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132 - A GRANDE APOSTASIA - PARTE III

Tiago 2:14-20

O melhor discipulado do mundo não pode ajudar uma pessoa não convertida a se tornar mais santa.

A Bíblia claramente afirma que um comportamento temente segue a verdadeira conversão.

     O caminho largo é o caminho do mundo, fácil, atraente, inclusivo, permissivo e orientado por conta. Há poucas regras, poucas restrições e exigências. Tudo o que você precisa fazer é professar Jesus, ou pelo menos ser religioso, e será prontamente aceito em um grupo grande e diversificado. O pecado é tolerado, a verdade é moderada e a humildade é ignorada. A Palavra de Deus é louvada, mas não estudada, e Seus padrões admirados, mas seguidos. Esse caminho não requer qualquer maturidade espiritual, nenhum caráter moral, nada de compromisso e nenhum sacrifício. É o caminho fácil de descer ladeira abaixo...

     Por isso, ser exposto à verdade espiritual somente aumenta a responsabilidade de vivê-la de forma real e verdadeira. Somente as obras que fizemos no Espírito se provarão efetivas e eternas. Podemos ver que a forma como vivemos nossa vida terá um efeito direto sobre o que receberemos no céu. Nem todos os crentes querem uma vida de renúncia e sacrifício e você?

     A verdade é que, quando a busca pelo prazer se torna a ênfase na vida de uma pessoa, o seu amor por Deus começa a morrer. O desejo pelos prazeres mundanos anula sua capacidade de estar em um relacionamento verdadeiro de amor com Deus, por isso cuidado com estes passatempos mundanos.

     Quanto mais carnal for um determinado passatempo, maiores serão os seus efeitos em sua vida espiritual, assim como é verdade o fato de que as "raposinhas" (Cantares de 2:15) podem causar grande ruína à vida de um cristão.

     O que muitas igrejas estão oferecendo é uma nova religião que garante que não há inferno e não exige qualquer santidade. Trata-se de um cristianismo manco e fraco que não confronta o pecado por medo de julgamento. Não passa de um evangelho impotente que diz às pessoas que tudo está bem. Estamos mais preocupados com a aceitação dos homens do que em agradar a Deus". 

     Em vez de a Igreja protestar contra o mundo, o mundo tem rastejado para dentro da Igreja, corrompendo-a. A Igreja rebaixa gravemente sua posição quando tolera o pecado nos seus [membros] e retém com isso aqueles que, apesar de nominalmente declararem a fé cristã, não possuem qualquer vida com Deus".

UMA CULTURA QUE CORROMPE

     "Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar". (II Pedro 2:14a)

     "Devido ao aumento da maldade, o amor de quase todos se esfriará". (Mateus 24:12)

     Os profetas bíblicos todos concordam que os últimos dias serão um tempo de malignidade sem precedentes sobre a terra, e até mesmo na Igreja professa. Em Seu discurso sobre os últimos dias, Jesus comparou esse tempo àquele em que Noé viveu ("...a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a declinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal... toda a humanidade havia corrompido a sua conduta" - Gênesis 6:5,12) e à impregnante imoralidade em Sodoma e Gomora ("Ora, os homens de Sodoma eram extremamente perversos e pecadores contra o SENHOR" - Gênesis 13:13). Paulo disse que os últimos dias seriam um tempo em que "os perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados" (II Timóteo 3:13). Ele chamou isso de "tempos terríveis" (II Timóteo 3:1).

     Mas quando Pedro apontou a condição espiritual do fim dos tempos, ele utilizou dois termos muito interessantes encontrados nas seguintes declarações que foram escritas por ele: "os que seguem os desejos impuros (em grego, miasmos) da carne... Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção (em grego, phthora)..." (II Pedro 2:10,19).

     Para captarmos plenamente a atmosfera moral do fim dos tempos, é importante entendermos esses dois termos gregos. O Thayer's Lexicon define miasmos: "aquele que profana; defeito que contamina aquele que entra em contato com a massa ímpia da humanidade". Podemos apenas imaginar quantos crentes verdadeiros estão sendo espiritualmente poluídos por aqueles em seu meio envolvidos em práticas constantes de iniquidade. O interessante sobre a palavra grega miasmos é que ela foi depois transladada para nossa língua. O dicionário Webster define esse termo antigo como: "vapor venenoso que antigamente vinha a se formar a partir de um animal em decomposição ou organismos vivos vegetais, pântanos, etc. e que infectava o ar...".

     O conceito do velho mundo por trás desse termo era que havia pântanos que emitiam vapores venenosos, nocivos. Se alguém se deparasse com um desses pântanos, a neblina normal que pairava sobre toda a região não apenas o atrapalhava de encontrar o caminho de volta, mas também lentamente o intoxicaria.

     Que quadro apropriado para a atmosfera espiritual na qual você e eu vivemos todos os dias. Continuamente respiramos essa poluição espiritual e nos tornamos mais contaminados com ela do que podemos imaginar. Como podemos estar rodeados por uma Sodoma e Gomora e sequer não termos noção disse? É porque fomos terrivelmente corrompidos por ela. A igreja está engolfada em um grande miasma e não consegue sair disso. A maioria dos cristãos não está nem perto do que acha estar em seu relacionamento com Deus.

O OBJETIVO DA CORRUPÇÃO NAS PESSOAS

     O outro termo grego que Pedro utilizou também é bastante interessante. O Thayer's Lexicon define phthora: "1) corrupção, destruição, maldição; 1a) o que é objeto de corrupção, o que é perecível; 1b) em um aspecto cristão, a condenação eterna no inferno; 2) no NT, em um senso ético, corrupção, ou seja, decadência moral". Considere como a forma verbal e nominal dessas palavras são utilizadas em outros trechos.

     Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição (phthora)... (Gálatas 6:8)

     Para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção (phthora) que há no mundo. (II Pedro 1:4)

     Se alguém destruir (phtheiro) o santuário de Deus, Deus o destruirá (phtheiro)... (I Coríntios 3:17)

     Não se deixem enganar: "As más companhias corrompem (phtheiro) os bons costumes" (I Coríntios 15:33).

     O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida (phtheiro) e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo.(II Coríntios 11:3).

     Ele condenou a grande prostituta que corrompia (phtheiro) a terra com a sua prostituição... (Apocalipse 19:2).

     Essa é a corrupção que permeou a humanidade antes do grande dilúvio. Essa é a atmosfera moral que prevalecia em Sodoma e Gomorra e foi isso o que Paulo previu que estaria impregnado na Igreja do fim dos tempos. Se eu pudesse sintetizar todos os versículos acima em uma única declaração sobre os últimos dias, seria algo assim: Em vez de se tornarem participantes da natureza de Deus, muitos cristãos professos continuarão a se entregar aos desejos da carne, corrompendo o seu templo ao se sujeitarem às influências mundanas e através disso enganando-se a cerca de sua devoção a Cristo. Essa é a grande prostituta - A igreja Apóstata. Meu querido, não pense que não tenho qualquer fundamento para essa síntese.

     Simplesmente não há como negar esse fato de que quando os cristãos passam tempo semeando a carne ou se entregando ao pecado, uma profunda corrupção ocorrerá dentro deles e que depois gerará comportamentos corruptos de uma maneira ou de outra.

     Semear e colher é uma lei espiritual dentre várias outras. Por exemplo, Jesus disse: "Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês" (Mateus 7:2). Esse é um princípio espiritual que não pode ser evitado. Salomão apresenta um outro exemplo: "O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda" (Provérbios 16:18). Essas leis do mundo invisível operam da mesma forma como a lei da gravidade opera no mundo físico. Se um homem pula de um prédio alto, será puxado pela lei da gravidade. Ele pode até proclamar uma doutrina que refute isso, mas descobrirá que essa lei é imutável. Da mesma forma, os cristãos podem afirmar que amam a Deus, mas se a realidade de sua vida diária for que eles semeiam a carne, então ceifarão uma colheita de corrupção e destruição.

A NATUREZA DO PECADO CORROMPE

     Um outro sinal certo da decadência na igreja é quando ela perde o senso a respeito da natureza maligna do pecado - algo que certamente acontece em nossos dias. De maneira geral, os cristãos compreendem que a vida interior do homem tem uma doença chamada pecado e inclusive o jargão evangélico incorpora termos como "carne" e "eu", os quais as Escrituras utilizam para enfatizar a condição caída da alma humana. Mas isso tem se tornado tão questionável que até mesmo a natureza maligna do pecado passou a ser apreciada nos dias de hoje.

     Enquanto é verdade que nossa natureza é inerentemente pecaminosa, também é verdade que quanto mais uma pessoa se entrega ao pecado, mais será corrompida por ele. Quando alguém se entrega a alguma prática constante e específica de pecado, uma contaminação espiritual começa a ocorrer ao longo de toda a sua constituição e seu "eu" se torna um tirano ditador. A pergunta dominante e inconsciente que se levanta no coração é: "Quem é o Todo-poderoso, para que o sirvamos? Que vantagem temos em orar a Deus? (Jó 21:15). Decisões tomadas ao longo de qualquer dia passam por esse filtro. Seus dons (intelecto, inteligência, amizade, liderança, memória, etc.) são usados para exaltar o "eu" e as motivações, atitudes, imaginação e valores da pessoa se tornam distorcidos pelo egoísmo.

     Quanto mais ela se entrega ao pecado, mais irá desejá-lo. Seus efeitos contaminadores trabalharam de forma cada vez mais incessante dentro dela, silenciosamente transformando sua alma em algo desfigurado - "torto" com disse certa vez C. S. Lewis. Isso não ocorre da noite para o dia, mas de maneira gradual. Cada pecado ao qual a pessoa se entrega se torna mais um foco de câncer em sua alma.

     Aos poucos, a consciência é cauterizada, perdendo assim sua capacidade de operar como guardiã moral da alma. Na verdade, a pessoa não pode persistir na prática do pecado sem endurecer o coração.

     Com o tempo, suas perspectivas se alteram - de forma imperceptível a princípio - mas uma mudança definitiva começará a ocorrer dentro dela. Antes que tome ciência do que lhe aconteceu, o certo passa a ser visto como errado, a sabedoria como burrice e o bem como mal.

     O perigo de se perder nas emoções que podem acompanhar os momentos de adoração ocorre quando a pessoa não está focada em Deus, mas no que sente. Se for o "eu" e não Deus o centro dessa experiência, então não se trata de uma adoração verdadeira.

     Tentei apresentar minhas sinceras preocupações em relação ao predomínio das emoções que costuma ocorrer na Igreja.

     Obviamente, há um espaço para as mulheres cristãs compartilharem suas emoções umas com as outras; não há nada de errado com sermões enfáticos que encorajem os santos e os cultos de adoração que conduzam os crentes a experimentar uma alegria espiritual podem ser maravilhosos.

     Todas essas coisas são boas se não substituírem um relacionamento submisso com Deus. Os crentes que tentam viver por sentimentos flutuantes estão sendo conduzidos a um desastre. A fé é para ser vivida acima da esfera das emoções. A verdadeira fé em Cristo é firmada através dos altos e baixos da vida.

     É difícil saber o que exatamente passava pela mente de Paulo quando ele escreveu sobre os cristãos dos últimos dias que se contentariam com uma "aparência de piedade".

     Parece evidente para mim que sua mente foi tomada por muitos pensamentos a cerca da Igreja do fim dos tempos, nos quais previu que a maioria dos seus membros se contentaria com uma mera aparência de cristianismo.

     As pessoas que viu em sua mente preferiam transmitir para aqueles a seu redor uma imagem de que caminhavam com o Senhor - mesmo isso não sendo necessariamente verdade. Não importa como sejam suas "aparências de piedade", um denominador comum entre eles era que estariam dispostos a permitir que o Espírito Santo expusesse a realidade do seu coração.

     Viveriam uma expressão externa de vida cristã enquanto, ao mesmo tempo, resistiriam ao poder do Senhor, que deseja fazer uma obra profunda em sua vida.

A verdade é que os cristãos não crescem espiritualmente através de um processo de aprendizagem acadêmica, mas somente amadurecem quando vivem de verdade o que aprendem.

     Uma coisa é um cristão "bebê" engatinhar nos primeiros dois ou três anos de sua nova vida, mas continuar incapaz de andar anos após ter engressado na fé cristã é certamente um sinal de que a pessoa nunca experimentou o novo nascimento. Ela ainda está na porta estreita da decisão onde o prospecto de seguir a Cristo é uma mera especulação. Pode até ter passado pela Porta intelectualmente, mas seu coração ainda permanece do lado de fora. Sua fé não é nada além de uma atividade mental.

     No entanto, estamos nos últimos dias e tudo isso está ocorrendo ao nosso redor, exatamente como previsto. À medida que o fim se aproxima, as pessoas se tornarão mais endurecidas para as coisas de Deus e cada vez mais abertas para as doces vozes dos falsos profetas que lhe diz o que querem ouvir. O atual processo de substituir a Verdade como engano continuará até que os cristãos professos não consigam mais discernir o bem do mal. Certamente, estes são tempos perigosos!

Extraído do livro “A grande apostasia” de Steve Gallagher, para uso exclusivamente interno da Igreja Evangélica Comunidade Encontros Com Jesus

 

Versículo do Dia

Nm 33:53

"E tomareis a terra em possessão, e nela habitareis; porquanto vos tenho dado esta terra, para possuí-la. "



by Estudo Bíblico

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