Bem-vindos à Igreja Evangélica Comunidade Encontros com Jesus

56 - O QUE O AMOR FAZ:

11 - O AMOR SE REGOZIJA COM A VERDADE - I Co. 13:6

     A verdade está na essência do cristianismo, Jesus é a verdade, a Bíblia é a verdade (Jo. 14:6 e 17:17). Esta ação do amor inclui a verdade em todas as suas formas, dimensões e áreas; contudo, de forma específica, esta ação do amor significa que o amor cristão não encontra satisfação nos pecados alheios e na impiedade e imoralidade deste século; pelo contrário, encontra sua plena satisfação na verdade de Deus, onde derivam todas as coisas puras, imaculadas, benignas e salutares. Se entristece com tudo que é mal incluindo a bisbilhotice e todas as atitudes carnais, pecaminosas e das Obras da Carne. Quem é o pai da mentira, da imoralidade, da falsidade? (Jo. 8:44).

12 - O AMOR TUDO SOFRE - I Co. 13:7

     O amor não recua facilmente; ele resiste a todos os embates. A origem da palavra significa “telhado”. Um telhado cobre, protege, suporta a tempestade conservando no bem-estar os que estão no interior da casa. Por isso é que se pode dizer que o amor cobre, protege, sustenta todo sofrimento e assédio.

     “O amor agüenta tudo. Ele permanece a despeito de tudo. Ele sobrevive à tristeza, à decepção, à crueldade, à disposição da verdade à indiferença. Ele continua avançando mesmo em face de todos os inimigos que ameaçam anulá-lo. O amor jamais vacila; nunca cessa. Ele levanta a cabeça e continua na mesma marcha. O amor nunca desiste”. Reveja a sua primeira característica e a última.

13 - O AMOR TUDO CRÊ - I Co. 13:7

     Não que o crente seja um crédulo a ponto de ser enganado por charlatões, mas no sentido que ele crê nas possibilidades da pessoa, esperando o seu melhor e encorajando o que há de melhor nela; vê o potencial e convive com ela à luz dessa visão e não somente da condição ou estado dela no momento.

     O amor tem uma atitude de confiança para com os outros. Ele não cria desconfiança porque não manifesta desconfiança, tem sempre uma atitude positiva. Prefere crer nas boas intenções das pessoas. Ele crê nos outros e desta forma desperta a maturidade da pessoa. O amor não perde a fé, e prefere ser generoso demais do que suspeitoso demais. O amor não interpreta mal nenhuma (ou toda) palavra ou atitude.

14 - O AMOR TUDO ESPERA - I Co. 13:7

     Ele tem esperança porque está arraigado em Deus e porque Jesus, a manifestação do amor de Deus, dá sentido à esperança. Mesmo quando o amor é desapontado, ele continua tendo esperança (Ro. 5:5) e se recusa tomar o fracasso como final. Quem ama sabe esperar pelo tempo certo, e sempre esperará, olhando para o que há de melhor nas pessoas. Mesmo quando as evidências são contrárias o amor continua esperando pelo melhor e encorajando pelo que há de melhor na outra pessoa. Ele não desiste.

15 - O AMOR TUDO SUPORTA - I Co. 13:7

     “O amor espera cheio de esperança e quando desapontado não se abala (Ro. 5:3). Ele sobrevive as circunstâncias desfavoráveis e difíceis (II Ts. 1:4). Possui uma grande paciência. Suporta a negridão da noite confiante no amanhã. Não há limites para o que o amor pode suportar. Ele nunca acaba”.

     O amor tolera abusos alheios, os fracassos dos outros, bem como os seus retrocessos. Tolera as perseguições por amor a Cristo. Jamais culpa a Deus em face da adversidade, mas busca propósito para todas as coisas. Não se desespera e não desanima diante das dificuldades.

16 - O AMOR JAMAIS ACABA - I Co. 13:8

     Ele é eterno. Nunca chegara ao fim, porque está fundamentado em Deus e Deus é amor. É um atributo de Deus concedido ao salvo na pessoa do Espírito Santo (Ro. 5:5 e I Jo. 4:13). O amor durará tanto quanto Deus durar; para sempre, eternamente. O crente é possuído de uma realidade que não finda nem diminui. O amor nunca falha. Se os homens deixam de ser dignos de amor, o amor não deixa de amar o indigno. O amor não desfalece nem falha, mas continua a manifestar-se na semelhança de Cristo. E será no distante amanhã a mesma coisa que é hoje (Ro. 8: 35-39).

     Assim é o amor. Esta é à base do Fruto do Espírito. Só existe o amor Ágape quando todas estas características estiverem presentes. A sabedoria de Deus é tão espetacular, que mesmo parecendo ser tão pesado amar (o amor é sofredor), por incrível que pareça quem mais lucra com o amor é aquele que ama, e sua vida se identifica com a própria vida de Deus (I Jo. 4:7) revelada e vivida humanamente na pessoa de Jesus Cristo.

     Aquele que ama vai sendo transformado dia-a-dia, tornando-se uma pessoa real e realizada; uma pessoa emocionalmente saudável e plenamente útil. Sua vida exterior vai se tornando um retrato de Jesus através do Fruto do Espírito (I Jo. 4:12-13).

     Somente aquele que confessou os seus pecados a Jesus e entregou-lhe a vida, e em decorrência disso foi “gerado de novo” pelo Espírito Santo tem condições de amar com o amor de Deus e o faz através do Espírito Santo.

     Tendo compreendido o que é e o que não é o amor, podemos visualizar a revolução que Ele causa quando se torna realidade. É isso que nossas vidas cheias do Espírito provocarão. E fará com que o mundo fique perplexo ante as evidências da presença de amor em nós (Jo. 14:21-23; 15:9-12).

COMO COLOCAR O AMOR EM PRÁTICA

(conclusão do 1° componente do Fruto do Espírito) Ro. 13:8-10; Tg. 1:19-25; 4:17

     Vimos anteriormente dozes referências bíblicas com ensino direto, sem necessidade de esforço para entender, que mostram dozes situações e diretrizes para o amor ser colocado em prática na vida da Igreja. Cada um de nós precisa separar tempo especial para meditar e memorizar aquelas orientações do Senhor e praticá-las.

     Nesta conclusão dos estudos meditações e exposições acerca do amor e seu funcionamento prático em nossa vida pessoal, recordaremos e colocaremos em ordem aquelas coisas muito práticas, em situações que surgem quase todos os dias, a fim de que “em amor” (Ef. 4:15 e Gl. 5:13b) nos relacionemos e convivamos uns com os outros a fim de que nosso Pai que está nos Céus seja glorificado, diante dos homens, através de nós, entre nós e em nós.

     Vejamos o que fazer e como fazer para colocar o amor em prática:

1 - A manifestação prática e demonstração do amor se dá através das nossas atitudes interiores (do nosso íintimo dentro de nós) para com as pessoas, ou seja: tendo o coração aberto, simpático, afetuoso, de forma espontânea uns pelos outros; isto é amor. Isso no corpo de Cristo deve ser automático. A ausência dessa atitude é ausência do amor dentro de nós. O coração “fechado” é a negação e rejeição de amor, e tem o mesmo peso do ódio (veja I Jo. 5:20 e 3:15), e contamina a pessoa que tem essa atitude e anula o amor de Deus nela. Coração “fechado” para qualquer pessoa é Obra da Carne que está presente em vários dos termos de Gl. 5.

2 - O passo que demonstra o amor de Deus em nós é através do interesse íntimo (ou seja, do nosso interior) em favor dos outros, e esse interesse cria “pernas”, ou seja, toma iniciativas, se movimenta em favor da pessoa, do irmão, etc., nas suas necessidades (observe o que fez o samaritano Lc. 10:25-37). Reveja Fl. 2:1-4; Ro. 12:9-15. Esse interesse íntimo e prático uns pelos outros quando é manifestação de amor cristão nos leva:

     a) A oração à intercessão diante de Deus pela pessoa e/ou sua necessidade específica. Nada une mais as pessoas do que a intercessão honesta e sincera; e ao mesmo tempo tudo que fizermos uns pelos outros sem a oração em torno daquele irmão com respeito a sua necessidade fica sem a benção de Deus e sem os “benditos laço do fraterno amor”. A oração é o sinal de que dependemos de Deus e de que tributamos toda a glória e honra a Ele e não a nós. Veja Ap. 4:10-11.

     b) Através da disponibilidade e iniciativa de servir e ajudar. A iniciativa de sair e procurar os meios para solução das necessidades (dificuldades) uns dos outros Fl. 2:4; Gl. 5:13; Ro 12:11-15.

     c) Através do prazer em oferecer parte do que possuir para participar da solução da dificuldade do irmão. Veja o que Pedro e João fizeram (At. 3:1-7); também os irmãos da Macedônia (II Co. 8:1-5), e o advertência do Senhor em I Jo. 3:16-19; Tg. 2:15-16.

3 - O sinal do amor cristão na vida prática do salvo é a compreensão e o esforço por compreender uns aos outros nas suas reações e atitudes. Isso é muito importante, e é uma significativa demonstração de amor. Cada pessoa é diferente da outra e uma mesma situação produz reações diferentes nas pessoas. O amor compreende e procura se colocar no lugar da pessoa antes de rejeitá-la em seu coração e de criticá-la ou condená-la em sua mente. Veja Mt. 7:1-2 e 12; Ro. 15:1-7; Ef. 4:1-3; Cl 3:13-14.

4 - Outra demonstração do amor prático entre pessoas que se amam é a lembrança e iniciativa de encaminhar coisas que trazem benefícios uns aos outros. Por exemplo: compartilhar acerca de coisas que irão beneficiar o irmão, que trarão economia, etc. Fl. 2:4.

5 - Também, é através da demonstração prática de amor na alegria sincera com o sucesso e conquistas uns dos outros - Ro 12:15. Já notou que os crentes que se amam participam com alegria dos cultos de ação de graças uns dos outros?

6 - Uma sexta forma de amar e demonstrar amor cristão é através da valorização do irmão. Não apenas reconhecer o valor da pessoa, mas valorizá-la na prática e honestamente. Que importante evidência de amor é essa atitude! A Bíblia fala disso em vários lugares. Veja Ro. 12:10; Fl 2:3-4; Mt 7:12.

7 - Outra importante manifestação de amor se dá através da exortação, da admoestação e da repreensão quando a pessoa estiver se desviando da Palavra de Deus, quer na vida pessoal, quer na vida do corpo da Igreja, quer na vida afetiva, profissional, etc. Quem ama faz o que pode para a pessoa ter uma vida normal com Deus e com a sua Igreja.

8 - Ainda, outra significativa e inevitável demonstração prática do amor é o perdão. “Aquele que ama, depressa perdoa” (I Pe. 4:8). O amor não guarda ressentimentos; e a pessoa que guarda ressentimento destrói-se (a si mesma). O crente que guarda ressentimentos perderá, inevitavelmente, a alegria e a paz espiritual (Fruto do Espírito). A atitude de não perdoar é tão grave que Deus nos declara que o crente que não perdoa o próximo tem o perdão dos seus pecados retidos. (Mt. 6:12-15). Inclusive as suas orações ficam anuladas Mc. 11:24-25; Ef. 4:32; Cl. 3:13-14.

9 - Se possível, acrescente outras em seu estudo pessoal e compartilhe com o Grupo Familiar.

OBSERVAÇÕES: 

     1 - A Bíblia nos mostra que a ausência de amor é sinal de que a pessoa ainda não é salva I Jo. 4:7-8 e 3:14.

     2 - Nenhum mandamento é tão repetido no Novo Testamento quanto o mandamento de amar. Isso é tão marcante que a Palavra de Deus nos informa que é neste mandamento que toda Lei se cumpre (Ro. 13:8-10). O texto bíblico especifica a quem temos de amar a Deus, anos mesmo, ao próximo, ao inimigo, a família (cônjuges), a Igreja, aos não amáveis e aos irmãos em Cristo e do Corpo, especificamente aos da mesma congregação local. Este é mais repetido, são mais de 15 vezes. Ao ler o Novo Testamento, procure localizar as vezes que o Senhor repete essa ordem.

     3 - Renove sempre os seus estudos de I João. Naquela pequena carta o Senhor trata de forma especifica, ampla e muito clara do assunto em todos os capítulos 2:7-10; 3:10-23; 4:7 e 5:2.

     4 - Creio que em I Co. 13 o Senhor nos instruiu acerca de como colocar o amor em prática. Além dos oitos passos desta conclusão, trabalhe sempre com aquela exposição de I Co. 13.

LUTE E SEJA SEMPRE UM REFLEXO VIVO DE JESUS

  

Versículo do Dia

Is 9:2

"O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. "



by Estudo Bíblico

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