais constantemente disponível do que acrescentar jejum à oração. Em que forma de autonegação você encontrou mais benção? Ou você não pratica a autonegação?

     Pode haver ocasião em que fisicamente não possamos perder uma ou duas refeições, em vez de um dia inteiro ou mais. Talvez as nossas responsabilidades exijam que comamos, sozinhos ou com outros. Mas, mesmo assim, podemos jejuar. Imite Daniel, Ele jejuou parcialmente por três semanas, e Deus honrou maravilhosamente o seu jejum. Como primeiro ministro, ele tinha de comparecer a algumas funções. Tinha de preservar as suas forças e não podia hibernar durante três semanas. Daniel fez então jejum de iguarias finas (isto é, comeu apenas o essencial) e do uso de óleos (Daniel 10:3).

     Deus não é um feitor de escravos. Ele compreende a nossa saúde e a nossa situação. Ele quer manter-nos saudáveis e eficientes. Peça a orientação do Espírito e Ele irá mostrar-lhe como e quando jejuar. Mas, na medida do possível, passe as horas de jejum de alimento e oração. Separe um período de horas para orar, especialmente se estiver numa batalha espiritual.

     Satanás não quer que nós jejuemos. Ele não queria que Jesus jejuasse. Ele nos tentará com idéias de comida. Ele tentará fazer com que esqueçamos o nosso compromisso com o jejum, assim como tenta impedir-nos de orar. Satanás procura fazer-nos hesitar em cumprir o jejum, ou adiar o jejum. Por que surpreender-nos? Ele teme imensamente que a nossa oração ganhe poder por meio do jejum. Ele pode até combater-nos mais se jejuarmos. Ele pode tornar-se desesperado. Colocamos em perigo o trabalho dele quando jejuamos e oramos.

     Observe o Seu Motivo Lembre-se, o motivo do jejum é absoluto. Lembre-se do que o jejum não é:

1 - Ele não é um meio de ganhar as bênçãos e as respostas de Deus para a nossa oração. Nunca somos dignos da Sua ajuda e benção. Imploramos o Seu amor e misericórdia. Não compramos qualquer aspecto da Sua graça.

2 - Não é um meio de colocar a obediência em plano secundário. A oração e o jejum não mudam a nossa necessidade de obedecer a Deus e á Sua vontade claramente revelada. Deus não ouvirá a nossa oração, mesmo que acrescentemos jejum, se estivermos fora da Sua vontade em qualquer aspecto. Devemos seguir os passos de obediência, e depois começar a jejuar e orar.

3 - Não é um meio automático de alcançar milagres. O jejum não é uma forma espiritualizada de mágica. Ele não opera sozinho. O jejum pode fazer bem a nós fisicamente, sem levar em conta a nossa condição espiritual, mas ele não é um segredo de poder à disposição de todos. O jejum tem poder apenas se for acrescentado à sua busca humilde da face de Deus. Quanto mais próximo estivermos andando de Deus, tanto maiores os valores espirituais do nosso jejum.

     Talvez não possamos parar todas as nossas outras atividades enquanto jejuamos por doze horas ou por um dia inteiro. Mas se a nossa alma estiver constantemente clamando a Deus enquanto trabalhamos, se a cada momento estivermos estendendo-nos para Ele enquanto cumprimos as nossas responsabilidades então qualquer jejum que fizermos acrescentará tremendo poder à nossa busca da resposta de Deus.

4 - Ele não acumula poder a nosso crédito, de modo que possamos manifesta-lo quanto quisermos. Não usamos o Espírito Santo Ele nos usa. No momento em que ostentarmos o nosso poder, ele se vai. No momento em que nos gabarmos do nosso jejum, ele não nos fará qualquer bem, uma advertência que Jesus tornou bem clara. Se quisermos ser recompensados por Deus pela nossa oração, jejum e boas obras, devemos manter essas coisas o mais ocultas possível.

     Jesus tomou por certo que faríamos essas três coisas, por isso Ele não diz “Ore”, mas “quando orardes”. Ele não diz “jejue”, mas “quando jejuardes” (Mateus 6:2,5,16). Jesus diz que devemos permitir que o nosso jejum, na medida do possível, seja conhecido só de Deus, e Ele nos recompensará (v.18).

 

O JEJUM FORTALECE A ORAÇÃO

     O jejum está tão ligado a oração que ele acrescenta a sua benção de várias formas. Grande parte da nossa oração sem jejum, assim como grande parte dela não envolve conflito ou guerra em oração. Mas o jejum tem sempre essa dupla capacidade:

     Primeiro, ele pode abençoar e aprofundar a nossa oração comum. É um componente abençoado de uma vida devocional profunda, de um andar perto de Deus. Meu pai sempre suplicava ao exortar as suas congregações ao jejum: “Experimentem! Experimentem! Experimentem!”

     Segundo, ele pode intensificar o seu poder de prevalecer na oração. Naquelas ocasiões em que Satanás está bem entrincheirado e precisa ser combatido e expulso, o jejum acrescentado à oração que prevalece pode ser imperativo. Para aquelas batalhas em que Satanás resistiu até então a intercessão militante, acrescente jejum á oração. Se possível, acrescente jejum e oração coletivos.

     Vamos detalhar algumas das maravilhosas maneiras quais o jejum acrescenta a nossa oração.

1 - O jejum aumenta a humildade. Esdras humilhou-se por meio de jejum (Esdra 8:21). Davi humilhou-se pelo jejum quando “em oração me reclinava sobre o peito” (Salmos 35:13). A busca sincera de Deus envolve humilhação diante de Deus. “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte.” (I Pedro 5:6; veja também II Crônicas 7:14; Tiago 4:10; I Pedro 5:5). O menor resquício de orgulho ou ambição pode bloquear a oração que prevalece. O jejum é um método bíblico para humildade mais profunda.

2 - O jejum pode aumentar a vontade de ver Deus trabalhar. A fome espiritual e o jejum têm um poder recíproco. Cada um aprofunda e fortalece o outro. Cada um torna o outro mais eficaz. Quando a nossa fome espiritual se torna muito profunda, podemos até perder o apetite. Todas as formas mais intensas de oração que prevalece fardo de oração, luta em oração e guerra em oração podem ser aumentadas, esclarecidas e grandemente capacitadas pelo jejum.

     O jejum é natural quando estamos suficientemente sobrecarregados, lutando com orações poderosas que prevalecem e guerreando frontalmente com Satanás e seus poderes das trevas. O jejum torna-se doce e abençoado quando a nossa fome se estende a Deus. A nossa fome ganha tremendo poder quando jejuamos e oramos especialmente se separarmos tempo para entregar-nos ao jejum e à oração deixando tudo o mais de lado. O jejum pode então se tornar uma alegria espiritual.

3 - O jejum intensifica a concentração na oração. O jejum fortalece as nossas prioridades de oração, focaliza a nossa oração que prevalece e capacita-nos a concentrar-nos mais ininterruptamente na intercessão que prevalece. Satanás quer introduzir várias distrações para interromper a nossa oração que prevalece. O jejum ajuda a nossa natureza espiritual a dominar nossos pensamentos desviados e auxilia-nos a vencer nossos sentidos.

     O jejum ajuda a desatravancar e aliviar a nossa mente das atividades, problemas, responsabilidades e compromissos. Ele permite que o vento do Espírito sopre para longe a nossa névoa mental e espiritual, libertando-nos, por assim dizer, purificando-nos de grande parte do mundo exterior. Torna-se então mais fácil ficar realmente a sós com Deus, face a face, em comunhão e intercessão.

     O jejum pode levar a uma grande calma e paz de alma. Por outro lado, ele pode abrir caminho para a luta dinâmica em oração e para uma poderosa guerra em oração. À noite de oração de Jacó foi um jejum de sono e da família enquanto ele lutava sozinho com Deus (Gênesis 32:22-30). Os 40 dias de Jesus no deserto incluíram jejum de alimento, trabalho regular, contatos sociais e, provavelmente parte do tempo, sono.

     R. A. Torrey disse com respeito à oração com jejum; “Existe um poder peculiar nessa oração. Toda grande crise na vida e no trabalho deve ser enfrentada desse modo”. Andrew Murray declarou: “A oração precisa de jejum para o seu pleno e perfeito desenvolvimento”.

4 - O jejum solidifica a determinação. Satanás sempre quer sugerir que desistamos e interrompamos a intercessão. Ele surge com diversas formas de ataque letargia, cansaço da batalha e desânimo. Ele quer impedir-nos de prevalecer até que chegue a resposta. O jejum ajuda a injetar aço em nossa alma, alimenta a nossa natureza interior com nova coragem e singularidade de mente, dando-nos determinação santa. O jejum ajuda e energiza a nossa importunação e promove a nossa expressão.

     Andrew Murray escreve: “Somos criaturas dos sentidos: o jejum ajuda a expressar, aprofundar e confirmar a decisão de que estamos prontos para sacrificar tudo, para sacrificar a nós mesmos, a fim de alcançar o que buscamos para o reino de Deus”.

5 - O jejum alimenta a nossa fé. Quando acrescentamos jejum a nossa oração, sabemos que estamos seguindo o exemplo da oração que prevalece no Antigo e Novo Testamentos. A nossa confiança começa a aprofundar-se. A nossa esperança começa a crescer, pois sabemos que estamos fazendo o que agrada a Deus. A nossa disposição em negar o “eu” e voluntariamente tomar esta nova cruz faz surgir uma alegria interior. A nossa fé começa a tomar posse da promessa de Deus com maior simplicidade e firmeza.

6 - O jejum torna-nos mais acessíveis á operação do Espírito. O jejum é um afastamento dos nossos desejos naturais, recusando-nos a ficar amarrados ao que é visível e tangível, tornando mais fácil aproveitar os recursos dos céu. Ele ajuda a transcender o natural e a manter o corpo como escravo (I Coríntios 9:27), quando negamos a nossa natureza física. Ele talvez abra a nossa natureza mais plenamente ao toque do Espírito. É mais fácil ouvir a voz do Espírito quando o jejum ajuda a deixar lá fora o mundo que nos cerca.

     Não manipulamos nem damos ordens ao Espírito, mas nos tornamos cada vez mais acessíveis a Ele enquanto jejuamos e oramos. Ele pode dizer coisas novas para nós, ter novo acesso a nós. Jamais poderei agradecer suficientemente a Deus pelo que Ele disse numa dessas ocasiões. Ele pode vestir-nos melhor e preparar-nos para ser usado com mais liberdade. Ele parece abrir-nos outra vez para a presença e o poder do Espírito. Jesus voltou “no poder do Espírito”, depois de ter vencido sua batalha de 40 dias de 0ração e jejum (Lucas 4:14).

7 - O jejum estimula o fervor e o zelo. Assim como o jejum alimenta a nossa fé, solidifica a nossa determinação e nos abre para a operação interior do Espírito, ele nos anima com mais fervor e zelo.

     Logo depois do jejum de 40 dias de Jesus, nós O vemos queimando de zelo para fazer a vontade de Deus na casa de Deus (João 2:17). O jejum estimula todo tipo de fervor e zelo santo: entregar-nos totalmente a Deus, orar até prevalecer, ver Satanás derrotado e a vontade de Deus feita, e fazer tudo o que for possível para honrar o nome de Cristo. Tal fervor e zelo santos capacitam grandemente a oração que prevalece. Eles incendeiam a nossa alma para ver Cristo prevalecer em cada vida e em cada situação.

     Para resumir, o jejum prepara o caminho do Senhor. Ele capacita a oração e a repelir as trevas de Satanás, a remover os tropeços de Satanás e a derrotar as forças atacantes de Satanás. A oração em jejum prepara o nosso coração para prevalecer mais poderosamente, crer com maior confiança e ficar firme com perseverança até que Cristo triunfe visivelmente. O jejum acrescenta poder tremendamente dinâmico e eficácia a todas as formas da oração que prevalece.

     Isaías censurou Israel por supor que o jejum sem obediência pudesse ter qualquer valor. Ele disse: “Jejuando assim como hoje não se fará ouvir a vossa voz no alto” (Isaías 58:4). Ele não estava condenando o jejum em si, mas o jejum hipócrita. A implicação é clara: o jejum bíblico ajuda a sua voz a ser ouvida no alto e ajuda a nossa oração a prevalecer para Deus na terra.

 

JEJUM COLETIVO

     Assim como há situações que exigem oração conjunta, há também necessidades que só podem ser resolvidas acrescentando jejum coletivo à oração conjunta. A união em buscar a Deus por meio do jejum confere as mesmas dimensões múltiplas de eficácia quanto à união em buscar a Deus só pela oração, e talvez um pouco mais.

     Quando um inimigo de várias nações reuniu-se para atacar Israel, Josafá proclamou um jejum para toda Judá. O povo veio de todas as vilas e cidades a Jerusalém para orar e jejuar em conjunto. Enquanto estavam diante do Senhor, o Espírito Santo desceu sobre um dos levitas e ele profetizou que não teriam de travar aquela batalha. O povo prostrou-se com o rosto em terra e adorou e louvou a Deus.

     Na manhã seguinte, eles enviaram um coral para guiar o exército, cantando louvores a Jeová. Quando começaram a cantar e louvar, os exércitos das três nações começaram a atacar e destruir uns aos outros. Judá levou três dias para reunir a pilhagem. No quarto dia, o povo fez uma assembléia de louvor junto ao campo de batalha, onde não tiveram de atirar nem sequer uma flecha. A seguir, marcharam triunfantes de volta a Jerusalém, guiados pelo rei, tocando trombetas, flautas, harpas, cantando e louvando durante todo o caminho para o templo a guerra mais surpreendente da história (2 Crônicas 20).

     Quando Nínive se uniu em arrependimento, oração e jejum, Deus os poupou (Jonas 3). Quando Éster convocou os judeus de Susã para três dias de oração e jejum, o plano de Hamã caiu por terra, e a nação judia foi poupada.

     O movimento missionário do Novo Testamento começou por meio de oração e jejum coletivos da igreja de Antioquia (Atos 13:2). Paulo e Barnabé convocaram reuniões de jejum e oração em cada igreja que estabeleceram (Atos 14:23). A partir de então, a ordenação de presbíteros nas igrejas foi sempre acompanhada de jejum. A história da igreja nos conta que, sempre que alguém queria ser batizado, quem fazia o batismo, a pessoa batizava e tantos membros da igreja quantos possível, se uniam em oração e jejum.

     A história da igreja em séculos recentes dá muitos relatos brilhantes de como Deus honrou a oração conjunta e o jejum, acabando com a seca, protegendo nações e enviando o reavivamento ao povo de Deus. Neste século, a igreja coreana tornou-se especialmente conhecida tanto pelo seu jejum pessoal como coletivo.

 

SUGESTÕES PRÁTICAS

     Comece a incorporar o jejum à sua vida de oração. Se você jamais tiver praticado o jejum, comece pelo menos ocasionalmente a pôr de lado algumas horas, metade do dia ou mais, para um retiro pessoal de oração e inclua o jejum.

1 - Jejue ocasionalmente durante uma refeição e passe esse tempo (e se possível, ainda mais tempo) em oração. Algumas vezes, Deus sobrecarrega de tal forma o seu coração que você perde os desejos normais de comer e dormir. Outras vezes, Ele quer que você jejue pela fé, e não pelos sentimentos.

2 - Ore a respeito de planejar o jejum como uma parte regular da sua vida devocional uma vez por mês ou talvez um dia por mês. Você pode também querer planejar um jejum de uma ou duas refeições a cada semana. Lembre-se de ficar a sós com Deus durante o tempo que passar jejuando, a fim de obter o pleno benefício espiritual.

3 - Passe a primeira parte do tempo banqueteando-se na Palavra de Deus, rendendo culto, adorando e louvando o Senhor. A seguir, concentre-se em um ou talvez dois assuntos principais de oração durante o período de jejum.

4 - Seja flexível no seu jejum. Evite a prisão legalista e não faça um juramento com relação a jejuar. Pelo contrário, estabeleça um alvo de jejum que você procure cumprir fielmente com a ajuda de Deus. Se as circunstâncias tornarem impossível jejuar conforme planejado, escolha outro horário no menor prazo possível. Se por motivos médicos for desaconselhável fazer um jejum absoluto, então, como Daniel, faça jejum de “iguarias”.

5 - Não tente jejuns longos. (20 a 40 dias) a não ser que tenha sido informado como fazer isso e como terminar o jejum no final. Nossas igrejas OMS na Coréia conhecem mais de 20.000 de seus membros que completaram um jejum de quarenta dias geralmente em uma de suas “casa de oração” nas montanhas. Talvez a maioria dos seus pastores tenha-se envolvido em tal jejum a favor de sua igreja e ministério. Mas eles estão bem informados sobre as precauções com a saúde ao jejuar. Não deixe de manter alguém informado sobre onde você está num jejum mais longo. Continue bebendo líquido, pois o corpo precisa de água. Os jejuns longos da Bíblia, sem comida nem água, foram milagres especiais. Se você pretende fazer um jejum longo e absoluto, sendo uma pessoa idosa ou doente, não deixe de discutir esse seu plano com o médico.

6 - Fique atento para a orientação do Senhor quando Ele o chamar a um jejum especial para uma necessidade particular.

7 - Mantenha o seu jejum como uma questão apenas entre você e Deus. Se alguém lhe perguntar, você deve sentir-se livre para responder às perguntas. Se Deus conceder uma tremenda vitória quando jejuar sozinho ou em companhia de outros, você pode sentir que Ele quer que conte a outros como Ele honrou a sua oração e o jejum. Mas não deixe de dar a Deus toda glória. Você pode às vezes sentir-se levado a confiar em algum amigo íntimo a respeito da alegria que encontrou no jejum.

     A busca de Deus em oração, de toda a alma, com jejum, permite que Deus faça em resposta à oração que Ele não pode fazer sem o nível de oração alcançado com a adição do jejum. Deus ordenou que o jejum ajude a liberar o Seu poder para operar de maneira mais decisiva e algumas vezes mais imediata. Temos, portanto, a responsabilidade sagrada de jejuar.

     J.G. Morrison escreveu: “Devemos a Deus jejuar e fazer isso sincera, fiel e regularmente... O povo de Deus é responsável por todo o poder divino que Ele pode liberar pelo fato de jejuarmos... desta responsabilidade e de suas possibilidades dinâmicas, devemos algum dia prestar contas pessoalmente a Jesus, nosso Senhor”.

     Vamos acrescentar algumas palavras de John Wesley: “Pode alguém de boa mente negligenciar o jejum sem sentir-se culpado?” Wesley exigia que todos os metodistas jejuassem nas quartas e sextas-feiras até as quatro da tarde. 

     “Convertei-vos a mim de todo vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com prantos... Toca a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamei uma assembléia solene. Congregai ao povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos... Chorem os sacerdotes, ministro do Senhor, entre o pórtico e o altar, e ore: poupa o teu povo, ó Senhor... Porque hão de dizer entre os povos: onde está o seu Deus? (Joel 2:12-17).”

     Quero insistir com você que descubra por si mesmo a alegria, a benção e a capacitação especial na oração ao acrescentar jejum.

ESTE MANUAL É EXCLUSIVO PARA USO INTERNO DA

IGREJA EVANGÉLICA COMUNIDADE ENCONTROS COM JESUS.

O SENHOR JESUS CRISTO

TE ABENÇÕE

 

Versículo do Dia

Ez 10:16

"E, andando os querubins, andavam as rodas juntamente com eles; e, levantando os querubins as suas asas, para se elevarem de sobre a terra, também as rodas não se separavam deles. "



by Estudo Bíblico

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