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LOUVOR E ADORAÇÃO - ADORAÇÃO E CULTO

ESTRUTURA DA IGREJA

BASE CORPORATIVA

BASE PROFÉTICA

 

LOUVOR E ADORAÇÃO - ADORAÇÃO E CULTO

INTRODUÇÃO

     Adorar a Deus e ter consciência de adoração é sem dúvida, algo difícil para a vida do salvo na terra. Sabemos que esta é a área em que satanás mais trabalha contra as Igrejas e contra os salvos individualmente (Mateus 4:8,9).

     Além das dificuldades de compreensão do significado da adoração e da conscientização para a adoração, enfrentamos muitas dificuldades para o exercício da adoração. Dificuldades na mesma proporção, enfrentamos para a realização do culto como instrumento para a adoração como Igreja e pessoalmente.

     Adorar a Deus é glorificá-Lo de forma consciente, decidida e afetiva (João 4:22-24) é a razão última, porque Deus nos criou e nos salvou (Efésios 1:3-14). O povo de Deus precisa ter consciência do significado, da origem, do processo, do preço e da extensão da sua salvação e que Deus fez tudo isso “com o fim de sermos para o louvor da Sua Glória”.

     A Igreja é uma instituição incrível; ela é divino-humana. Ela é o Corpo vivo e visível de Cristo na Terra. A Igreja está sendo formada por pessoas que vão sendo salvas, e quando se completar, Jesus virá para reuní-la, completa e visível a fim de viver eternamente, face a face com Deus no “novo céu e na nova terra” (Apocalipse 21). Enquanto a Igreja está sendo formada, as pessoas que vão sendo salvas, vão sendo incorporadas em Cristo e umas as outras, formando “corpos locais”, a fim de dar expressão à glória de Deus neste tempo (Atos 2:47; I Coríntios 12:27; Romanos 12:5; Efésios 1:16-23, 22 e 23 e 3:10).

     A Igreja, como instituição visível, dá expressão à glória de Deus neste tempo, através da adoração adoração do Corpo como um todo, e individual, de cada parte do Corpo por indivíduos conscientes e responsáveis.

     O serviço do culto é o instrumento que a Igreja e cada salvo tem para dar expressão à sua adoração a Deus. O culto, em si mesmo, pode ser apenas um ritual religioso, mas não é para ser isso. E, quando é o que é para ser, ele dá expressão visível à adoração, à glorificação de Deus na terra e, quando é assim, o próprio serviço, o que se faz como culto, além de dar expressão à adoração, torna-se sinônimo e expressão de adoração.

     Eis porque satanás faz tudo o que pode para afetar o culto, a fim de que no serviço do culto não haja adoração e que as pessoas sejam apenas assistentes-expectadores; e que, aqueles que ministram ou dirigem os diversos componentes, o serviço, façam-no para as pessoas seguirem um ritual ou para assistí-las, etc.

     Nota Devemos considerar isto com muita seriedade e sensibilidade para com Espírito Santo, a fim de que o mesmo tenha liberdade para atuar em nós preparando-nos assim para adorá-Lo com consciência.

 

COMO DESENVOLVEMOS O CONCEITO DE MINISTRO DE LOUVOR

     Todos sabemos que é na área da música que as Igrejas enfrentam maior dificuldade relacionada com o culto. A música, na qualidade de instrumento, é uma das expressões da adoração. Também, não é para menos, satanás sabe a dimensão que a música tem, e o esplendor que ela pode dar à adoração (tanto para criar no adorador a atmosfera interna e externa própria para a adoração, como para dar expressão ao Nome de Deus. Além de ser instrumento para comunicar e receber a Palavra-mensagem de Deus). Além disso, se bem compreendida e usada adequadamente na adoração, a música pode ser resultado do esforço para a qualidade, harmonia, afinação de tudo o que se oferece a Deus, tendo em vista a Sua Pessoa (Quem Ele É); o que vem fazer da música um dos instrumentos (meios) mais expressivos na descrição do significado da adoração “O sacrifício de louvor” (Hebreus 13:15), e que nos ajuda a “oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus” (I Pedro 2:5).

     Por que satanás sabe do esplendor que a música pode dar à adoração?

     Porque no céu, antes da sua queda, ele era envolvido com a música “As obras dos teus tambores e dos teus pífaros estavam em ti; no dia em que fostes criado foram preparados.” (Ezequiel 28:13). Ele ocupava função muito especial no culto que se presta a Deus entre os anjos, e tinha algo semelhante a um ministério na área da música, ou um ministério de música na coordenação musical da adoração entre os anjos. A descrição feita dele em Ezequiel 28:12-15 mostra a posição que ele ocupava. Ele sabe tudo acerca da importância da música na adoração a Deus. Outro fato, não menos curioso, é que a primeira referência à história da música é feita pela Bíblia, e que o primeiro músico da história foi um homem chamado Jubal; foi um instrumentista e inventor da harpa e da flauta (Gênesis 4:21).

     E, quem era Jubal? Está lá; era um descendente de Caim que decidiu rebelar-se contra Deus. A menção de “filhas dos homens” em Gênesis 6:2 refere-se à linhagem de Caim, dos mundanos que não temiam a Deus. Note como satanás tomou logo a iniciativa de deturpar o uso da música entre os homens no intento de impedir ou atrapalhar que estes ofereçam “sacrifícios de louvor” agradáveis a Deus através da música.

     Está à vista, para qualquer pessoa que vê e entende, como satanás deturpa e faz uso da música para estimular o pecado nas mais diversas formas; para separar as pessoas de Deus de forma definitiva; para ser cultuado pelas pessoas de forma muito ampla e sutil (tudo em nome da arte); para estimular as pessoas da área da música a se cultuarem a si mesmas, e a buscarem o culto (elogios, aplausos, etc.) das pessoas e o que é pior, às vezes, até em nome de Deus e do Seu serviço.

     Todos sabemos que é na área da música que as Igrejas enfrentam maiores dificuldades, tanto na área vocal como instrumental. Talvez seja a área onde explorem o maior volume de escândalos morais. É também das áreas onde surgem mais discórdias, ressentimentos, disputas e competição nas Igrejas. E, sem dúvida, é a área onde as pessoas menos adoram a Deus através do que fazem, tanto instrumentistas como vocalistas, grupos e solistas; e até mesmo no cântico congregacional. Isto é seríssimo! Como satanás sabe desvirtuar sutilmente influenciando o pensamento e o sentimento de pessoas com habilidades musicais nas Igrejas.

     Os que ministram nos cultos necessitam da compreensão e visão Bíblica de ministério, precisam entender que atuar no serviço (desenrolar) do culto é algo muitíssimo sério, e que requer da pessoa uma dedicação consciente do ser e da vida a Deus, dos seus talentos e dons; e ainda, deve entender que é preciso assumir um compromisso, afetivo e moral, com a congregação e com Deus; e que, o que ela faz precisa ser feito como um “ministério consciente” (serviço prestado a Igreja em louvor e para o Louvor de Deus).

 

O SIGNIFICADO DE MINISTÉRIO

     A palavra “ministério” significa literal e simplesmente serviço. O termo grego para ministério é diaconia. É a atividade de indivíduo que tem a responsabilidade de servir. Quem tem um ministério, tem um serviço, tem uma responsabilidade, algo a fazer em função dos outros, aos outros e não a si mesmo. O ato de ministrar é chamado de diaconéo, ou seja, quando ele está fazendo ou executando aquilo que é a função do seu ministério. E a pessoa que tem a responsabilidade de servir ou ministrar enquanto está servindo e a serviço, é chamada de diáconos que significa exatamente isso MINISTRO ou SERVO.

     É uma expressão usada na Bíblia para referir-se e descrever todos os tipos de atividades relacionadas com o Reino de Deus e a Obra de Deus. Confira:

     Refere-se a todos os tipos de serviços vinculados com o Reino de Deus, serviço físico ou espiritual (I Coríntios 12:5 Efésios 4:13 II Timóteo 4:11);

     Foi o termo usado para o trabalho dos apóstolos nas suas mais diversas funções (Atos 20:24 II Coríntios 4:1 I Timóteo 1:12);

     É a palavra usada para referir-se ao trabalho do crente, tanto em favor do não-crente, como do crente (II Coríntios 5:18 Atos 6:4 e II Coríntios 3:8,9);

     É usada também para falar do dom espiritual de serviço, como equipamento do Espírito Santo para o ministério específico de muitos crentes (Romanos 12:7);

     Da mesma raiz, é usada uma palavra para referir-se à pessoa que recebe tarefas específicas a serviço da Igreja, que determina tanto o serviço como a maneira de ser da pessoa diante da Igreja a palavra é Diáconos, um SERVO, um ESCRAVO.

     O que a Bíblia nos mostra é que cada pessoa que recebeu um serviço no Reino de Deus, recebeu um ministério. Tal pessoa há de ter consciência das responsabilidades e implicações do serviço que recebeu. Isso significa responsabilidade em todas as dimensões pela fidelidade e qualidade no que se faz. A Igreja é a agência local e visível do Reino na terra; e, todas as tarefas que os salvos, servos de Deus, recebem dEle para servir à Sua Igreja e ao Seu Reino, têm que ser assumidas como um ministério. No culto concentra-se a maior expressão da razão de ser da Igreja; aí está a razão porque aqueles que fazem algo no serviço (liturgia) do culto, precisam ser revestidos do mais alto sentido de ministério ele está ministrando a Deus e à Igreja (a congregação) que se ajunta solenemente para adorar a Deus (I Crônicas 16).

     Portanto, dirigir o culto, cantar, tocar, reger, tudo isso só faz sentido quando a pessoa o faz como “ministério consciente” ao Senhor e à Igreja. Ela está comprometida com o Senhor e por isso, com a Sua Igreja, a Igreja local, que é a expressão do Corpo de Cristo na terra (veja Hebreus 10:25,26).

 

MINISTROS, MINISTRADORES DOS CULTOS

TAREFAS DO MINISTRADOR

     Guiar a congregação na adoração

     Esta é a razão de ser do ministro. Ele não pode ser um mero dirigente. A essência da sua função é guiar a congregação na adoração. Em certo sentido, toda congregação depende do ministro do culto para adorar. A consciência de adoração, a qualidade da adoração e a expressão da adoração individual de cada componente da congregação dependem do “ministro do culto”. O ponto culminante da “adoração” é quando se reparte e se recebe a Palavra de Deus, e para tanto, o pastor também depende de ser guiado juntamente com a congregação para fazer a “exposição da Palavra de Deus”. O pastor continua onde o ministro pára. Portanto, a tarefa do ministro do culto é muitíssima importante.

     Compreende o significado da adoração

     O ministro necessita compreender tudo que a Bíblia ensina acerca da adoração e todo o significado da expressão bíblica da adoração com todo o seu conteúdo. Além disso, precisa manter-se “aquecido espiritualmente diante do assunto”, para que o seu conhecimento, não se transforme apenas em conceitos e informações mortas, e ele não se torne apenas um “dirigente” ou “animador de programas”. O significado da adoração precisa fazer parte da sua vida diária. Pra tanto, ele necessita estudar o assunto continuamente e com oração. Deve possuir e estar sempre reestudando os assuntos que foram feitos para a Igreja. Deve também possuir e estar sempre lendo a literatura que vai sendo produzida, sendo necessário avaliá-la, visto que surge muita coisa de má qualidade em todos os sentidos.

     Conceber o culto que irá ministrar

     É isso mesmo, “conceber”. Isso significa que o culto que o ministro irá guiar deve fazer parte “do ser dele”, e ser expressão da sua própria adoração. Isso significa que o ministro não irá escolher alguns hinos e alguns textos bíblicos aleatoriamente e/ou de última hora (para entregar aos instrumentistas ou próximo à hora de iniciar o culto quando não houver ensaio instrumental). Isso significa que o ministro estará concebendo (meditando e orando) bem antes do dia quando irá preparar o culto; significa que estará envolvido espiritual com a Igreja e com o seu momento histórico (que a Igreja está vivendo); significa que no dia da preparação (concepção), antes e durante a preparação do culto estará orando e em atitude de oração e sintonia com Deus, com a Igreja e com o culto que irá ministrar.

     Evidentemente que, nessa concepção e preparação do culto o ministro estará fazendo uso adequado das suas faculdades intelectuais, e o fará durante a ministração, sabedor de que há um tempo (horário) definido para a sua parte, e que a concepção e ministração do culto deverá estar dentro dos limites desse tempo. Recorde que “em certo sentido, a congregação depende do ministro para louvar, e ao exceder os limites do tempo o ministro pode anular a “caminhada” que já deu e transtornar as emoções da congregação para o que ainda seguirá (Não esquecer que a nossa dependência total é do Espírito Santo).

     Ser um adorador consciente e um sustentador dos cultos em oração.

     O ministro deve ser um crente amadurecido, e cuja maturidade se expressa através da sua vida diária e em sua consciência de adoração; consciência que se evidencia pelo seu preparo para a sua própria adoração dos “ajuntamentos solenes” da Igreja para que ele mesmo adore ao Senhor, seja quem for que estiver dirigindo. Nenhum culto da Igreja é desprezado.

     Além disso, o ministro passa a semana orando também pelos irmãos que irão ministrar o culto de cada domingo. Isso demonstra que ele está “sintonizado” com o seu ministério.

     Mas, além disso, o ministro é alguém que passa a semana orando (intercedendo) pelos demais irmãos da Igreja acerca da adoração intercede para que eles tenham vitória sobre o inimigo e sobre eles mesmos e se preparem para a adoração; que tenham vitória e consigam ir aos “ajuntamentos solenes” da Igreja para o louvor e adoração; que eles vençam a opressão maligna que atua para impedir ou desviar, aqueles que puder, de irem ao encontro da Igreja com o Senhor (quantas dificuldades surgem no dia ou na hora com muitos irmãos).

     Outrossim, o ministro, por ser uma pessoa consciente do que se passa numa reunião da Igreja, é alguém que sustenta os cultos em oração. Durante os cultos ele fica atento para perceber dificuldades e orar:

     Orar para que os irmãos adorem e sejam os adoradores encontrados pelo Pai conforme Jesus declara em João 4:22-24;

     Percebe e ora pelas pessoas que estão desatentas e/ou conversando, dormindo, etc. Estão oprimidas ou sendo usadas pelo inimigo;

     Pela preservação da reverência interior e exterior percebendo a movimentação de pessoas, a inquietação de crianças, etc.;

     Fica atento e intercede contra as dificuldades do som, que Deus proteja o som e opere para que todos possam ouvir bem. O inimigo consegue impedir que muitas pessoas não ouçam, ou escutem mas não ouçam. Elas não se sintonizam com o que estão ouvindo;

     Por todos os participantes da ministração do culto, ministro, instrumentista e cantores;

     Pelos não salvos presentes (membros e não membros da Igreja) para que o Espírito Santo tire a venda dos olhos e do entendimento deles; para que Deus tenha misericórdia deles e fale ao coração (ser total) de cada um, e que o Espírito Santo lhes toque para a salvação;

     E pelo pastor; são sustentadores do pastor em oração, durante a semana e durante o culto, pela exposição da Palavra de Deus com finalidade, clareza e unção do Espírito Santo.

     Aprimorar-se para que o seu trabalho seja cada vez mais eficiente.

     Além dos aspectos relacionados com o significado da adoração apontados acima, o ministro deve cuidar também dos seguintes aspectos

     Desenvolver e aprimorar a sua comunicação; esta é uma área que temos que crescer continuamente; precisamos com humildade e sensatez parar e nos auto-avaliar, e quando possível solicitar a contribuição de pessoa confiável e capaz para compartilhar conosco. Deve-se evitar a timidez e o engasgar.

     Cuidar da língua, ou seja, o “português”. Terrível português! A linguagem deve ser simples. Não se deve exibir conhecimento. Nosso vocabulário deve ser simples, ao alcance de qualquer pessoa, inclusive das crianças; mas deve ser correto. Temos que cuidar principalmente das concordâncias e dos pronomes.

     O visual do ministro (Orientação para todos que ministram nos cultos ministro, cantores e instrumentistas)

     Toda pessoa sensata sabe que há traje próprio para situações e locais diversos.

     Normalmente, um discípulo de Jesus deve evitar roupas extravagantes, visto que isto já revela algumas coisas acerca dos pensamentos e ações da pessoa, contudo, o ponto culminante a respeito da vestimenta, é que a roupa deve cobrir a nudez do corpo da pessoa. A primeira sensação que os nossos pais tiveram no Éden, após o pecado, foi a respeito da nudez. Ao longo da história a nudez esteve sempre relacionada com a degradação moral das pessoas. Hoje a tendência é mudar os termos, e as mentes degradadas e pornográficas vão procurando tratar de assuntos a fins e da nudez como “científico” e/ou artístico. Isso revela é o caos para onde a sociedade caminha. Veja Isaías 5:20,21.

     O discípulo sensato tem a mente de Cristo, mas, se descuidar, perde o senso crítico, a capacidade de avaliação, cai no conto da moda e começa a usar roupas inconvenientes e indecentes.

     O ministro deve se trajar de modo a não chamar para si, nem por ser ridículo e nem por ser indecente. Deve se trajar sóbria e simplesmente.

Acerca da leitura Bíblica

     A leitura viva e dinâmica da Bíblica é parte viva da adoração que o salvo presta a Deus. Através da leitura bíblica o salvo e a congregação recebe a Palavra de Deus, fundamentam a sua adoração na Palavra de Deus e oferecem a Deus a sua própria Palavra como expressão da sua adoração viva, consciente e responsável. Pra tanto, na ministração do culto deve-se observar:

     O texto deve ter propósito claro e estar relacionado diretamente com o hino ou o enfoque proposto.

     Não fazer comentários (exceto se o Espírito Santo lhe orientar), mas deixar o texto falar por si mesmo. Se houver necessidade, dar apenas, a ênfase necessária à unidade, mas com poucas palavras.

     A congregação deve participar da leitura do texto, salvo algumas exceções.

     Acerca da oração

     A oração, quando é oração de fato, é a mais rica e autêntica expressão de adoração a Deus. Vários componentes da adoração se englobam na oração, tais como: exaltação a Deus, rendição do adorador, gratidão, declaração de fé e dependência, confissão, etc.

     Todavia, há a oração específica de adoração, e esta, se consciente, se assemelha aos salmos. É algo original, que brota do ser do adorador como resultado da adoração em “espírito e em verdade”. É lógico que no culto, pode haver orações com outros propósitos, e, se for oração de fato, será adoração também; porém, a oração de “adoração” é expressão típica dos cultos nos “ajuntamentos solenes” dominicais. O ministro deve se preparar para encaminhar tal expressão no culto. Para tanto, deve-se observar o seguinte:

     Esclarecer que é a congregação inteira que ora, sendo dirigida, guiada por uma pessoa.

     A pessoa que guiará deve ter consciência de que está guiando a congregação. Não deve divagar. Precisa ser objetiva, clara e breve. A oração deve ser sincera.

     Pode ter mais de uma pessoa para fazê-la.

     As pessoas podem ser indicadas ou voluntárias.

     Nesse período pode-se orar por assuntos específicos que tenham sido solicitados.

     Não se deve convidar um irmão para orar ou fazer uma oração, mas para “nos guiar em oração”.

     Dedicação dos dízimos

     Outro componente da adoração bíblica que se presta a Deus é a dedicação dos dízimos e ofertas. Portanto, o ministro precisa ser consciente desse fato na sua própria vida (ele será o maior dos hipócritas se ministrar ou guiar a congregação no louvor e adoração que ele mesmo não presta a Deus a extensão da sua culpa é indescritível). Para a dedicação dos dízimos deve-se observar:

     Declarar de forma clara e expressiva que “vamos dedicar os nossos dízimos e ofertas ao Senhor”.

     Enfatizar de forma clara que os dízimos e ofertas fazem parte da adoração dos servos de Deus desde o princípio da revelação bíblica e da história.

     Mostrar que não há nenhuma base bíblica que permita pensar que o crente que não dedica os seus dízimos ao Senhor possa adorá-lo de fato; antes, o que tem na Palavra de Deus é que o crente que não dizima está roubando a Deus.

     Destacar que devemos sair dos nossos lugares para dedicar os nossos dízimos ao Senhor, conscientes de que isso é uma expressão viva e clara da nossa fé. Devemos dedicar os nossos dízimos ao Senhor como um ato de reconhecimento pelo fato de que a nossa salvação veio dEle e de gratidão pelo sustento que Ele nos dá, e porque é ensino da Sua Palavra.

     Após a dedicação dos dízimos toda a congregação deve orar para agradecer ao Senhor o sustento que Ele dá a cada um de nós; o sustento que Ele nos dá como Igreja; e rogar que o Senhor abra as portas para aqueles irmãos que porventura esteja passando necessidades e/ou desempregados.

     Os visitantes

     Todos os que realmente são crentes sabem que o culto que prestamos ao Senhor é um dos meios mais eficientes para a evangelização e conversão dos perdidos. Cada salvo deve se esforçar para levar Jesus às pessoas que estão perdidas,e, portanto, devem se esforçar também para que eles venham aos cultos da nossa Igreja. Doravante esperamos sempre muitos visitantes não crentes em nossos “ajuntamentos solenes”. O ministro já deve ser um instrumento para Deus falar ao coração deles.

 

RECOMENDAÇÕES GERAIS

      A palavra do ministro

     O ministro deve falar pouco. Ele não tem que explicar cada louvor. Ele precisa deixar os louvores falarem. Apenas a ênfase, se necessário, pode ser dada, mas, com poucas palavras, nesse caso, quem fala menos, ministra mais.

     O ministro não deve fazer explicação do texto bíblico, quando precisa dar ênfase a alguma parte, isso deve ser feito com clareza e brevidade.

     O ministro não deve repreender a congregação. Somente o pastor pode e deve fazer isso, quando necessário.

     O melhor ministro é o que comunica com clareza e menos fala.

     O estilo original do ministro

     O estilo do ministro deve ser original; ou seja, ser ele mesmo; não deve procurar imitar ninguém; cada pessoa tem a sua identidade. Mas, cada ministro deve procurar aprimorar o seu estilo.

     A liderança do ministro

     A liderança do ministro deve ser expressiva e entusiasta; e deve evitar pausas em sua comunicação; mas ter o cuidado para não ser um animador de auditório. Sua função é guiar e levar a Igreja a adorar, sem ser animador de programas.

     Cuidados

     Todos devem ter cuidados para não ficarem repetindo seguidamente as mesmas coisas, da mesma forma, para não criar hábitos e vícios na congregação além de saturar e desgastar coisas sadias.

     O ministro também deve se cuidar para não deixar a congregação em pé muito tempo.

     Avisos/Comunicações

     Somente deverão ser feitos se forem de natureza emergencial e interessarem à Igreja toda; e sempre no início.

     O uso de palmas

     As palmas continuam sendo, e talvez será sempre, algo incômodo para vários membros e líderes das Igrejas. Isso decorre da ignorância e legalismo de muitos. Pode-se usar palmas quando:

     As palmas fazem parte de expressão do louvor.

     As palmas correspondem a um instrumento.

     As pessoas são conscientes do lugar das palmas naquele cântico.

     As palmas somente devem ser usadas sob orientação do ministro. Caso alguém inicie batendo palmas na congregação, o ministro se quiser pode parar e com delicadeza, dizer que aquele louvor não será mais acompanhado.

     Não se deve esquecer da que algumas pessoas são tão acanhadas ou complexadas que não conseguem bater palmas. Os que batem palmas não devem desconsiderar os que não batem e vice-versa.

     Obs.: Os ministros devem estar atentos às ênfases da vida da Igreja e aos assuntos da ministração Bíblica para que os hinos se relacionem.

     Cada ministro precisa observar sua escala. Caso surjam situações alheias à sua decisão, pode trocar com o outro companheiro, mas com a devida “antecedência”; antes, porém, deve comunicar à coordenação do ministério e juntos fazerem a troca. Em caso de doenças de última hora, deve-se proceder da mesma forma; contudo, há de encaminhar toda a ordem e idéia do culto para o seu substituto.

     Musicais

     Podemos e devemos tê-los; contudo devem estar relacionados com a unidade do culto; por pessoas que sejam investidas no ministério musical de forma consciente e responsável. Além disso, a pessoa deve estar devidamente preparada e ensinada, etc. Ninguém que não tenha sido ensaiado e observado pela pessoa responsável, deve cantar. A Rede de louvor e adoração é responsável por toda esta área.

     Obs.: Não se deve convidar pessoas de outras Igrejas para cantar. Isso somente pode acontecer com a autorização do pastor e após saber-se da consciência de culto que tal pessoa possui; e do comprometimento e afinação dela com a Igreja de que é membro. Cuidado! Há muitos atores disfarçados de adoradores.

     Nota: Os ministros são responsáveis também pelas ênfases das datas especiais. Isso não pode ser dispensável. Para tanto, há coordenação dentro da equipe.

 

OS MINISTROS, OS INSTRUMENTISTAS, CANTORES

     Na vida Bíblica da Igreja, na Rede de louvor e adoração e em toda e qualquer atividade, ninguém e nenhuma função são mais importantes que a outra. Se no corpo humano nenhum membro é mais importante do que o outro (I Coríntios 12:14-27), na Igreja isso é ainda mais evidente. Na Igreja, da mesma forma que no corpo humano, cada membro só é importante quando faz aquilo que lhe compete fazer; e a sua importância é voltada para ele mesmo nessa direção fazer o que é a sua função. Qualquer membro do corpo, como da Igreja, quando faz a sua função, está simplesmente sendo o que é, e nada mais; não tendo porque ser destacado em relação aos outros. Eles não têm nenhum valor se não fizer o que é a sua função. Um membro do corpo ou da Igreja que não exerce a sua função não presta para nada; aliás, atrapalha e infecciona o corpo inteiro, necessitando ser amputado ou transplantado.

     Observe também que, no corpo, os membros não trabalham em função de si mesmo. Há uma interdependência inevitável no corpo humano; o mesmo acontece na Igreja (I Coríntios 12; Romanos 12:4-8). Nenhum membro se alimenta a si mesmo, mas alimenta aos demais, para então ser alimentados por eles. No corpo, se um membro quiser alimentar-se a si mesmo, se isolará dos demais e fatalmente morrerá.

     O sentimento de orgulho é uma espécie de pecado mais grave do ser humano, e esse pecado, infelizmente é o principal impedimento para a vida cristã normal. É dele que todas as dificuldades de relacionamento, de comunhão cristã, de serviço, etc., se desenvolve. É ele que anula a humildade. É tão sutil que a própria humildade pode transformar-se em orgulho. A maioria das pessoas rejeitam a idéia de ser humilde, e a própria humildade na maioria das pessoas é, na verdade, uma manifestação do seu orgulho, da sua vaidade. Tais coisas também bloqueiam totalmente a comunhão da pessoa com Deus.

     Ninguém pode servir ao Senhor sem adquirir uma profunda consciência pessoal de servo; senão, tudo que fizer na dimensão do culto ao Senhor, será para servir-se a si mesmo, para realização do seu ego. E, onde está a dignidade de um servo? É lógico, em ser servo, em servir como servo com escravo. Temos muito a aprender sobre isso, senão, estaremos simplesmente fazendo uso das pessoas e das coisas do Senhor (do Reino de Deus) para servimo-nos a nós mesmos, e isto é pecado. Leia Marcos 9:32-35; 10:42-45; 10:32-45.

     A tendência em todos os relacionamentos é surgir competição. A competição é deplorável no Reino de Deus. Há a tendência das pessoas quererem fazer o melhor para ser melhor que o outro e/ou para alimentar o seu ego. Da mesma forma a pessoa pode não querer fazer o melhor devido ao seu orgulho vestido de humildade, para ninguém achar que ela está querendo aparecer, etc.

     Se você quiser ver o quanto é dominado pelo orgulho, imagine os seus sentimentos e/ou reações caso você venha a ser confrontado com uma atitude ou decisão que você tomou; que você receba um não; que seja advertido; que seja corrigido ou repreendido; que perca privilégios; que seja mudado de função ou que seja afastado de função, etc. E aquele sentimento desejoso de ouvir uma palavra de apreciação, de elogio, etc. Veja Lucas 17:10.

     Portanto, na Rede de louvor e adoração tais sentimentos e atitudes não podem existir, senão, haverá prejuízo para a Igreja toda e para o Reino de Deus; além disso, trará juízo de Deus sobre aqueles que alimentarem tais sentimentos e atitudes veja I Coríntios 4:5. Em Romanos 12:3 nos é dito que “ninguém deve pensar de si mesmo, mais do que convém” e que é a fé (vida com Cristo) que deve ser o nosso referencial a nosso próprio respeito.

     Nota: Pensar menos do que convém é um pecado tão grave como pensar mais do que convém. Em Filipenses 2 recebemos orientações acerca de relacionamento e serviço. E, qual é o referencial? É Jesus “Que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” vs.5. No verso 3 aparece o sentimento de Jesus humildade, e o argumento de como a sua humildade foi real nos versos 6-8. Ainda no verso 3 temos um mandamento que é a chave do relacionamento cristão e um testemunho da própria conversão da pessoa “cada um considere os outros superiores a si mesmos”; e no verso 4 nos é mostrado como se dá o equilíbrio nessa área. Veja também Efésios 5:21, que é uma das evidências do crente cheio do Espírito Santo.

 

APLICAÇÃO PESSOAL

     Cada pessoa que trabalha na Rede de louvor e adoração precisa ter a humildade de um servo (escravo) e a responsabilidade de um senhor.

     Entre os ministros não pode haver competição, em hipótese alguma. Cada ministro tem o dever de orar (honestamente) pelos demais, pelos ministros do dia, e trabalhar em função deles também (um do outro) com alegria e prazer. O mesmo há de ser entre instrumentistas, cantores.

     Entre ministros, instrumentistas, cantores não pode haver sentimento de mais importância e de menos importância. Cada um é importante no seu próprio lugar, na sua função, no seu papel. Quem não fizer a sua parte, é lógico que atrapalha, mas, ele mesmo é que prestará contas. A importância de cada um só é importante quando se desempenha a sua função corretamente com a atitude correta e com o serviço correto

     Quem não possuir consciência e sentimento de servo, não serve para a Rede de louvor e adoração. Poderá ficar algum tempo, mas não permanecerá; além disso, estará sempre, de forma sutil, ou então, criando dificuldades para os demais e afetando a harmonia, a comunhão na sua Rede e nas demais; e deverá ser disciplinada, porque, em assim sendo, mesmo tendo talento, atrapalha mais do que ajuda, visto que serve-se a si mesmo.

     Cada pessoa que recebeu talentos a dons do senhor e não os exercita no serviço da sua Igreja, receberá as conseqüências disso; não tenha dúvidas (Mateus 25 de 24 a 30).

     É necessário e fundamental que haja plena harmonia entre ministros, instrumentistas, cantores; cada um só é importante quando exerce a sua função corretamente. Cada setor ou pessoa que não exercer a sua função corretamente, faz mais mal do que bem,não devendo estar naquele lugar.

     O ministério básico dos instrumentistas, cantores é servir de apoio para a congregação adorar; por isso dependem e servem ao ministro de louvor.

     O ministro precisa entregar os louvores aos instrumentistas dentro do prazo devido. Precisam compreender a suas necessidades e dificuldades, e ajudá-los. Precisa orar por eles de forma específica. Precisa ensaiar com eles, pelos menos uma vez.

     Os instrumentistas e regentes precisam compreender o sentido que o ministro deseja dar ao louvor e trabalharem juntos por isso.

     Todos devem orar sinceramente uns pelos outros.

     Cada pessoa que participa da Rede de louvor e adoração precisa estar dependendo de Deus para tudo que faz; precisa orar por si mesmo. Os que têm mais facilidade são os que mais necessitam, porque podem causar mais males ao culto e à adoração que os demais.

 

O MINISTÉRIO DOS INSTRUMENTISTAS

     Com respeito à música vocal, a função fundamental do instrumento é servir de apoio ao cantor. O instrumento acompanha o cantor e não o cantor o instrumento. O instrumentista, é, portanto, um acompanhista.

     Já temos uma orquestra. Se tocam mais de um instrumento, já é uma orquestra (da mesma forma que dois livros já é uma biblioteca). Continuaremos trabalhando para a orquestra crescer. Como se sabe, em uma orquestra nenhum instrumento aparece. O instrumental que já compõe a nossa Rede de louvor e adoração, não é para aparecer. A dignidade do instrumental está em não aparecer. Nenhum instrumento deve sobressair, a menos que, em determinado louvor, tenha sido encarregado disso.

     O papel do instrumental não é chamar a atenção para si; portanto, não se deve tocar alto. Deve-se ter muito cuidado para os instrumentos não abafar os cantores (congregação e musicais) e não adoecer os tímpanos. É preciso ter cuidado com o volume dos instrumentos amplificados, e com os não amplificados. É necessário que haja alguém encarregado de verificar e avaliar o volume dos instrumentos. Eles podem assassinar o culto.

     Os instrumentistas precisam se preparar espiritualmente e tecnicamente para cada culto. Se enquanto tocar, ele não adorar ao Senhor de forma consciente, o seu trabalho é plenamente dispensável. É lógico que o instrumento enriquece os louvores, mas, se o instrumentista não estiver adorando ao Senhor, o seu trabalho não tem nenhum valor, antes prejuízo à adoração que a congregação presta ao Senhor.

     Os instrumentistas precisam ensaiar juntos para cada culto. Como é de se esperar, a primeira razão para os ensaios, é desenvolver e aprimorar a harmonia dos instrumentos e instrumentistas. Os instrumentistas precisam captar a mensagem e a expressão de cada louvor; é isso que lhes abrirá o caminho para adorar. Precisam vivenciar os louvores que tocarem.

     Os ensaios são, também, para aprendizagem dos louvores. Caso um instrumentista não saiba tocar algum louvor, é hora de aprender. Além disso, os instrumentistas devem tocar juntos sempre, para cada um crescer no seu instrumento.

     É necessário que haja plena harmonia entre os instrumentistas, harmonia cristã. Um instrumentista pode ser exímio, mas, se não souber conviver em harmonia com outros de diversos níveis, ele não serve; e, para a Igreja causa muitos males. A Bíblia manda disciplinar pessoas que causam divisões dentro da Igreja.

     Se de fato é servo de Jesus, um instrumentista mais hábil, tem sempre prazer em ajudar um menos hábil, e tem paciência e prazer em tocar com os menos habilidosos. Caso ele se ache melhor do que os demais e queira sobressair ou desprezar os outros, ele não serve para o ministério de Cristo.

     O ministério dos instrumentistas é muito enriquecedor , mas não é fácil; pois, exige prazer e esforço para ensaiar às vezes várias horas é sacrificial. Sendo que, quem sabe o que é ser salvo, sabe que “servir a Cristo não é sacrifício”. Portanto, cada instrumentista e os instrumentos precisam:

     Saber que se não dedicar o talento musical que recebeu de Deus, irá prestar conta dele a Ele;

     Se os instrumentistas (algum instrumentista) não ensaiarem, não podem tocar irão atrapalhar o culto;

     Ter horário definido para ensaiar. Os horários devem ser acertados conforme as possibilidades de todos; É óbvio que sempre exigirá esforço maior de alguns. Devem procurar entender as dificuldades uns dos outros.

     Os ensaios devem iniciar na hora certa. Na hora marcada. Aqueles que chegarem atrasados estarão sendo desonestos com os pontuais.

     Deve-se ter também o horário de terminar. Quem não consegue ser pontual, talvez não sirva para o serviço do Reino de Deus.

     Ser sensíveis para com as dificuldades gerais, pessoais uns dos outros, e procurar ajudarem-se mutuamente.

     Cada instrumentista é responsável pelo cuidado do seu próprio instrumento. Portanto, deve zelar pela sua conservação.

     O ministro do culto é o guia dos instrumentistas, cantores e da congregação. Todos dependemos dele. Ele precisa dizer aos instrumentistas, cantores qual e expressão que deseja dar a cada louvor.

     Todos os instrumentos não têm que necessariamente acompanhar cada louvor, mas o ministro pode e deve verificar qual ou quais instrumentos acompanharão cada hino. Isso pode ser feito em conjunto com os instrumentistas. O instrumentista que se sentir ofendido porque o seu instrumento não irá tocar, demonstra que ainda não está apto para pertencer a Rede de louvor e adoração. Nenhum de nós toca para nós mesmos.

     O ministério dos instrumentistas estende-se até ao acompanhamento dos musicais, desde que se identifique os melhores instrumentos para determinado musical.

     Uma extensão significativa do ministério de cada instrumentista é o seu prazer em ensinar a outros o que sabe; a fim de que todos os que têm talentos possam desenvolvê-los para o serviço do Senhor. Portanto, disponham-se, com alegria, para repartir o que Deus lhes deu, principalmente na musicalização e treinamento das crianças, conforme o ministério da Igreja na área delas.

     Para servir na Rede de louvor e adoração, o instrumentista precisa ser um membro integrado da Igreja e comprometido com o grupo. Se o seu coração não estiver na Igreja e se a Igreja não estiver no seu coração, a sua vida espiritual está morta; e você não tem como servir ao Senhor e nem à Igreja.

     É indispensável que haja plena harmonia e sincronia entre instrumentistas, cantores e ministros.

     Cada instrumentista deve estar sempre investindo, exercitando-se no seu preparo e desenvolvimento instrumental; e igualmente aprofundando a sua consciência de adoração.

     Nota: Infelizmente, de forma geral, ainda há muito despreparo de natureza teológica acerca de adoração e culto na maioria das pessoas envolvidas com a música nas Igrejas. Pra adorar a Deus não basta saber cantar ou tocar. A tendência é as pessoas deformadas rejeitarem os princípios da Palavra de Deus, e até interpretá-los conforme os seus interesses egoístas. Creio que os irmãos já receberam o suficiente para saberem os princípios bíblicos acerca desse assunto. Aprofunde-se na compreensão deles. Não se deixem influenciar pela deformação e pela ignorância de terceiros, mas procurem ajudá-los, se possível (o que não é muito fácil visto que muitos querem é servir a si mesmo). Faça como os Bereanos (Atos 17:1-11). Busque o seu apoio na Palavra de Deus.

     Todos os princípios estabelecidos por Deus são muito rigorosos, e no que diz respeito ao culto e a adoração não há facilitação em hipóteses alguma. Confira: Isaías 1:11-16; Mateus 15:7-9; João 4:20-24; Efésios 5:18-21; Hebreus 10:19-27 (observe os versos 25-27); Salmo 24:3-5; Mateus 7:21-23 (atente bem para este texto).

 

MINISTROS DE SUPORTE

     A fundamentação teológica básica acerca da adoração e do culto cristão vem do Antigo Testamento. Em o Novo Testamento temos a culminância de todo o processo da revelação iniciado em Gênesis; revelação, cuja essência do conteúdo é a adoração a Deus em espírito e em verdade (João 4:20-24; Efésios 1:3-14).

     É impressionante como um ministério de culto e adoração é demonstrado em Crônicas. Ali estão as instruções dos sacerdotes, ministros, cantores, instrumentistas. Cada um era preparado e investido na respectiva função. Confira I Crônicas 6:31-48; 15; 16; 25 e 26

     No culto cristão, há lugar para cantores exercerem um ministério. Na verdade, todos os salvos que receberam talento musical do Senhor, devem desenvolvê-los e dedicá-los ao Senhor, cada instrumento dEle, na ministração à Sua Igreja, e para a exaltação da Sua Glória. Para a música cantada, há diversas modalidades que permitem um grande número de cantores servir ao Senhor, servindo à Sua Igreja.

     Contudo, todos os salvos sabem que o culto que de fato é prestado ao Senhor, não é um show, onde as pessoas fazem “apresentações”. Pra cantar no culto precisa “adorar enquanto ministra, ministrar enquanto adora”. (Isso se aplica a todas as modalidades de ministração cantores, instrumentistas, ministros, pregadores). Pra isso ele precisa ser uma pessoa conscientemente preparada. O culto oferecido ao Senhor não é brincadeira para criança, nem um ajuntamento político-social-religioso para agradar pessoas. Memorize isso culto Bíblico é algo oferecido ao Senhor, e nada mais. O culto, e nada do culto, é oferecido às pessoas, sejam quais forem as condições ou situações delas. E qualquer que participar na ministração do culto, se o fizer em função de si mesmo, da demonstração das suas habilidades e para o seu ego, está atraindo juízo pesado sobre si mesmo e afetando a adoração da Igreja que solenemente se reúne (leia e medite Malaquias 1:6 a 2:9; Mateus 15:6-9; Isaías 1:11-16; 6 e 58). Num culto que se tem os princípios bíblicos como padrão não há espaço para alguém tocar ou cantar (seja em grupos maiores, menores ou individualmente) em função da própria pessoa; para agradá-la; para segurá-la na Igreja, etc. Prestemos atenção nisso: culto cristão não é brincadeira, não é show, mas o acontecimento mais sério, solene e sublime que se passa na terra.

     Portanto, para participar da Rede de louvor e adoração, o cantor necessita:

     Ser um crente consciente. Consciência que se manifesta através da compreensão e comprometimento com Cristo e com a Igreja. Se Jesus Cristo não for o Senhor absoluto da sua vida, você e qualquer um, está desqualificado para participar desse ministério. Veja Mateus 6:24; 15:24; Lucas 9:23; Mateus 10:38. Na Igreja Evangélica Comunidade Encontros com Jesus, o comprometimento com a Igreja é evidenciado pelo comprometimento com os Grupos Familiares de Comunhão. É através deles que a Igreja se expressa, atua e vive.

     Conhecer os princípios e implicações para servir no ministério de adoração. Após os estudos, assuntos o compromisso formal.

     Ter possibilidade de participar dos ensaios. Se um irmão tem facilidade para aprender e tem prazer em servir na área musical, mas não pode participar dos ensaios regularmente, evidentemente ficará impedido até que possa ter condições para ensaiar.

     Ser pessoa responsável e confiável. Pessoa que não substitui os compromissos de ensaios por qualquer outra coisa, e pessoa em quem se possa confiar nas justificativas da suas faltas.

     Ser investido no ministério por Deus e oficialmente diante da Igreja pelo ministério pastoral.

 

CONCLUSÃO

     Não existe ministro sem ministério, nem tão pouco ministério sem investidura divina; e toda investidura divina deve ser publicamente e oficialmente pela Igreja, porque quem ordena o ministro, habilitando-o para o serviço sempre é a Igreja e nunca o próprio ministro. Logo o ministério de adoração e culto nunca pode ser o fim em si mesmo, mas sempre um meio de servir a Igreja conduzindo-a em adoração a Deus.

     Obs.: O ministério dos instrumentistas, cantores e ministros, sempre devem estar inserido no bojo do ministério pastoral (nunca algo à parte e independente), pois, é o ministério pastoral que tem a responsabilidade didática e a investidura divina de conduzir o rebanho todo, inclusive cantores, instrumentistas e ministros em geral.

 

Versículo do Dia

Mq 1:9

"Porque a sua chaga é incurável, porque chegou até Judá; estendeu-se até à porta do meu povo, até Jerusalém. "



by Estudo Bíblico

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