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138 - INDICAÇÕES DE UMA CIDADE CONQUISTADA

     Para uma cidade ser considerada conquistada não se requer, necessariamente, que todos os seus habitantes tenham sido salvos, arrancados do império das trevas e transportados para o Reino do Filho amado – conforme as palavras de Colossenses 1:13 e I Tessalonicenses 1:6-9 – sendo transformados em discípulos de Jesus Cristo.

     Conquanto devamos querer sinceramente a salvação de todos, de cada pessoa da nossa cidade, e lutarmos por isso honestamente, sabemos que tal não irá acontecer em números absolutos. Jesus declara que o caminho e a porta que conduzem à salvação são estreitos e poucos os que entram por eles (Mateus 7:13,14).

     O Senhor, que foi capaz de me salvar, o é também para salvar qualquer outra pessoa e uma cidade inteira, seja qual for o seu número de habitantes. Desejamos e esperamos, ainda, ver cidades inteiras TRANSFORMADAS. Contudo, repito, isso não significa que cada habitante será salvo. A cidade de Almolonga, na Guatemala, é o principal exemplo, em nosso tempo, de uma cidade transformada – salva. Todavia, o percentual máximo nesta geração (porque, com a que vem atrás e junto a essa, o quadro poderá mudar) é de 90%. Os irmãos de lá sabem que, mesmo tendo havido um derramar superextraordinário da graça de Deus sobre eles como cidade, ainda, existem 10% dos seus quase vinte mil habitantes não salvos, o que continua sendo um desafio para eles. De qualquer modo, esta é uma cidade, em nossos dias, maravilhosamente conquistada e transformada pelo poder de Deus.

     Toda cidade considerada conquistada, ainda, continuará sendo uma cidade em conquista. Os indicadores, os sinais de uma cidade conquistada não são identificados simplesmente a partir do número dos seus habitantes que sejam considerados crentes, mas através das evidências tangíveis da manifestação da autoridade do Reino de Deus nesta cidade, enquanto cidade, através da igrejas-discípulos de Jesus Cristo nela, independentemente do número de membros, mas organizados em congregações que correspondam ao verdadeiro Corpo de Cristo com os sinais da autoridade do Seu Reino influenciando as regiões celestes e terrestres da cidade.

          Em outras palavras: Uma cidade, área, região ou território poder ser considerado conquistado, no sentido bíblico-espiritual, a partir do momento e contexto em que a BANDEIRA DO REINO CRISTO FOR FINCADA NELA através do estabelecimento de uma congregação que corresponda ao Corpo de Cristo e seja expressão autêntica dele. Isto significa que esse território foi invadido e nele estabelecida uma base do seu conquistador.

CARACTERÍSTICAS DE CONGREGAÇÕES QUE CORRESPONDEM À BANDEIRA DO REINO DE CRISTO

     Não é qualquer Congregação, nem quantidade de Congregações e/ou do número de evangélicos numa cidade, que indica estar sob o espírito de conquista e autoridade do Reino, mas o estabelecimento de uma congregação ou congregações que correspondam ao Corpo de Cristo e sejam expressões autênticas dele e manifestadoras do Reino de Deus.

Características dessas Congregações:

1ª) São congregações do verdadeiro Corpo de Cristo e conscientemente APOSTÓLICO-PROFÉTICAS. Tais congregações são expressões do apostólico, profético e da autoridade do Senhor Jesus Cristo na cidade.

     Neste caso, não importa o número de membros que tenham, lá estará fincada uma bandeira do Reino de Cristo como sinal de que aquele território foi conquistado espiritualmente do reino invasor- o diabo (Apocalipse 12:9 e 11).

     Uma cidade pode ter um elevado percentual de evangélicos e um grande número de “igrejas” e isso não significar nada no sentido de “conquista”. Se tais congregações e crentes são apenas evangélicos, no sentido religioso e/ou cultural, não faz nenhuma diferença no reino espiritual para essa região. Jesus declara categoricamente:

     “... Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas”. Mateus 6:2,3

     Há algum tempo, o Espírito Santo vem testificando no nosso entendimento: o que mais alimenta o império das trevas e dá mais autoridade ao diabo e seus demônios numa cidade ou região, não são as práticas de idolatria-feitiçaria com todos os seus rituais e oferendas; não é o satanismo organizado e/ou suas formas filosófico-religiosas; nem os sacrifícios de sangue decorrentes de homicídios ou rituais satanistas, tão pouco as mais variadas e degradantes formas de perversão sexual, MAS OS PECADOS DOS CRENTES, AS TREVAS NOS CRENTES, AS OBRAS DA CARNE NOS CRENTES E NAS CONGREGAÇÕES.

     Repetindo: O que mais alimenta o poder do império das trevas e as obras do diabo numa cidade são os pecados dos crentes, as obras da carne, das trevas neles e nas congregações.

     Se estes, que são os únicos comissionados (nem mesmo os anjos o forma) e revestidos da autoridade de Cristo para desfazer as obras do diabo e expulsar, empurrar o seu império daquele território (veja I João 3:8; com João 20:21; Apocalipse 12:11, de 9 a 11; Lucas 10:17-19; Mateus 16:18,19; Marcos 16:15-20), corrompem-se e se associam aos demônios através das obras da carne, não haverá esperanças para essa região. Pelo menos, enquanto isso persistir. A cidade inteira poderá tornar-se evangélica, mas quem governará ali será o império das trevas – “Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas”.

     Tal realidade é da mesma natureza, porém com gravidade incomparavelmente maior, do que a de juízes, delegados e outras autoridades que se corrompem e tornam-se bandidas fazendo uso das suas credenciais. Revisando:

a) Uma cidade pode ser considerada conquistada quando uma congregação apostólico-profética do Corpo de Cristo for estabelecida nela. O que credencia essa Congregação e manifesta a sua autenticidade no reino espiritual para desfazer as obras do diabo na cidade e empurrar o seu reino, não é o número de membros que possa ter, mas a IDENTIDADE APOSTÓLICO-PROFÉTICA de Jesus nela e o caráter de Cristo nos seus membros.

     Jesus declara e revela que, quando Sua igreja reunir-se em Seu Nome (crentes verdadeiros, portanto) sendo dois ou três, Ele estará no meio deles, e TUDO o que ligarem na terra será ligado no céu, e TUDO o que desligarem na Terra será desligado no céu (confira Mateus 18:17-20 e 16:18,19).

b) Uma cidade inteira pode tornar-se evangélica, mas se estes “evangélicos” não tiverem o caráter de Cristo, o real estado desta cidade é pior que anteriormente, e é o melhor território para o diabo ironizar e zombar do Nome de Jesus.

2ª) São Congregações “CASAS ESPIRITUAIS e SACERDÓCIO SANTO”, tal como está em I Pedro 2:3-5.

     “... vós também, como pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios, aceitáveis (agradáveis) a Deus por Jesus Cristo” – I Pedro 2:5.

     Aqui está a principal evidência de uma verdadeira congregação apostólico-profética: A oferta de sacrifícios espirituais aceitáveis (agradáveis) a Deus – a saber – pelos seus membros individualmente e em seus ajuntamentos como Congregação do Corpo de Cristo. Esta é a razão por que o Senhor nos fez um SACERDÓCIO SANTO para Ele, uma “casa espiritual” para Ele habitar: Oferecermos sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.

     Como “pedras vivas” à semelhança de Jesus (I Pedro 2:4), somos edificados CASA ESPIRITUAL, para sermos SACERDÓCIO SANTO, a fim de oferecermos sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.

     Este é o propósito primeiro e último da obra do Espírito Santo convencendo-nos do pecado para nos gerar de novo no Sangue de Cristo: “fazer-nos um sacerdócio santo”, uma “casa espiritual” para Deus habitar – abra Apocalipse 21:3. Trata-se do nosso relacionamento pessoal com Deus e da natureza da nossa adoração, do nosso culto, das nossas ofertas agradáveis oferecidas a Ele e recebidas por Ele como cheiro suave. É algo que difere muitíssimo do estado geral da igreja hoje, quando nas reuniões e/ou cultos há muito louvor, celebração, ações de graças, mas não existe adoração. Aliás, muito pouca gente na igreja hoje sabe o que é adorar e o que é adoração de fato.

     Este “sacerdócio santo” é constituído exclusivamente para A ADORAÇÃO EM ESPÍRITO E EM VERDADE. Somente os “verdadeiros adoradores” o compõe, e a estes o Pai procura (verificar João 4:20-24). Este é o propósito final da vinda de Jesus e Sua oferta na cruz pelo mundo; que, embora rejeitado pelos homens, é a pedra viva, eleita e preciosa para buscar e salvar o que se havia perdido, tendo em vista ajuntar ADORADORES PARA O PAI – adoradores que o Pai procura a fim de adora-Lo em espírito e em verdade. Esta é a razão última da vinda de Jesus Cristo ao mundo; ajuntar os adoradores os quais o Pai procura.

     A totalidade da obra do Espírito Santo e de Jesus converge nessa direção (veja Efésios 1:3-14). O Espírito Santo e Jesus encontram os adoradores, salvam-nos, libertam-nos, curam-nos, ungem-nos e restauram neles a imagem de Jesus Cristo – o Filho de Deus – e, então, constituem-nos em SACERDÓCIO SANTO para oferecerem sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por Jesus Cristo. Se uma pessoa declara-se salva e isso ainda não ocorreu com ela, algo está errado em sua história.

     Os que estão sendo edificados como esta “casa espiritual” são os que “conhecem o AMOR DE CRISTO que excede todo conhecimento”. Estes estão cada vez mais arraigados e alicerçados no amor de Deus e crescendo na compreensão/comunhão da largura, cumprimento, altura e profundidade do AMOR DE CRISTO (Efésios 3:17-20). Por isso, conscientes e deliberadamente apaixonados por Jesus, eles adoram, adoram, adoram... a Jesus. O amor e a identidade de Jesus vão penetrando na totalidade do ser deles. Os “sacrifícios espirituais” que são agradáveis a Deus, o são EM Cristo: o AMOR, a paixão deles por Jesus e a honra que eles dão a Jesus com as suas vidas, junto ao culto – a adoração em espírito e em verdade que eles dedicam a Jesus Cristo. É somente se amarmos, conhecermos e adorarmos a Jesus Cristo que OFERECEREMOS OS SACRIFÍCIOS ESPIRITUAIS AGRADÁVEIS A DEUS sendo, então, este “sacerdócio santo”.

     Aí está. É somente o território onde esteja plantada uma Congregação de “SACERDÓCIO SANTO” que poderá ser considerada conquistado do império das trevas, porque ali O ALTAR DE DEUS É ESTABELECIDO, e a adoração em espírito e em verdade dessas congregações ao Rei dos reis, Senhor dos senhores, ao Leão de Judá, à Estrela da manhã, ao Alfa e Ômega vai expulsando o domínio de satanás daquele espaço.

     Contudo, não se trata de cultos-religião. A distinção entre a adoração do “sacerdócio santo” e os cultos-religião é que estes por mais que belos sejam (e como geralmente são belos aos olhos humanos!) giram em torno das pessoas, são agradáveis às pessoas, enchem-nas de prazer e emoção. Não importa quão bela seja a música, o instrumental, a vibração do auditório, o entusiasmo. Ou, quanto cânticos/hinos são cantados, se batem palmas, aplaudem, se levantam as mãos, se gritam aleluia (s) e améns; ou, ainda, se há silêncio absoluto com instrumentos que tocam suavemente... – a única coisa que conta é se são sacrifícios espirituais ACEITÁVEIS A DEUS, por meio de Jesus Cristo. Se isso não ocorrer, tudo que fizemos é em vão. Podemos até ser “edificados” em torno de nós mesmo e edificar “grandes ministérios de louvor/adoração”, mas para Deus tudo é em vão.

     É como o metal que soa e “o sino que ressoa ou como um prato que retine”. De nada valerá. Abra I Coríntios 13:1-3.

     Uma das principais marcas de uma congregação apostólico-profética é que esta é uma “Congregação sacerdócio santo”. Porque todo adorador em espírito e em verdade é um profeta; e todo verdadeiro profeta é um adorador em espírito e em verdade. Esta é a primeira e principal função de um profeta. Profeta que não seja adorador em espírito e em verdade é um impostor.

     O crente e a congregação que, em qualquer etapa da sua vida, perder a devida identidade profética que é característica da igreja-Corpo (veja Atos 2:16-18; I Coríntios 14:1; 24-29; I Tessalonissenses 5:19,20), não servirá para mais nada no reino espiritual, não importa seu número ou dinâmica. Recorde o que Jesus revela sobre as igrejas de Sardes (Apocalipse 3:1) e Laodicéia (Apocalipse 3:15-17 e 20).

3ª) São congregações REINO DE SACERDOTES. Em Apocalipse 5, quando aquela Assembléia angelical estava louvando-adorando ao Cordeiro, aprouve a Deus revelar-nos esta parte daquela oferta-adoração. Ele nos diz que Jesus COMPROU com seu SANGUE gente de toda a tribo, língua, povo e nação e A CONSTITUIU REINO E SACERDOTES para reinarem sobre a terra.

     É como está na Palavra de Deus: Estes que Jesus comprou com seu sangue são constituídos REINO e SACERDOTES para reinarem com Ele sobre a terra.

     Todos os crentes sabem que estes são o Corpo de Cristo, a Sua Igreja, a Noiva do Cordeiro. Independentemente da maneira como qualquer “discípulo” de Jesus estiver lendo o Apocalipse, há abundante testemunho no Novo Testamento da atuação da igreja, no primeiro século, e do que deveria ter sido a nação de Israel, de que este REINO DE SACERDOTES incluiria a manifestação e atuação da autoridade de Cristo e do Seu reino operando na terra, manifestando a Sua autoridade e influenciando cidades e nações através da Sua Igreja. Esta é uma das “todas as coisas” que está sendo restaurada na Igreja, neste tempo, como última etapa da preparação para a volta de Jesus, incluída em Atos 3:18-26, e o seu devido entendimento vai crescendo à medida que a nossa identidade apostólico-profética for sendo restaurada.

     “O sacerdócio santo” revelado em I Pedro 2:5 é diferente deste “reino de sacerdotes” em natureza a ação. Naquele, ocupamo-nos exclusivamente em “oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”; neste, ocupamo-nos, a partir daquele, em manifestar, exercer a autoridade do Reino de Cristo aqui e agora, não apenas sobre o império das trevas, desfazendo as obras do diabo (cp. I João3:8; Lucas 10:1-19), com toda a sorte de idolatrias e feitiçarias que lhes são próprias, mas influenciando o curso, a história e a realidade de cada cidade e nação com o CARÁTER DO REINO DE CRISTO – como sal da terra e luz do mundo (Mateus 5:13,14).

     Ao perder a sua identidade apostólico-profética, a igreja perdeu também a identidade de REINO DE SACERDOTES reinando com Cristo sobre a terra. Mas a partir destes dias, os quais estamos vivendo e nos anos que se seguem, o verdadeiro Corpo de Cristo, em cada cidade, através de congregações locais – à medida que os seus líderes (pastores) forem crucificando o “espírito de religião” que se infiltrou tão intensamente na igreja nas últimas décadas, começarem abrir-se para o que o Espírito Santo está restaurando, forem renegado o “espírito de medo” que o maligno tem semeado insistentemente sobre a liderança da igreja neste tempo, e passarem a olhar primeiramente para Jesus, somente para Ele (Hebreus 12:1-4), permitindo ao Espírito Santo restaurar neles e em suas congregações a identidade apostólico-profética de Jesus, a igreja-Corpo de Cristo – recomeçará a assumir todo o seu chamado para ser agente executivo-humano de Jesus Cristo na transformação das nossas cidades e no governo delas.

     Contudo, isso implicará um nível de guerra e de batalha espirituais sem precedentes na história da humanidade, pois enfrentaremos o império satânico, cara a cara, o tempo todo (ver Apocalipse 12), junto a um número muito grande de falsos pastores, falsos profetas e falsos apóstolos. Todavia, os verdadeiros e fiéis serão manifestos tal como MOISÉS no Egito e Daniel na Babilônia, e o Corpo de Cristo na cidade fará as obras que Jesus fez, e as fará maiores, conforme a Sua Palavra em João 14:12.

     Escrito por Pr. Silas Quirino de Carvalho, para uso exclusivamente interno da Igreja Evangélica Comunidade Encontros Com Jesus.

     No Amor em Cristo, Pr. Dalton Ramos

 

Versículo do Dia

Ex 21:22

"Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes. "



by Estudo Bíblico

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