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CONSELHO DE ANCIÃOS

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CONSELHO DE ANCIÃOS

     Os anciãos ou presbíteros eram as autoridades de nível mais elevado na igreja local. Este ofício foi inspirado no sistema de governo que Moisés estabeleceu no deserto. Em Israel havia basicamente duas classes de anciãos: os que eram respeitados por causa de sua idade (a Lei admoestava o fiel a honrar seus pais, e outras passagens bíblicas requeriam que houvesse respeito aos idosos); e os anciãos que exerciam uma função de direção. Assim como Moisés escolheu setenta homens “dos anciãos de Israel” (Números 11:16) para terem uma função de autoridade, os anciãos que governavam a igreja eram diferenciados daqueles que simplesmente eram respeitados por sua idade e fidelidade.

     Depois que Israel entrou na terra prometida e conquistou suas cidades, a principal responsabilidade dos anciãos investidos de autoridade era a de se sentar junto aos portões cidade. Ali eles atuavam como juízes e determinavam quem podia entrar ou sair. Cada porta tinha uma função diferente. Algumas eram para mercadores, outras para soldados, outras para as pessoas importantes, e assim por diante. Cada ancião podia exercer autoridade sobre aquele aspecto particular da vida da cidade.

     Isso tem uma importante aplicação no Novo Testamento. Pelo fato dos anciãos serem sempre mencionados no plural, quem tenha presumido que os anciãos eram todos iguais em autoridade, mas temos exemplos tanto no Antigo como no Novo Testamento que indicam que não é este o caso. Os anciãos que se sentavam num portão não tinham autoridade para definir uma diretriz para os demais portões. Isso parece ser de pouca significação, mas sua aplicação pode ter muitas consequências.

     Antes de alguém ser nomeado um “ancião com autoridade” que devemos fazer é ver se há evidências da unção de Deus para a sua atuação numa determinada área. No caso de Moisés, o Espírito veio sobre os anciãos e eles profetizaram (Números 11:25). Talvez este não seja exatamente o meio pelo qual o Senhor verifica cada ancião, mas de fato precisamos ver uma unção espiritual na vida deles. Se designarmos alguém para uma posição apenas para honrar tal pessoa, provavelmente teremos um alto preço a pagar no futuro.

     Um outro ponto importante é determinar especificamente qual o “portão” junto ao qual o ancião com autoridade tem sido chamado a se sentar. Será que aquele que tem unção para supervisionar os grupos pequenos tem autoridade no ministério de crianças, para o qual possivelmente ele não tem unção nem experiência?

     Os anciãos podem ter sabedoria em relação a outros ministérios da igreja, mas quem é supervisor de uma “porta” ou de um “ministério” não tem que exercer autoridade sobre o que está sob a responsabilidade de uma outra pessoa.

     Certamente surgirão importantes questões doutrinárias que envolverão toda a igreja, tal como vemos em Atos 15. Ali a questão da circuncisão afetava todos os gentios que se tinham tornado cristãos. “Esses convertidos estariam salvos se não se circuncidassem?” - alguns líderes questionaram.

     Uma questão tão importante assim requereu que todos os apóstolos e anciãos se reunissem. Depois de ouvir testemunhos e debater a questão, Tiago, que era reconhecido como o líder dos anciãos em Jerusalém, afirmou, de forma resoluta, que a circuncisão não era um requisito para a salvação (Atos 15:13-19). Então, uma vez que “pareceu bem” aos outros apóstolos e anciãos, o concílio elaborou uma diretriz para as igrejas.

     Devemos também reconhecer que quando Pedro e João se referiram a si mesmos como anciãos, eles não falavam que eram anciãos numa igreja local, nem na igreja de Jerusalém, que era a principal das igrejas. Pedro e João foram reconhecidos como anciãos de todo o Corpo de Cristo. Será que isso contradiz a verdade de que apenas o Senhor é o Cabeça de toda a igreja? Não. Não contradiz. Alguns aspectos da autoridade são internacionais, e alguns podem inclusive abranger a igreja toda.

     Hoje poderíamos incluir alguns homens nessa posição, tais como Billy Graham, David Yongi Cho, Pat Robertson e Jack Hayford. Um grupo bem maior de líderes que tem surgido na Inglaterra, na Hungria, na Suécia, na Alemanha, e na América do Sul e Central, provavelmente um dia serão considerados como anciãos sobre a igreja toda. E até mesmo alguns virão ainda da Rússia, da Ásia e do Oriente Médio.

     Por ser respeitado em uma área, isso não confere a ninguém a autoridade de determinar uma política para toda a igreja. No entanto, há homens que se sentam (ou estão começando a se sentar) junto às portas espirituais e ministram para toda a igreja. Muitos outros têm ministérios internacionais, e embora alguns deles possam ter tanto idade como muita experiência na posição que ocupam, eles não receberam o tipo de autoridade que faria com que os reconhecêssemos como anciãos de todo o corpo de Cristo.

     Biblicamente podemos reconhecer presbíteros ou anciãos no âmbito da igreja local e no âmbito internacional, mas haverá aqueles que se posicionam em situações intermediárias? Pessoalmente, penso que é correto reconhecer anciãos em todo nível de autoridade, o que inclui o reconhecimento dos que estão em posições específicas nos diversos movimentos. Temos a liberdade de fazer o que especificamente não vai contra as Escrituras. Isso não significa que tudo é correto e pode ser feito, mas que temos a liberdade de ser guiados pelo Espírito Santo em tais questões.

     No Novo Testamento há uma distinção entre a autoridade dos ministérios de edificação da igreja (que são os ministérios de apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre) e a autoridade de um ancião. Pode-se observar também que o ministério de pastor é mencionado apenas uma vez no Novo Testamento (quando relacionado com os outros ministérios, em Efésios 4) e, apesar disso, de certo modo, essa posição domina de forma quase completa o ministério da igreja moderna! O pastor obviamente, era para ser apenas um dos membros de uma equipe de ministros cujos ministérios foram dados para edificar as pessoas a quem compete fazer a obra dos ministérios.

     Será que havia a intenção de se ter uma hierarquia entre os presbíteros ou anciãos? A única hierarquia que é mencionada nas Escrituras é que os apóstolos tinham autoridade sobre os anciãos. As palavras gregas para bispo e presbítero (ancião) são usadas intercambiavelmente no Novo Testamento, e com certeza se referiam ao mesmo ofício. A elevação do ofício de bispo acima do presbítero (ou ancião) foi gradual e não foi reconhecida na igreja senão por volta dos anos 70 a 120.

     Os movimentos que estão surgindo hoje usam uma variedade de títulos para as mesmas funções, de “primeiro ancião” até apóstolo. Biblicamente não podemos estabelecer que alguém tivesse uma autoridade local superior na igreja, exceto no caso dos apóstolos e dos anciãos que participavam dos concílios apostólicos especiais, tal como vemos no Concílio de Jerusalém (Atos 15).

A SABEDORIA DOS GANSOS

     Os gansos são aves fora do comum. Cada bando deles tem uma forma de governo que popularmente é conhecida como “a lei do mais forte”. Aqueles que tentam ir além do seu lugar no bando terão que lutar, e vencer, os gansos de nível superior ao seu. Isso pode parecer um tanto brutal, mas é assim que, na realidade, os grupos humanos, em sua maioria, também agem. Enquanto estamos com os pés na terra, há sempre disputas e lutas pela supremacia, mas quando vamos para algum lugar, voando sobre a terra, a posição de liderança não tem importância para nós.

     No primeiro século vemos a liderança da igreja passando de Pedro para Tiago, depois para Paulo e depois para João. Na igreja vemos hoje ministérios surgindo que contribuem para que toda a igreja avance um pouco mais, e depois eles dão lugar a um outro ministério.

     Quando os gansos voam, eles voam também em formação, mas isso tem um propósito diferente; não é o de um ganso querer dominar o outro. Cada ganso, ao bater as asas, cria uma sustentação para os outros que vêm atrás. No vôo, o ganso que vai à frente de todos tem que cortar o ar, ao passo que os demais voam no vácuo que cada um deixa. Desse modo, todos os gansos, exceto o primeiro, despendem um esforço 20% menor que o líder. Então o líder se cansa bem antes que os demais, o que exige uma mudança na liderança, para que o bando continue o voo. E isso é feito com frequência.

     Ao voarem na formação em “V”, o bando consegue atingir distâncias 71% maiores do que se cada um voasse isoladamente. De igual modo, as pessoas que compartilham a direção e têm um senso de equipe conseguem chegar a seus destinos com maior facilidade, porque em sua jornada há uma confiança recíproca de uns para com os outros.

     Quando o ganso líder se cansa, ele volta e entra atrás na formação, e um outro ganso voa até a posição do vértice. Os gansos alternam a liderança. Se eles não agissem deste modo, todo o bando ficaria extremamente limitado na distância que poderia avançar e na velocidade de voo.

     Semelhantemente, a liderança no Novo Testamento é para ser exercida em equipe. Eu tenho uma congregação sob minha responsabilidade, mas temos em nossa equipe vários pregadores e professores muito bons, que devem revezar no púlpito.

     Estamos também implantando este princípio em todos os ministérios da igreja. Por exemplo, quando o líder de um ministério começa a se sentir um pouco cansado, um outro pode assumir a liderança daquela área, e o que a liderava passa para uma posição atrás do novo líder. Isso causa alguma resistência a princípio, mas vemos uma imediata aceleração no ministério que sofreu a mudança. Em poucas semanas o antigo líder agradecerá pela mudança. Temos deixado bem claro a todos da equipe que, uma vez tendo recuperado as energias, e ficando com a visão renovada, eles poderão voltar a liderar de novo (a menos que o Senhor dê a direção de colocar uma outra pessoa no lugar). Todos no ministério sabem, inclusive eu, que quando estamos cansados, e as coisas começam a decair, uma mudança está por acontecer. Precisamos de tempo para descansar e para renovar a nossa visão, para que continuemos indo em frente. Os verdadeiros líderes, que são verdadeiros servos, sempre aceitarão isso muito bem.

     Não é esse o modelo que nos foi dado no sacerdócio levítico? Eles ministravam no tabernáculo dos trinta até os cinquenta anos, e depois deixavam que a geração seguinte assumisse. Isso mantinha o ministério sempre renovado. Os que deixavam o ministério com a idade de cinquenta anos entravam então numa fase muito produtiva, discipulando a geração emergente e assumindo a função de ancião junto aos portões da cidade.

     Precisamos deixar que os mais novos também dirijam, sempre permitindo que um outro assuma a posição do vértice da formação, por algum tempo. Tendo a humildade de agir desse modo, iremos bem mais longe e bem mais depressa, tal como acontece com o bando de gansos.

     Quando um ganso sai da formação, na mesma hora ele sente a diferença e percebe a resistência de voar sozinho; então ele rapidamente volta para a formação para aproveitar o vácuo deixado pela ave que voa à sua frente. Assim como acontece com os gansos, nós homens também dependemos uns dos outros, nas habilidades, nas capacidades e nos talentos e recursos específicos que cada um tem. Temos de nos dispor a aceitar a ajuda dos outros e também ajudá-los.

     Os gansos que voam em formação grasnam para encorajar os que vão à frente para que mantenham a velocidade. Precisamos nos assegurar de que nossas palavras também são encorajadoras. Um amigo certa vez comentou: “Os melhores pregadores dos Estados Unidos parecem ser todos negros”. Um outro amigo respondeu: “Os pregadores de cor não são melhores; eles apenas têm audiências melhores”.

     Se você já pregou numa congregação em que predominam pessoas de cor, você sabe o que quero dizer. Dentre as dez congregações mais atentas para as quais eu já preguei, dez eram constituídas, em sua maioria, de pessoas de cor. É muito bom quando as pessoas demonstram entusiasmo, gritando: “Sim, meu irmão. Vá em frente!”. Ou então quando acenam com lenços na mão, ou se levantam, e até mesmo quando dançam em círculos! Desse jeito você descobre coisas tão profundas que você nem sabia que tinha. Se uma igreja dá a impressão de ser muito acomodada, a razão pode ser uma falta de motivação em seus membros, ou por não incentivarem seus líderes.

     É também digno de nota que, quando um ganso se sente mal, é ferido, ou baleado, e cai; dois outros gansos saem da formação e vão atrás dele, para ajudá-lo e protegê-lo. Eles ficam com aquele ganso até que ele tenha condições de voar de novo, ou morra. Então eles se alinham numa outra formação que passa, ou vão atrás até alcançarem o seu bando. Se tivermos juízo tal como os gansos, vamos ficar ao lado uns dos outros nos tempos difíceis, assim como quando estamos fortes. Uma das tragédias do Cristianismo de hoje tem sido a tendência de atirar em nossos próprios irmãos que estão feridos, ou então deixar que eles morram; fazendo tudo para dar a entender que não temos qualquer ligação com eles.

O MANÁ FRESCO DE HOJE

     Não é fácil aplicar todos esses princípios no funcionamento do dia a dia de uma igreja local ou de um ministério nacional. Embora o Senhor me tenha revelado esses princípios, eu mesmo luto constantemente com eles em todas as áreas, inclusive no ministério de louvor.

     O louvor está se tornando, e deve se tornar, um dos aspectos mais poderosos da vida da nossa igreja. Isso é muito importante, porque Jesus disse: Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é Espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. João 4:23-24

     O apóstolo Paulo disse também: “Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (II Coríntios 3:17). Portanto, para louvar no Espírito do Senhor, que é o que o Pai procura, tem que haver liberdade no louvor.

     Reconhecidamente temos muita liberdade. Com efeito, em algumas áreas chegamos a liberar demais, e o inimigo, ou os que têm a mente carnal, fizeram uso disso. Mesmo assim, considero que ainda precisamos mais, e não menos, liberdade - na medida em que não interrompamos o processo de amadurecimento. Quando damos liberdade, os imaturos, os ambiciosos e o diabo se aproveitarão. Temos experiência disso, também!

     Como pastor, eu constantemente recebo pressões de muitas direções. Quando a equipe de louvor quer ter mais liberdade, isso normalmente significa que querem mais tempo para o louvor. Contudo, normalmente, os nossos mestres, ou os preletores convidados precisam dispor de mais tempo também. Temos ainda um outro ministério que atua durante o culto que requer algum tempo. Quando sou pressionado por todos ao mesmo tempo, procuro saber a vontade do Senhor. Essa conciliação nem sempre faço com perfeição, e nunca consigo agradar a todos. Creio, porém, que temos progredido.

Extraído do livro “Sombras das coisas que virão” vol. 1 de Rick Joyner e adaptado para uso exclusivamente interno da Igreja Evangélica Comunidade Encontros com Jesus.

 

Versículo do Dia

2Cr 10:7

"E eles lhe falaram, dizendo: Se te fizeres benigno e afável para com este povo, e lhes falares boas palavras, todos os dias serão teus servos. "



by Estudo Bíblico

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