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77 - POR QUE NÃO DEVEMOS CELEBRAR O DIA DE FINADOS?

     O dia de finados foi instituído no século X por Santo Odílio, abade beneditino de Cluny, na França, para os mosteiros de sua ordem especificamente, até que a igreja católica universalizou a data. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica Romana.

     O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas em favor das almas. Os que partiram tal prática não encontram apoio bíblico, Isaías 8.19.

     Conforme o Monsenhor Arnaldo Beltrami, o dia de finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o dia do amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá jamais. Para Beltrami, finados é a celebração da vida eterna que não vai terminar nunca, pois a vida cristã é o viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

     De acordo com a doutrina romanista, no dia de finados, os católicos não festejam a morte, mas a certeza da ressurreição. Em cada sepultura vê-se a imagem da páscoa cristã e a promessa da vida eterna, como vontade e desejo de Deus.

     Desde o século I, os cristãos rezam pelos falecidos. Visitavam os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século IV, já encontramos a memória dos mortos na celebração da missa. Desde o século V, a igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava, até que no século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano pelos mortos.

     A partir do século XIII, esse dia anual por todos os mortos passou a ser comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro se realiza a festa de todos os santos. O dia de todos os santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O dia de finados celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração do dia de todos os santos, devendo-se acender uma vela no cemitério para simbolizar a vida eterna do falecido.

     Para os católicos, dizer que quando uma pessoa morre acabou não é verdade. Crêem que o testemunho de vida daquele que morreu fica como luz acesa no coração de quem continua a peregrinação. Esse é um dos significados da vela que se acendem nos cemitérios: a luz do irmão não se apagou. A luz da fé reacende a chama dos corações. No dia de finados, ao acenderem velas, os católicos buscam para si a iluminação interior que, sabemos pala Palavra de Deus, só é encontrada em Cristo Jesus, João 12.46.

     Por essas considerações doutrinárias e informações históricas, creio que os verdadeiros cristãos não devem celebrar o dia de finados. Não há certeza de ressurreição sem Cristo e não há possibilidade de vida eterna sem que haja fé salvadora no coração enquanto vivos, João 3.16; João 11.25-26.

     Segundo a doutrina católica romana, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.

     Não existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo. 14.2-3 e falou do inferno em Mt. 25.41.

     No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc. 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap. 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt. 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.

     A Bíblia é clara ao asseverar que após a morte só nos resta o juízo de Deus, Hebreus 9.27; Mateus 25.31-46, alertando para o fato de toda e qualquer decisão por Cristo deve ser tomada em vida. Não há base bíblica para se orar, rezar ou se penitenciar pelos mortos, mas sim um mandamento imperativo de Jesus para se proclamar o evangelho para os vivos, Mateus 28.19-20.

     É verdade que o amor pelos entes queridos não cessa com a morte da mesma forma que é verdadeiro o fato de que o testemunho daqueles que morreram também não cessa com o sepultamento, Hebreus 11.4. Porém, acreditar que os mortos estejam na sepultura, no purgatório ou no limbo aguardando uma segunda oportunidade para a salvação é prova de total desconhecimento da Palavra de Deus. Infelizmente este engodo é fomentado pelo romanismo, bem como por alguns seguimentos ditos evangélicos, mas devemos rejeitá-lo com veemência bíblica.

     A Palavra de Deus assevera que a salvação é alcançada a partir do arrependimento, conjugado a fé incondicional em Jesus, Atos 3.19; Romanos 3.21-26, razão pela qual devemos compreender e aceitar a dura realidade da perdição eterna daqueles que amamos, mas que morreram sem Cristo. Se não proclamamos ou se não testemunhamos de Jesus durante a vida de nossos entes queridos, não adianta chorara ou se penitenciar e nem mesmo acender velas ou reformar sepulturas, no dia de finados, pois a dura realidade é a de que deixamos escapar a oportunidade de conduzir nossos familiares a Jesus enquanto viviam, restando-nos, agora, apenas a tristeza e a certeza de que o sangue deste inocente está em nossas mãos, do que prestaremos contas ao Senhor, Ezequiel 3.20.

     Amados irmãos e irmãs, não devemos celebrar o dia de finados, mas sim proclamar Vida que Jesus deseja oferecer aos nossos entes queridos a partir do nosso testemunho e da pregação do evangelho verdadeiro que vivenciamos em nosso cotidiano.

     Assim como Jesus asseverou que cabe aos mortos cuidar e sepultar os seus mortos, Lucas 8.59-60. Devemos transformar todos os nossos dias em dias de Vida em Jesus. Assim sendo, pela fé e motivados pelo nosso testemunho, nossos familiares e amigos encontrarão Vida em Jesus.

     Este texto foi construído com materiais extraídos da internet, adaptado para uso interno da Igreja Evangélica Comunidade Encontros com Jesus. Os materiais pesquisados e citados foram escritos pelos pastores: Natanael Rinaldi e Fernando Fernandes

Pesquisado e Disponível em:

http://www2.uol.com.br/bibliaworld/igreja/mensag/ferfer032.htm. Acesso em 30 de Junho de 2008.

http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=1308&menu=2&submenu=8.   Acesso em 01 de Julho de 2008

 

Versículo do Dia

Ap 21:21

"E as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente. "



by Estudo Bíblico

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