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ENTIDADES MALIGNA

 Texto Salmos 89:15-26; Salmos 91:9-12; Efésios 6:10-17


MATERIAL DE APOIO PARA ESTUDO DE LIBERTAÇÃO


OS NOMES

     Aqui estão alguns nomes de demônios e suas respectivas classes, significados, formas (personificações) ou origens, descritos por estudioso de teologia. Estes são os principais demônios na historia de muitos povos, através dos séculos.

     AABA”: demônio fêmea, de beleza irresistível, com capacidade de poder se apresentar como mulher e seduzir quem desejasse. Contudo, curiosamente, era incapaz de presenciar derramamento de sangue.

     AAMON”: um dos três demônios a serviço de Satanaquia e comandante da primeira legião do Inferno. É a suprema divindade dos egípcios. Demônios que se apresenta com cabeça de lobo, cauda de serpente, sempre remitando fogo.

     AARÃO”: comandava legiões de demônios, sendo adepto da Magia Negra, considerando “Aaron, fiel dioboli” (Aarão, filho do diabo). Feiticeiro bizantino, possuidor da chave de Salomão, construtor do templo de Salomão. Não confundir com Aarão, irmão do primogênito de Moisés, primeiro sumo sacerdote dos hebreus, que permitiu, na ausência de Moises, que os hebreus sacrificassem ao bezerro de ouro e morreu na montanha de Hor, antes de entrar na terra da Promissão.

     ABADOM” OU “APOLLYON”: também conhecido por Apollyon, Abadom significa “O destruidor”. É o nome dado ao anjo do abismo ou da morte ou do Inferno, no Apocalipse, por João, sendo identificado como o anjo exterminador, nos versículos 10 a 23, do capítulo 12 do livro do Êxodo. Mencionado também, no primeiro capítulo do livro do Apocalipse, como o chefe dos demônios gafanhotos, o soberano do Poço Sem Fundo (Judas, 6) e o rei dos demônios no livro de Êxodo, assim esta escrito: “Porque o senhor passara ferindo os egípcios e quando ele vir este sangue a verga das vossas portas, e sobre as duas umbreiras, passara a porta da vossa casa e não deixara entrar nela o anjo exterminador a ferir-vos”.

     ABASSAY”: gêmeo maléfico ou diabrete, na língua tupi entre as tribos negras ocidentais, nos territórios da antiga África Francesa, era tido como o deus que povoou o mundo. Na Anthologia Negra, de Blaisse Pendars, consta que Abassi, sentado em seu trono, fez todas as coisas, superiores e inferiores, no mundo inteiro. Todos os homens habitavam o céu, não havendo homens na terra. A pedido de Altair, entidade divina das tribos negras da antiga África ocidental francesa, fez com que os homens passassem a habitat a Terra.

     ABIGOR”: demônio que comandava 60 legiões infernais, em seu cavalo com asas, tinha a capacidade de prever o futuro, alem de ser conhecedor de todos os segredos da arte de guerrear. Carregava sempre consigo uma lança, estandarte ou cetro.

     ABRAMELECH”: tido como presidente de Alto Conselho dos Diabos, grande chanceler do Inferno e superintendente do guarda-roupa do Diabo. Foi sempre representado na forma de uma mula, com torso humano e rabo de pavão.

     ABRAXAS”: demônio que era representado com uma cabeça de galo, grande barriga e rabo cheio de nós. Sempre carregava consigo um chicote e um escudo. Usado também como termo místico, muito em voga entre os gnósticos. Na numeração grega, suas sete letras, Abraxas ou Abracax denotam o numero 365 supostamente, a soma total dos espíritos que emanam de deus. Para os ocultistas, a palavra tinha poderes mágicos e, gravada em pedras, poderia ser usada como amuleto ou talismã para dar sorte. Daí a origem mágica “Abracadabra”, que “protege as pessoas do mal de doenças, da morte e abre todas as portas”. Essa curiosa palavra foi usada, pela primeira vez, no século 11 d.C. (não entendi bem esta data no escrito), por Quintus Serenus Sammonius, sábio responsável pela saúde do imperador romano, sendo sua origem desconhecida. No ano 208, foi mencionado em certo poema, quando o imperador Severus esteve na Grã-bretanha, como cura certa contra a febre terçã, que é aquela que se repete com três dias de intervalo. Aparece no denominado “triangulo Mágico”, que tem conexão com outros conceitos do ocultismo, inclusive no simbolismo de Tarô, que é escrita na forma de um triangulo, sendo colocado em volta do pescoço.

     AGATODEMON”: termo grego designado demônio beneficente, que acompanha as pessoas por toda a vida. Segundo diz a lenda, Sócrates, o grande filósofo grego (468-400 a.C.), tinha um demônio semelhante, que o acompanhava sempre.

     AGAURES”: grão duque da parte ocidental do Inferno, comandante de 31 legiões de demônios, ensinando línguas, fazendo com que os espíritos terrestres dancem e distraiam seus inimigos, sendo ainda considerado primeiro ministro de Lúcifer. Costuma aparecer como nobre senhor, trazendo um gavião no punho, vestindo túnica, montado a cavalo, levando consigo um crocodilo.

     AHRIMAN”: igual ao espírito do mal, irmão gêmeo de Ormuzd, espírito do Bem no Zoroastrismo.

     ALGOL”: do árabe “Al gul”, significando “(a cabeça do) demônio”. Estrela dupla variável, muito brilhante da constelação de Perseu; Estrela Demônio.

     ALIGAR”: um dos três demônios à disposição de Eleuretty, o tenente-geral das legiões do Inferno. Tem o poder de concluir as coisas que se desejavam e pode fazer cair granizo? Comanda os demônios Abigar, Batim e Tursã.

     ALIJENU”: espírito do mal. Espírito diabólico.

     ALIOCER”: grão-duque do Inferno, comandante poderoso de 36 legiões infernais, possuindo cabeça de leão, com chifre e olhos flamejantes, sendo que seu enorme cavalo possui patas de dragão.

     ALLATOU”: esposa de Nergal, demônio chefe da policia do Inferno, encarregado da denominada Corte Infernal. Nergal era espião honorário de Belzebu. Na religião sumeriano arcadiana, designava demônios do mal, da morte. É descendente e serviçal de Eresshkigal, “senhora do grande lugar”, rainha do mundo dos mortos nos textos sumerianos, ela reina no seu palácio, sempre guardando a fonte da vida. Seu nome familiar é Namar e na religião assírio babilônica Allatou é a deusa do submundo, consorte de Bel e, posteriormente, de Nergal.

     ALU”: demônio da Mesopotâmia, com feições de cachorro, preferindo o silencio e a escuridão.

Foi escrito e pintado por alguns artistas, apresentando-se sem pernas, ouvido e boca.

     Aluga” ou “Alougua”: demônio fêmea, que era ao mesmo tempo súcubo e vampiro, acostumado a levar os homens à exaustão e depois ao suicídio.

     AMADUSCIAS”: grão duque do Inferno; comandava 30 legiões e possuía cabeça de unicórnio aparecendo muitas vezes com forma humana, costumava dar concertos invisíveis, fazendo com que as árvores balançassem ao som de sua voz. Alguns grupos musicais, da denominada atuante “música pesada”, o adotam como padroeiro e protetor.

     AMAN”: um dos demônios que costumava possuir madre Joana dos Anjos. Foi um dos primeiros demônios que ela mandou expulsar. Nada a ver com a figura bíblica (Antigo Testamento), personagem que foi primeiro ministro de Assuero (Nerses), rei da Pérsia, que planejou o extermínio dos judeus no pais, no que foi apelidado por mardoque e sua sobrinha Ester, concubina do rei. Esse fato é considerado lendário para justificar a instituição da festa judaica intitulada Purina celebrada nos dias 14 e 15 do mês de Adar, correspondente a fevereiro março do nosso calendário.

     AMANE”: segundo o livro de Enoque, espécie de Apocalipse dos primeiros tempos do Cristianismo, não admitido nos cânones dos livros sagrados, era um dos chefes dos duzentos anjos que se rebelaram contra Deus e que prometeu recrutar vassalos em Samiaza.

     ANDRÁS”: também Marquês do Inferno, demônio com cabeça de coruja, com o corpo nu de um anjo alado, cavalgando sempre um lobo e brandindo sua espada. Couto Magalhães classifica-o como o deus que protege os animais do campo contra o abuso da caça. Sua figura é a de um veado branco, com olhos de fogo. Barbosa Rodrigues diz que no Amazonas, quando o anhangá aparece no homem, é sempre sob a forma de um veado, cor vermelha, cruz na testa, olhar de fogo e cifres cobertos de pelo. Os tupinólogos Teodoro Sampaio e Testavim traduziram o termo por “alma”, espírito maligno, diabo, alma de finados.

     ANGRA MAINEU”: o espírito diabólico da religião Zoroastrismo, que causa todo o mal.

     ANHANGÁ”: na mitologia tupi guarani, o espírito do mal; diabo.

     ANHANGÜERA”: do tupi “diabo velho”.

     ASMODEU”: segundo o dicionário bíblico, é o demônio que assediava Sara, filha de Raquel, tendo matado seus sete primeiros maridos no próprio dia do casamento, até que veio a ser subjugada pelo anjo Rafael. Considerado o demônio bíblico da ira e da luxuria. Do hebreu “Asmoday” ou “ACHENEDAY”: é o demônio chefe de Shedin, uma classe dos demônios com garras de galo. Na demonologia judaica, considerado o espírito mal, sendo que seu berço é o Avesta, o livro sagrado da religião de Zoroastro, profeta persa, fundador do Zoroastrismo, apelido dado pelo filósofo Nietzche como Zarastusta. O zorgastrismo ou Zoroastrismo tem como principal característica o dualismo, o princípio do Bem e do Mal. Conta a historia que o anjo Rafael capturou Asmodeu e perdeu o no deserto egípcio, permitindo assim que Sara se cassasse com Tobias, que veio a ficar cego e posteriormente foi curado por seu filho, graças a interferência do anjo Rafael. Na demonologia, é o superintendente das casa de jogos na corte infernal. Costuma ser representado com três cabeças diferentes, sendo uma de touro, outra de homem com hlito de fogo e a terceira de carneiro. Dizem ter ele destronado Salomão, que acabou por vence-lo, obrigando o a construir um templo. Seu símbolo é o símbolo da Anarquia.

     ASPER”: principal inimigo do deus Sol no Egito antigo, sendo considerado o próprio demônio, a serpente da noite. Nenhuma relação teria com as personagens do diálogo de Oratoribus. Diálogo dos Oradores, atribuído a Tácito, notável historiador latino que viveu entre 56 e 120 d.C.

     ASTAROTH”: grão-duque importante e poderoso na região oeste do inferno, casado com Astartéia, tida como a deusa fenícia da Lua. Quando nova leis são propostas, costuma emitir sua opinião. É sempre representado como anjo nu, coroado, montando um dragão, segurando em sua mão esquerda uma serpente. É também o tesoureiro do Inferno, exalando profundo mau cheiro, verdadeiramente insuportável. Astartéia, tida como sua esposa, e considerada a divindade dos povos semítico, a deusa do céu, sendo a protetora de várias cidades muitas vezes honrada com sacrifícios humanos. N museu do Louvor (França), há uma estatua representando sua figura.

     ASURA” OU “AHURA”: classe de deuses soberanos na mitologia védica, que acabaram sendo considerados demônios. Inimigos dos Devas, divindades que representavam o Bem e, nas regiões da Índia, seriam todos os seres divinos.

     AYPEROS”: príncipe infernal, comandante de 356 legiões, sendo representado como um abutre dotado de capacidade de prever o futuro.

     AYPHOS”: um dos três demônios obedientes aos desejos de náberus, marechal de campo do inferno.

     AZAZEL”: demônio de origem hebraica. O levítico menciona-o como o bode expiatório, enviado ao deserto. “Deitado sortes sobre os dois bodes, para ver qual deles será imolado ao Senhor, e qual será o bode emissário”. “E para espiar o santuário das impurezas dos filhos de Israel das suas prevaricações contra a lei, e de todos os seus pecados” (Lev 6:8-34). De acordo com o livro de Enoque, é um dos 200 anjos que se rebelaram contra Deus. Nos escritos apocalípticos é o poder do mal cósmico, identificado pelos impulsos dos homens maus e da morte. Eles teriam vindo até a Terra para esposar os humanos e criar um raça de gigantes. O Livro do Apocalipse descreve-o como uma criatura impura e com asas. É identificado como a serpente que tentou Eva e que poderia ser o pai de Caim. No século II os búlgaros bogomilianos concordavam que Satanael teria seduzido Eva e que ele, não Adão, era o pai de Caim. A maioria dos bogomilianos foi queimada viva pelo imperador bizantino Aléxis. Os Atos dos Apóstolos falam, ainda, em outros três demônios, a saber: 1) Lirith, divindade maléfica do sexo feminino, desencadeadora de tempestades, espécie de fantasma noctívago, que os babilônios chamavam de Lilitu. Antiga tradição popular judaica afirma que Lilith teria sido a primeira mulher de Adão; 2) Bergar, cujo sentido é o de maligno e comparado, por Paulo, como Anticristo; 3) Asmodeu, conforme já esclarecido, aparece nolivro de Tobias como o assassino do marido de Sara.

     AZIDAHAKA”: demônio na Religião de Zoroastro, que tomou a forma de serpente, possuidora de três presas

     AAZUERIM”: entidade diabólica e molesta: diabo.

     BAAL”: na demonologia, é representado como um grão-duque do Inferno, chefe dos exércitos, comandante direto de legiões de demônios. Representado com três cabeças, sendo uma de gato, outra de homem e a terceira de um sapo. Seu corpo, bastante forte, termina em pernas de aranhas, podendo se tornar invisível. Entretanto, através da historia, Baal teve outras designações, sendo considerado a divindade suprema dos fenícios e dos cartagineses, para quem eram sacrificados crianças a fim de garantir fartas colheitas, bem como a segurança contra os inimigos. Servia ainda para designar muitas deidades. É também o deus semítico da fertilidade, cuja adoração era associada à grosseria sexual. Aparece na Bíblia com diferentes predicados: Baal; Senhor da Aliança; Baal-Zebu, O Baal da Moscas, que aparece na Vulgata versão latina da Bíblia, revista por São Jerônimo com o sentido pejorativo. Entre os sumérios e babilônico, assume a forma de Bel, Bel-Mardux. Os Baalim eram protetores dos oráculos / templos sendo certo que alguns reis de Israel incentivaram seu culto, o que motivou a reação dos profetas. É uma palavra hebraica que significa senhor, marido, dono, sendo certo que nos primeiros tempos usavam o termo Baal para o verdadeiro Deus.

     BAALBERITH”: demônio de Segunda ordem, senhor dos casamentos, secretário, chefe e arquivista do Inferno. O demonologista I. Wier representa o como um pontífice sentado entre os príncipes do Inferno.

     BAALZEBU” (“BAAL-ZEBU”) OU “BELZEBU”: o príncipe dos diabos. É usado no Novo testamento para identificar Satã. Na demologia ele é o primeiro ministro dos espíritos malignos, o “Senhor das Moscas”, manda moscas arruinarem a colheita e o povo de Canaã prestava-lhe homenagem na forma de uma mosca. Figura aterrorizante, enorme, preto, inchado, chifrudo, cercado de fogos e com asas de morcego. Milton, no Paraíso Perdido, descreve-o como um rei autoritário, cuja face irradia sabedoria. A expressão “Senhor das Moscas” empresta seu nome ao livro de William Golding, premio Nobel de Literatura. Outra variações do nome “Belzebu”: “Berzebu”, “Berzabu”, “Berabum”, “Brazabum”

     BAEL”: primeiro rei do Inferno, comandante de 60 legiões, possuidor de três cabeças, sendo uma com a figura de um gato, a outra de um sapo e a terceira de um humano.

     BALAAM”: um dos demônios maus que se apossou da madre Joana dos Anjos. A paixão de Balaam era a mais perigosa de todas. Identificado como um demônio de três cabeças, cavalgando um urso e carregando um falcão em sua mãos. Uma das cabeças era semelhante à de um touro, a outra igual à de um homem e a terceira de um carneiro. No Antigo Testamento, aparece o nome de Balaão, profeta, vidente e adivinho, originário da cidade mesopotâmica de Petor. Diz a lenda bíblica que, convocada por Balak, filho de Sefor, rei de Moavo, a ir ao encontro dos israelitas para amaldiçoá-los, pôs-se a caminho, montado numa burra, quando lhe surgiu um anjo, com espada nua. O animal parou, recusando-se a andar. A burra, dotada com o dom da palavra, condenou a sua crueldade. Deus, então, abriu os olhos de Balaão, que viu o anjo e assim, em vez de amaldiçoar os israelenses, abençoou-os.

     BARÃO”: demônio criado sob as instruções do barão Gilles de Raí (1404-440). Este morto pela Inquisição após um processo que ainda gera controvérsias, foi acusado de sacrificar mãos e corações de criancinhas para obter o segredo da pedra filosofal, ou seja, descobrir a maneira de transformar metais em ouro.

     BARBATOS”: um dos três demônios a serviço de Eleuretty, tenente-geral das forças do inferno.

     BATSAUM-RASHA”: demônios turcos invocado para produzir bom tempo ou chuva.

     BECHARD”: demônio que pode ser invocado por satanistas, usando a expressão “Vem Bechard Vem Bechard”. Sua invocação é feita às quintas feiras, chamando três ou quatro vezes no centro de um circulo, exigindo ele, co, pagamento pela sua presença e seus serviços, tão somente uma noz.

     BELFEGOR”: o demônio das descobertas, seduzindo os homens com a distribuição de riquezas. Algumas vezes aparece como uma mulher jovem e sedutora. Alguns rabinos dizem que ele está sentado numa cadeira e nessa posição foi representado por Bosh, pintor, escultor e gravador holandês (1462-1516), no “jardim das Delicias”.

     BELIAL”: do hebraico “Bellhharar”, que quer dizer “inútil”, “sem valor”. Sinônimo de Satã e também de Bbelzebu, com designativo do chefe dos demônios. No Novo Testamento, aparece uma vez (II Coríntios 6:154). O mais imoral de todos os diabos. No Livro do apocalipse é cognominado “a besta”. Num dos pergaminhos encontrados no Mar Morto, aparece como chefe das forças do mal. Sua intenção é fazer proliferar a perversidade e a culpa. Alguns o identificam com o anticristo. No primeiro século d.C foi considerado o anjo da desordem que governa o mundo. É o demônio da pederastia e cultiva a sodomia. Algumas vezes é representado numa carruagem de fogo. Há um trabalho alemão da Idade Média, exclusivamente a seu repeito, denominado Das Buch Belial. Segundo, ainda, o Novo dicionário de Personagens Bíblicas, de José Schiavo (pág. 118), seria um monstro fictício, mencionado no apocalipse sob o misterioso número 666. Possuía sete chifres e sete cabeças, ostentando sobre cada cabeça sete nomes blasfemos e, sobre os chifres, dez diademas. Assemelha-se a uma pantera, com os pés de urso e boca de leão. Noutro passo, é mencionado como possuindo dois chifres, falando como um dragão. Alguns interpretes o deram com figuração dos falsos profetas advindo da Ásia.

     BESTA”: pseudônimo do próprio diabo. No livro do Apocalipse, o apostolo João fala de duas bastas, sendo que uma sai do mar, com um leopardo de dez chifres e sete cabeças, pés de urso e mandíbula de leão, e outra que vem a terra, como dois chifres, parecendo um dragão. Trata-se de uma visão do apostolo João (Apocalipse 13). O profeta Daniel teve uma visão de quatro bestas representativas de quatro sucessivos impérios que se destruiriam uns aos outros. Todas as quatro representariam Satã. Comumente é tomado como o Anticristo.

     BEYEREYRA”: demônio indiano mestre das almas que vagueiam pelo espaço.

     BIEMO” OU “BEEMÔ”: demônio de gula denominando os prazeres do estômago tomando a figura de animal de porte principalmente elefante e baleia. “Protege” aqueles que vivem nas orgias e nas farras.

     BONIFARCE”: um demônio que se apossou de Elisabeth Allier, freira francesa do século XVII. Conta a historia que essa foi exorcizada em 1639, com muito sucesso por Franceis Faconnet. Estava possuída por dois demônios, Bonifarce e Oegeuil, havia mais de vinte anos, admitindo-se que esse demônio teria entrado em seu corpo quando ela tinha 7 anos de idade,por meio de um pão que havia sido colocado em sua boca.

     BUER”: demônio de segunda grandeza , comandante de 50 legiões, com cabeça de leão. Locomove-se com cinco pés de pode, na forma de uma estrela.

     CAÇADOR NEGRO”: diabo que conduz uma caçada alada ou uma caçada no inferno.

     CAIM”: grande mestre do Inferno, representado com homem elegante, com cabeça e asas de um pássaro preto melro-, sendo considerado o mais inteligente dos sábios do Inferno. Leva consigo um sabre, quando toma a forma humana, embora tenha cauda de pavão. Entende os pássaros, os bois, os cachorros e o som das ondas do mar. Deu formação a uma seita denominada Cainites ou Caimitas, para adora-lo, louvando a Caim, Judas, Sodoma, Esaú e rendendo homenagem a Korah, certo judeu que foi destruído depois de liderar um rebelião contra Moisés. louvaram também a Judas que acreditam ter livrado a humanidade de Jesus Cristo. No Antigo Testamento, aparece o nome de Esaú, que em hebraico quer dizer “peludo”, também cognominado Edom o ruivo. Muito críticos encontram analogia entre Esaú Jacó e Caim Abel, relacionado-os a uma luta entre o pastoreio e a agricultura. Esaú era filho de Isaque e Rebeca, irmão gêmeo de Jacó, a quem vendeu seu direito de primogênito por um prato de lentilhas.

     CALI” OU “KALI”: rainha dos demônios, a quem vidas humanas eram sacrificadas. Também divindades bramânica, mulher de Shiva, deusa do Inferno, representada com a forma de uma negra, com quatro braços, segurando em cada uma das mão uma cabeça humana.

     CHAMOS”: membro do conselho de príncipes do Inferno, demônio da bajulação. Citado por Milton, no Paraíso Perdido, como o terrível horror das crianças de Maabo, região situada na costa sudeste do Mar Morto, Ásia Menor, que faz parte dos planaltos que se estendem à leste do rio Jordão, a chamada Transjordânia. No Antigo Testamento, Moab, personagem bíblico, do hebraico Moabi, “nascido do próprio pai”, eis que era filho de Ló, pela união incestuosa deste com sua filha mais velha. È também tido com a divindade semítica dos moabitas e talvez dos amonitas.

     CHAX”: duque do Inferno, mentiroso e ladrão.

     COROZON”: poderoso demônio argelino que abriu as portas do Inferno com as seguintes palavras: “Lazas, Lazas, Nasatanada, Lazas”. Exorcizado por Aleister Crowley no deserto argelino, sendo que alguns ocultistas afirmam que este foi possuído pelos demônios pelo resto da sua vida.

     COULOBRE”: diabo na forma de dragão que, na Provence (França), andava devorando as pessoas. Em Cavaillon, cidade francesa, foi ele derrotado por São Verard, por meio de água benta. Nicolau Mignard, pintor francês cognominado Mignard D'Avignon (1606-1668), retratou a batalha. D'Avignon foi encarregado de trabalhar na decoração das Tulherias, antiga residência dos soberanos da França em Paris.

     DIBBUK” OU “DIBUK”: demônio particularmente mau que perseguia os acadêmicos e procurava descansar dentro de uma pessoa. Na Idade Media, uma das maiores superstições entre os judeus do leste europeu.

     DJIM” OU “DJIN”: do árabe “ginn”. Na tradição e folclore árabes, entidade de poderes superiores aos humanos e inferiores aos dos anjos: gênio, espírito, demônio.

     EFIALTES”: demônio masculino incubo que vem pela noite copular com uma mulher, perturbando - lhe o sono e causando lhe pesadelo.

     EMPUSA”: demônio da “Meia-Noite” surgindo com os mais variados disfarces. Costuma surgir como uma bela mulher, com o pé esquerdo feito de bronze, outras vezes com o casco de mula. Na Rússia, era temido porque aparecia à “Meia-Noite” na época da colheita, como uma viúva, e costumava quebrar os braços e as pernas dos trabalhadores. Tinha a sensualidade dos vampiros pela carne humana. Enviado á Terra pelas divindades infernais para atacar os viajantes, sugando suas vitimas.

     EURINÔMIO”: príncipe da Morte, no Inferno, com um corpo horrível, coberto de pelos de raposa. Usa longos dentes, alimenta-se de carniça putrefata, de corpos mortos, sendo adorado no Templo de Delfos, cidade da antiga Grécia, onde Apolo tinha um Templo, ditando oráculos através da boca da Pítia. Delfos foi tomado pelos gauleses em 279 a.C.

     GOLIARDO”: diz-se de, ou individuo dado à gula e vida desregrada ou devassa, de hábitos demoníacos com os do gigante bíblico Golias, que personificava o demônio.

     HABORYM” E “AYM”: duque do inferno com três cabeças, uma de gato, outra de homem e a terceira de cobra. Demônio do fogo e também dos holocaustos. Senta-se todo enrolado, como uma serpente, segurando uma tocha.

     IBLIS”: o diabo do Islã. De acordo com o Livro Sagrado de Yezidi, o livro das revelações e o livro Negro, Iblis é uma falange de arcanjos. Corresponde ao príncipe das trevas, sendo certo que o Inferno é mencionado como o Reino de Iblis. Ele se condenou por seu exclusivo amor à idéia da divindade. Deus o terá perdoado, confiando-lhe o governo do mundo e a supervisão das almas.

     IFRITE”: na tradição popular árabe, demônio ou diabo.

     INCUBO”: anjo do Paraíso que foi expulso e se transformou em demônio, procurando continuamente mulheres para saciar-se, enquanto elas dormem. Na França, são chamados “Follet”, de “Alp” na Alemanha, de “Follete” na Itália, e no Brasil, de duendes. A sua fêmea é denominada Súcubo. O número deles é tão elevado que se torna difícil destruí-los, no dizer de Santo Agostinho (De Civitate Dei XV, 23). Muitos afirmam que o incubo é um anjo que atrai as mulheres em sua queda para o Inferno. Muitas mulheres foram possuídas por belos homens corpos mortos temporariamente reanimados pelos íncubos. Durante a Idade Media, muitos sintomas em razão da menopausa eram imputados aos íncubos. Diziam que Huno e Platão nasceram da união de um humano e um íncubo, bem como o famoso sábio Merlin, fruto de um íncubo e a filha do rei da Inglaterra. Foi Merlin conselheiro de quatro reis ingleses, incluindo-se e rei Artur, fundador da Távola Redondo, e cognominado O Mágico. A fada Viviana encerrou-o num circulo mágico de onde não pode mais sair. Dizem que a abadessa de Cordoue tinha um incubo, com a forma de animal, como seu amante.

     JAHI”: demônio fêmea da religião de Zoroastro que foi beijado por Ahriman, introduzindo assim a menstruação no mundo. Ahriman reapresenta o príncipe do mal, e o seu oposto, Ormuzd, o príncipe do bem, que deve acabar por vencer.

     JIN”: demônio entre os árabes pagãos, representando uma das forças contrarias à natureza. Espírito ou demônio menor que um anjo. A forma plural do nome é “jinn”; a forma feminina, “inniyah”. Formados de fogo ou ar, os “jinn” pedem adotar tanto forma humana quanto animal. Para os muçulmanos, são entes sobrenaturais que podem ser bons ou maus. O rei Salomão possuía um anel de magia que o protegia desse demônio.

     JURUPARI”: entidade sobrenatural dos índios sul-americano, versão ameríndia da divindade legisladora encontrada em todas as sociedades primitivas. Geograficamente, o Jurupari é o mito mais difundido no Brasil. Sua origem situa-se, provavelmente, no período da passagem do matriarcado para a organização patriarcal ocorrida nas sociedades tribais brasileira. Segundo a lenda, Jurupari foi concebido de mulher virgem fecundada pelo sumo da cucura (planta da família das moráceas, entre elas, o figo, a jaca e a fruta-pão). O filho desta gravidez foi enviado à terra com a missão de reformar os costumes e procurar a mulher perfeita para ser esposa do Sol. Não pode deixar a Terra enquanto não encontrá-la . jurupari tirou o poder das mulheres e o entregou aos homens. Instituiu festas para os iniciados, ou seja, homens que atravessaram o rito da puberdade e se tornaram guerreiros. As mulheres não podem participar das festas pois, se conhecerem os segredos dos homens, Jurupari as castiga com a morte. Nas festas de Jurupari, que ainda ocorrem em muitas populações indígenas ou entre seus remanescentes, os homens dançam e tocam um instrumento de sopro chamado “trombeta de Jurupari”. O mito está ligado também à idéia de incubo (demônio masculino que violenta mulheres á noite) porque Jurupari aparece aos homens nos pesadelos. A catequese jesuítica identificou-o com o diabo.

     KASDEYA”: nome do quinto Satã, que ensina a destruição aos homens. Na magia, é representado por uma caveira de um jovem.

     KOBAL”: diretor de diversões da corte do Inferno. Padroeiro dos comediantes. Durante séculos foi considerado suspeito para a Igreja. Demônio que sentia imenso prazer em matar. Na Alemanha, é “Kobald”, espírito familiar, considerado o guarda dos metais preciosos.

     KRIKOIN”: na religião dos esquimós, é o demônio do mal, que persegue os cães que ficam ao lado de fora das casas, nas noites frias.

     KUBERA”: é o rei dos demônios maus para os hindus, sendo também considerado o Deus da riqueza

     LILITH”: demônio feminino mencionado no folclore judaico. Várias são as lendas sobre ela, sendo considerada a personificação das paixões desregradas. A mais antiga tradição populara judaica dá como sendo ela a primeira mulher de Adão. Não conseguindo lhe dar um filho, Deus decidiu criar Eva para ser sua companheira. Foi ela quem ensinou a Adão a felação e outras praticas que a moral qualifica de antinaturais. É, a mãe dos espíritos do mal, Lelin, Sehedin e Roudin. É associada com a praga e o flagelo do meio dia (Salmo 91, Salmo 56). Tida ainda, com um dos sete demônios da Cabala hebraica, representado pela figura de uma mulher nua, cujo corpo termina em cauda de serpente. Pela crença dos antigos persas, alguns a dão como filha de Samuel e esposa de Ashmedai ou Esmadfwa, um dos sete espíritos demoníacos.

     LOKI”: demônio do fogo, gênio do mal. Na mitologia escandinava é comparada ao próprio Diabo.

     MAMON”: demônio da avareza, riqueza e iniquidades. Foi ele quem ensinou os homens a cavar a terra à procura de tesouros ocultos, no dizer de Milton. Palavra aramaica que significa “riqueza”. Cristo nos adverte que não podemos servir a Deus e a Mamon (Mateus 6;24): “ninguém pode servir a dois senhores porque ou há de aborrecer um e amar outro, ou há de acomodar-se a este e desprezar aquele. Não podemos servir a Deus e às riquezas (Mamon)”. Vide também Evangelho de Lucas 16:13.

     MANDRAKES”: demônios pequenos, sem pelos, grosseiros. Uma espécie dos conhecidos Capetas.

     MANITÓ” OU “MANITÕ”: gênio tutelar, ou demônio, entre índios americanos.

     MEFISTÓLEFES”: pérfido, maldoso, sarcástico. Nome popular do Diabo, segundo Goethe. Personagem do drama Fausto de Goethe (1749-1832), é um demônio que veio à Terra para satisfazer paixões de Fausto. Julga o mundo com ironia desdenhosa. Seu nome é empregado com sinônimo de homem de caráter perverso, verdadeiramente diabólico. A história de Fausto é a historia do homem que vendeu sua alma ao Diabo em troca de bens terrestre. O drama divide-se em duas partes, onde o genial poeta imortalizou sua concepções da natureza e do homem.

     MEZU”: no folclore japonês, o demônio com cabeça de cavalo, que dá assistência a Kongo, xerife dos Infernos.

     MOLEGUE”:príncipe da “Terra das Lagrimas”, no inferno. Recolhe, com alegria, as lagrimas das mães. E um demônio monstruoso, gotejando o sangue das criancinhas e as lagrimas de suas mães. Apresenta-se com cabeça de bezerro, coroa real, braços esticados para receber suas vitimas humanas. Os amonitas, membros de tribo à leste do Jordão, descendentes de Amon, que derrotam os gigantes de Zomzomins e ocuparam a região, costumavam adora-lo, sacrificando crianças em seu louvor para obterem boas colheitas e vitória nas guerras. Milton e Flaubert a ele fazem referencia. OBS.: Alguns não gostam de utilizar a palavra “moleque”, porque dizem que ela derivou desse demônio.

     MULLI”: primeiro mordomo da casa dos príncipes infernais.

     MURMUR”: demônio da música, conde do inferno, surgindo como um abutre, de pernas abertas, figurando um soldado gigantesco. também denominado Murmúrio.

     NASU”: na religião de Zoroastro, representa o demônio feminino que se alimenta de corpos que acabaram de morrer ou já se encontram em estado de putrefação. Surgem como se fossem borboletas. Sua residência é o inferno, no monte Elbroug.

     NERGAL”: deus sumeriano das regiões infernais. Pode ser igualado ao deus grego Plutão, que governava o submundo. Nergal, com o Satã bíblico, habitava originalmente os céus.

     Considerados por muitos como demônio de segunda classe. Era chefe de policia e espião de Belzebu. Esposo de Ereshkigal que, no panteão sumero -arcadiano, é considerada a senhora do grande lugar, rainha do mundo dos mortos, reinando em seu palácio, guardando a fonte da vida Os demônios do mal e da morte são seus descendentes.

     NUTON”: originário da lenda belga, vivendo sempre em grutas, perto de águas correntes. Muito brincalhão, torna-se violento, todavia, se atacado.

     NYBRAS”: propagandista dos prazeres da corte infernal. Supervisor dos sonhos, visões, êxtase. Demônio inferior, tido como falso profeta e charlatão.

     NYSRICH”: chefe da casa do príncipe infernal. Da segunda classe, preside os prazeres da mesa.

     ORIAS”: conde do Inferno. Perito em astrologia. Na metamorfose, carrega sempre uma serpente em cada mão.

     ORTHON”: demônio familiar do conde de Corasse e do conde de Foix. Invisível, sabe tudo o que acontece no mundo. Quando aparece, costuma mostrar-se como uma porca.

     PAZUZU”: demônio assírio, rei dos espíritos maus do ar, filho de Hanpa. Há no museu do Louvre (França) uma estátua de bronze, do século VII, representando Pazuzu, com forma humana, duas asas e dois chifres.

     PERSÉFONE”: deusa do Inferno, filha de Júpiter e Ceres, mulher de Plutão. É mãe das fúrias.

     PRUSIA”: um dos três demônios a serviço de Satanaquia, grande general das legiões de Satã.

     RAVANA”: demônio rakchasa, do épico Ramayana, soberano do Ceilão que raptou Sita, esposa de Rama. Ramayana é um poema sânscrito, ao mesmo tempo religioso e épico, em 50.000 versos e sete partes. Celebra a genealogia de Rama, a sua juventude, a luta contra Ravana, raptor de Sita, sua vida e ascensão para o céu. Rama é uma das encarnações de Vichnu na mitologia hindu e deus da ìndia, casado com a deusa Sita.

     RAYMON”: demônio poderoso encarregado das cerimônias infernais. Aparece na forma de um homem vigoroso, mas com o rosto de mulher, coroado com jóias e montando um dromedário.

     RIMMON”: embaixador do inferno na Rússia czarista. Demônio menor, chefe dos médicos, acreditando-se que era capaz de curar lepra.

     SAARECAI”: demônio menor que habita os buracos da casa, mas acredita-se, “não faz mal a ninguém”.

     SARDON”: conselheiro do Inferno, sacrificando as criancinhas nos Sabás (rituais satânicos). Deu origem à expressão “risadas sardônicas”.

     SATÔ: na tradição judaica mais primitiva, um dos anjos de Jeová, advogado ou representante dos homens junto a este, e que posteriormente, sob a influencia do problema do mal e das soluções de tipo dualista dadas a esses problemas, passou a significar o mau, o causador, o tentador, o demônio. Lúcifer.

     SEIRIM”: demônio cabeludo na forma de bode, que dança nas ruínas da Babilônia, comandado por Azazar.

     SHABRINI”: demônio dos antigos judeus que costumava cegar os homens.

     SHEDIM”: demônio destruidor. Dizem ser descendente da serpente outros dizem ser de Adão, depois da queda, e outros de Deus, que deixou os inacabados, incompletos, por causa do dia do descanso, ou seja, do Sábado. Para poder localiza-los, devem ser espalhadas cinzas pelo chão, para que esses demônios deixem seus rastros, dependendo, todavia, de uma formula mágica a ser proferida para que possam ser visto. Suas garras são de galo e seu chefe é o demônio Asmodeu.

     SÚCUBOS” OU “SUCCUBUS”:demônio fêmea, em oposição ao Íncubos, tentando os homens durante o sono, nada os detém até conseguirem copular com eles. Costumam visitar os solitários monges e pastores, aproveitando-se de seus jejuns e abstinências. Reanimam cadáveres que depois de uma noite de amor, voltam ao estado putrefato. Muitos as vezes, dizem, tomam a forma da pessoa amada. Esta é uma raça menos conhecida de vampiras européias. A maneira mais comum de se alimentarem é mais comum de se alimentarem é tendo relação sexuais com suas vitimas, deixando-as exaustas e depois alimentando-se da energia dispersada no ato sexual. Elas podem entrar numa casa sem serem convidadas e tomar a aparência de qualquer pessoa. Geralmente visitarão suas vítimas mais de uma vez. A vítima de uma Succubus interpretará as visitas como sonhos. A versão masculina de um Succubus é um Íncubos.

     TÂNATOS”: demônio que personifica a morte de Hipnos (sono) e de Nix (noite). Freud, em seus estudos, desenvolveu o conceito no qual Tânatos é uma das forças que governam o inconsciente profundo. A outra força é Eros (o amor).

     TARASGUA” OU ”TARASCON”:metade mostro da terra, metade do amor, foi vencido por Santa Marta, que o prendeu em seu cinto de virgindade. Apresentava cabeça de leão, com seis pés, patas de urso e rabo de serpente.

     THAMUZ”:embaixador do Inferno na Espanha, sendo inventor da artilharia, da Inquisição e de suas punições. Era considerado o inspirado das grandes paixões.

     UKOBACH”:demônio inferior e responsável pelo óleo das caldeiras infernais. É inventor da frigideira e dos fogos de artifício, aparecendo sempre com o corpo em chamas.

     UPHIR”:demônio químico, conhecido de ervas medicinais e, responsável pela saúde dos outros demônios.

     VETIS”:trabalha para Satã e é especialista na corrupção das almas de pessoas santas.

     XAPHAN”:demônio menor que, por ocasião da rebelião dos anjos, deu a sugestão para se atear fogo no céu. É o que acende o fogo no Inferno.

     XESBETH”:demônio das mentiras, dos prodígios imaginários, dos contos maravilhosos.

     VEKUM”:demônio que seduziu os filhos dos anjos sagrados e persuadiu-os a virem à Terra e ter relações sexuais com os mortais, conforme o livro de Enoque.

     ZAEBOS”: demônio com cabeça humana e corpo de crocodilo.

     ZAGAM”: demônio das decepções e dos desenganos. Consegue transformar cobre em ouro, chumbo em prata, sangue em óleo, água em vinho. Tem asas e cabeça de boi.

     ZAGAMZAIM”: diabo disfarçado de eunuco, descrito por Vitor Hugo.

     ZEPAR”: grão-duque do império infernal que tenta levar os homens á pederastia.

SIGNIFICADO DE ALGUMAS PALAVRAS.

     1. DEMÔNIO:

A palavra demônio, do grego “daimon”, refere-se a entidades dotadas de poderes especiais, situadas entre os humanos e os deuses, e com capacidade de melhorar a vida das pessoas ou executar castigos divinos. Os demônios fazem parte do folclore popular em todo o mundo. Muitos têm características especiais. Entre eles, os vampiros que chupam o sangue de suas vítimas, o “Oni” japonês que provoca tempestades e, em lendas escocesas, os “Kelpies” que espreitam os lagos para afogar viajantes distraídos. Idéia que se identifica com a maldade, o vicio, o comportamento sedutor e apavorante. O imaginário popular descreve o demônio em sua representação clássica: magro, com chifres e um rabo terminado em forma de seta. Sua presença é anunciada pelo cheiro de enxofre. Ás vezes, aparecem como cães, bodes, porcos, moscas ou morcegos. Porém, não podem tomar a forma dos animais ligados ao presépio: bois, jumentos, galo, ovelhas. Presença constante na cultura popular, na cantiga, nos cordéis e na linguagem onde, entre outros epíteto, é chamado de o avesso do direito”, Pedro Botelho, cambito, pé-preto, capeta, maioral, demo e excomungado. Os demônios fazem contratos de riquezas em troca da lama do contratante. Fogem dos cruzeiros, do sinal da cruz e da água benta. Conversam com seus devotos nas encruzilhadas à meia noite e são ligados às bruxas e feiticeiras. Na literatura oral são sempre derrotados. No conto popular há o ciclo do “demônio logrado”.

     2. DEMONETE:

Pequeno demônio.
a) Criança endiabrada travessa traquinas.
b) “Diabrete”, “Demonico”.

     3. DEMONISMO:

a)Crença em demônios.
b)Demonolátria.

     4. DEMONISTA:

a)Pertencente ou relativo ao, ou que é sectário do demonismo.
b)Demonolátrico.
c)Sectário do demonismo.
d)Demonólatra.

     5.DEMONÓLATRA:

a)Adorador de demônios; praticante de Demonolátria (demonismo); demonista.

     6. DEMONOMANCIA:

a)Adivinhação por influencia de demônios.

     7. DIABOLISMO:

a)O culto do diabo:satanismo.
b)Qualidade de diabólico; maldade.

     8. LÚCIFER:

Na antiguidade, nome do planeta Vênus, chamado na Babilônia de Lúcifer, filho da Aurora. A forma latina deste vocábulo deriva da associação “Lux-Fert” (“o que leva a luz”). No Antigo Testamento (Is. 14,12), faz-se referência ao episodio em que Satã caia em desgraça, ao aludir à expulsão dos céus da Estrela da Aurora. A Igreja começou a identificar Satã com Lúcifer. Sua sinonímia com Diabo ou Demônio, segundo elemento de superstição popular, tornou-o um vocábulo de pronuncia tabu, pois o se demoníaco apareceria para aqueles que dizem seu nome. Em função disto, surgiu uma riqueza de sucedâneos para designa-lo, fugindo à verbalização deste três termos: Capeta, Cão, Capiroto, Cramulhão, Coisa Ruim, Diacho, Dianho, Diogo, Maligno, o Tal etc.

     9. MAGIA NEGRA:

Arte de influir no curso dos acontecimentos ou adquirir conhecimentos por meio sobrenaturais. A magia está relacionada com a alquimia, o ocultismo, o espiritismo, a superstição e a bruxaria. O termo deriva do persa antigo “magi”(magos), referindo-se a sacerdotes que se ocupavam do relacionamento com o oculto. Os gregos e romanos também praticaram a magia. Segundo os antropólogos, as crenças e praticas mágicas - leitura da sorte, a comunicação com os mortos, a astrologia e a crença nos números e amuletos da sorte existe na maioria das culturas. Durante a Idade Media, a magia negra se baseava na bruxaria, feitiçaria e invocação dos demônios.

     10. OCULTISMO:

Crença na eficácia de uma serie de praticas, tais como astrologia, alquimia, adivinhação e magia, baseado no conhecimento esotérico ou “oculto” acerca do universo e suas forças misteriosa. O verdadeiro conhecimento oculto se obtém através da iniciação com aqueles que já o possuem e pelo estudo de texto esotéricos. O ocultismo ocidental tem suas raízes nas antigas sabedorias populares da Babilônia e do Egito. Espacialmente, na registrada e transmitida pelos filósofos herméticos e neoplatnicos, com importantes condições do misticismo judaico da cabala. O ocultismo teve determinante presença na Idade Media, especialmente na astrologia, alquimia e rituais mágicos e cerimoniais para a convocação dos espíritos. As grandes perseguições à bruxaria constituem ^parte sinistra da historia da Europa modera (entre 1400-1700). Nesta época, centenas de milhares de mulheres foram torturadas e aniquiladas sob acusação de manter praticas ocultas. Durante o século XX houve um renascimento do ocultismo na “contracultura”dos anos sessenta e no movimento “New Age” (Nova Era) das décadas de 80 e 90.

     11. BRUXARIA:

Prática de poderes sobrenaturais por pessoas que se autodenominam bruxas. A bruxaria se expande por todo o mundo, embora tenha desempenhado função diversa através dos tempos e regiões. A antropologia moderna diferencia a bruxaria simples supostos cultos de bruxas na Idade Média do movimento “neopagão”. O conceito de bruxaria na idade media baseava-se em certas pressuposições. Inclusive a crença de que o diabo e sus subordinados demônios, íncubos e súcubos eram reais e exerciam seus poderes no mundo tendo relações físicas com as pessoas e estabelecendo pactos entre seres humanos e o mal. Na Antiguidade, a crença nas praticas de bruxaria através da intervenção de espíritos de demônios era universal. A feitiçaria e a magia também se desenvolveram na Grécia antiga, através de figuras como Medeia e Circe. As práticas gregas chegaram a Roma e foram assimiladas pela população. Ao longo do século IV, desenvolveu-se o código Teodosiano onde se condenava, explicitamente, o culto idolátrico a qualquer espécie de magia. De acordo com os especialistas, os bruxos europeus, a partir da época medieval, organizavam-se em grupos ou constituídos de doze membros. A maior parte deles formado por mulheres e com um líder, geralmente do sexo masculino, considerado o vigário do diabo. Muitos fieis ingênuos o tratavam como se ele fosse o próprio demônio. A febre da caça às feiticeiras assolou a Europa de 1050 até o final do século XVII.

     12. MISSA NEGRA:

Parodia da missa católica e que rende culto ao demônio. Os relatos sobre a missa negra têm origem, sobretudo, na literatura e em lendas medievais que descrevem ritos zombateiros da missa cristã. Os observadores relacionam estas práticas com a bruxaria.

 

Versículo do Dia

Pv 1:24

"Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção, "



by Estudo Bíblico

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181 - GRATIDÃO

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204 - O SEU VALOR

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PR. JOÃO A. DE SOUZA FILHO      Eu estava tentando encontrar um adjetivo para qualificar os atuais cantores e pregadores que cobram elevadas somas em dinheiro para pregar ou cantar...

158 - HONRA A TEU PAI E A TUA MÃE, PARA QUE SE PROLONGUEM OS TEUS DIAS NA TERRA QUE O SENHOR, TEU DEUS, TE DÁ.

 (Êxodo 20:12)      Para viver em paz na Terra Prometida, os Israelitas precisavam respeitar a autoridade e formar famílias sólidas. Mas o que significa honrar os pais? Significa falar bem...

177 - GRANDE FÉ, GRANDE GANHO

     John McNeil, pastor nas ilhas britânicas, relata que certa vez pastoreou uma igreja que tinha pesadas dívidas. Isso o preocupava, e ele orou muito a respeito. Certo dia...