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55 - COMPREENDENDO OS TERMOS DESCRITIVOS DO AMOR

     Entender o significado prático das 16 expressões empregadas no texto para descrever o amor, é fundamental para a nossa compreensão, avaliação pessoal e investimento neste sublime componente do Fruto do Espírito e que é um componente da própria natureza de Deus, é um atributo de Deus, expressão da natureza e do ser de Deus (I Jo. 4:7, 16). “Todos os 16 termos no texto original grego são verbos indicando que o amor é uma força dinâmica e não algo neutro ou estático”.

     Conhecendo estas manifestações de amor através do que ele é e do que não é; do que ele faz e do que ele não faz, temos condições de identificar em nós mesmos se amamos ou não. Esta é uma avaliação, pessoal, para nós mesmos, para cada um de nós pessoal e particularmente, e não para julgarmos ou avaliarmos os outros. Se tomarmos esse caminho estaremos agindo para nossa própria condenação, posto que o julgamento dos outros prova o quanto somos conscientes do padrão de Deus para nós mesmos.

O QUE O AMOR É:

1 - O AMOR É SOFREDOR - I Co. 13:4.

     Outras versões traduzem “o amor é paciente” ou “o amor é longânimo”; isto porque a palavra grega no texto original é o verbo MAKROTHUMEIN, cujo substantivo é a palavra MAKROTHUMIA, ou seja, o quarto componente do Fruto do Espírito (lá veremos mais acerca deste assunto).

     As versões que traduzem como sofredor fazem-no porque longanimidade significa primeiramente “um coração longânimo”, ou seja paciência contínua para suportar injúrias e ofensas. É a capacidade de suportar a ingratidão, o desprezo, a rejeição; de tolerar o sofrimento sem nunca se render às pressões e as causas de sofrimento; atitude pura de quem recebe injúria, ofensa, ingratidão e desprezo sem jamais agasalhar no coração o menor desejo de retalhação, de revidar ou de vingança. O amor não aceita ou não recebe a ofensa como ofensa. Ele é sofredor - sofre a ofensa, mas não a aceita como ofensa, antes tem compaixão do ofensor e o ama em vez de ofender-se, de ressentir-se e de revidar.

     Portanto é assim que o amor começa - com esta capacidade de sofre; de sofrer injustamente e sofrer muito e por muito tempo. Sofrer sem mostrar ressentimento, e pacientemente oferecendo o que há de melhor ao ofensor. “Açoitado, espancado, levantado na cruz, amor ainda ora, “Pai, perdoa-lhes”. “Ele foi crucificado e sepultado, ressuscitado para oferecer perdão, cura e conforto”. Esse tipo de sofrimento para aquele que ama, não é sofrimento, é amor, é algo que enriquece a sua própria vida Deus é amor, portanto, sofredor, paciente e longânimo (Ex. 34:6; Ro. 2:4). Sendo esta a primeira qualidade e expressão do amor, fica evidente porque é impossível amar se não estivermos revestidos ou cheios do Espírito Santo. Eis porque o amor ou a longanimidade não é fraqueza, mas, força e poder. Poder inigualável. O amor nunca é derrotado. Longanimidade é o atributo de Deus que não permite que ele perca a paciência conosco, e que passa à fazer parte de cada pessoa a quem ele tira do poder das trevas e transporta para o reino do seu filho amado (Cl. 1:13).

2 - O AMOR É BENIGNO I Co. 13:4

     Esta característica da expressão do amor é também um dos componentes do Fruto do Espírito. Isto significa que amar não é apenas ser paciente diante das ofensas, refrear para não deixar-se ofender com o agravo que recebe, com o maltrato, com a ofensa que o agride, etc. Além de sofredor ou longânimo, o amor é também e ao mesmo tempo benigno, que é a capacidade de reagir com bondade aos que o maltratam e se relacionar com todas as pessoas de forma positiva; com atitudes e atos de bondade, até mesmo com aqueles que nos tratam de tal forma que, para amá-los que ser longânimos; é a atitude que nos deixa em prontidão e buscando oportunidades para servir as pessoas, sejam elas quais forem (Mt. 5:45), principalmente aos que nos ofendem e nos causam males.

     A ação que esta palavra denota é tão rica que para visualizarmos a sua dimensão basta verificar como é a sua forma em Gálatas 5:22 é traduzida nas diversas versões da Bíblia: ternura, gentileza, amabilidade. Uma versão a traduz em I Co. 6:6 por doçura. Um especialista em grego disse que é “gentileza simpática ou doçura de gênio que deixa os outros à vontade e recua diante da idéia de provocar dor”.

     Que o amor é benigno, significa que o amor é bondoso, abundante, cortes, terno, manso, prestativo, serviçal... que procura ser útil e não somente aproveitar oportunidades em fazer o bem, mas ao mesmo tempo as busca. Esta é uma das características de Deus mencionada dezenas de vezes em Sua Palavra. Benignidade é um atributo de Deus que passa a fazer parte dos seus filhos quando estes são adotados e recebidos por Ele (Gl. 4:4-7).

O QUE O AMOR NÃO É

3 - O AMOR NÃO TEM INVEJA - I Co. 13:4

     A inveja está na lista das Obras da Carne de Gl. 5. Tem o sentido de ciúme contra o que os outros são ou têm; por isso, a versão da Sociedade Bíblica traduziu: “o amor não arde em ciúmes”. É impossível existir amor na mente onde há inveja. A inveja mata e anula todas as tendências do amor e traz após si uma série de outros pecados, tais como: a ira, ciúme, impaciência, má disposição para com a pessoa, etc. Ela está presente quando um pessoa não se alegra com o sucesso, com a prosperidade, com os talentos, com tudo que destaca a outra pessoa. Inveja é não sentir bem quando a outra pessoa se encontra em igual ou melhor situação. É agressão ou competição.

     “A inveja é um dos pecados mais mortais. Nada pode amargurar tanto o espírito humano e envenenar as relações pessoais do que a atitude de inveja ou de ciúme... essa foi a causa direta do primeiro crime da história humana” (Gn. 4:1-8; I Jo. 3:12).

     “O amor não se deixa entristecer porque a outra pessoa possui maior porção de bênçãos terrenas, intelectuais ou espirituais. Aqueles que possuem esse amor puro se regozijam tanto com a felicidade, com a hora e com o conforto alheios como se tudo isso fosse experimentado por eles mesmos. Estão sempre prontos a permitir que os outros sejam preferidos acima deles”.

     Ao invés de invejar, o amor se alegra com o sucesso, com a fama, com o progresso dos outros e se entristece com o prejuízo e o fracasso dos outros (veja Ro. 12:10-15; Fl. 2:1-4; Ro. 12:3).

     A inveja faz parte da natureza dos demônios (Is. 14:12-14), agasalhá-la dentro de nós e atrair os demônios para nos oprimir e nos incitar. O amor neutraliza a inveja e o poder de ação de satanás.

O QUE O AMOR NÃO FAZ:

4 - O AMOR NÃO SE VANGLORIA - I Co. 13: 4

     Outras traduções dizem: o amor não se ufana; não ostenta; não é presunçoso ou orgulhoso. O significado é que aquele que ama não se exalta, não se engrandece diante do que faz ou do que pensa ser. Não se auto-promove; não se exibe; não busca se afirmar às custas dos outros. Não se acha superior aos outros. O amor, não se ostenta, não se ufana orgulhosamente nem daquilo que possui, nem do que lhe é natural; tanto nas coisas temporais como nas atividades eclesiásticas. A vangloria é uma atitude tão mesquinha que esta versão antiga traduziu: “o amor não se trata com leviandade”, porque a conversa da pessoa que se vangloria é sem nexo e o seu procedimento é frívolo e até insolente.

5 - O AMOR NÃO SE ENSOBERBECE - I Co. 13:4

     Não se incha com o orgulho. Não se envaidece. Nunca é presunçoso nem orgulhoso. Não se mostra altivo. Este termo se relaciona com o anterior. O amor não permite que o seu possuidor se encha de orgulho. Conferir I Co. 4:6, 18-19; 5:2; 8:1; Cl. 2:18; Pv. 16:18.

     O orgulhoso estende ambiciosamente os braços para o céu, desconhece limites. O amor se inclina para o coração e nenhuma tarefa humilde é considerada imprópria para ele; ao passo que o orgulhoso rejeita ou se sente mal se tiver que fazer coisas consideradas humildes. O soberbo é dominado pelo complexo de superioridade. É o contrário da humildade. Enquanto a humildade é uma característica de Jesus, a vangloria e a soberba são características de Satanás e dos demônios. Aquele que ama não se vangloria, nem se ensoberbece. É manso e humilde de coração como Jesus.

6 - O AMOR NÃO SE PORTA INCONVENIENTEMENTE - I Co. 13:5

     É um verbo que significa “agir com desonra”, agir de maneira desgraçada, “agir indecentemente” e inclui tudo que pode causar vergonha ao próximo. Não é arrogante, rude ou grosso. “O amor não se comporta sem boas maneiras”, é cheio de tato, nada fazendo capaz de levar alguém a sentir-se envergonhado. O amor nunca se mostra rude, vil e brutal. Nenhum homem malcriado, rude e sem boas maneiras pode ser um cristão. Ao ser assim, ele mostra que não é um cristão, que não é nova criatura. Este não se expressa por meios de palavras inconvenientes ou praticando ações indecentes (veja Ef. 5:1-6). Aquele que é guiado pelo amor terá cuidado de não mostrar-se imundo e corrupto naquilo que sai da sua boca. (Ef. 4:29).

7 - O AMOR NÃO BUSCA SEUS PRÓPRIOS INTERESSES - I Co. 13:5

     O espírito de levar vantagem, de auto-satisfação é uma grande contradição do amor cristão. O amor se concentra no interesse do próximo e não no seu próprio. Isso é egoísmo, e o egoísmo é a essência do pecado e do caráter de Satanás. É uma negação do amor. O amor insiste no bem-estar dos outros e não na afirmação de interesses próprios. Aquele que ama pergunta e procura saber o que (e como) posso fazer por você e não o que pode fazer por mim. Na busca egoísta da vantagem própria, da honra pessoal e da influência, como a grande coisa a ser obtida encontramos o oposto da natureza do amor. Confira I Co. 10:24 e 33; Fl. 2:4.

8 - O AMOR NÃO SE IRRITA - I Co. 13:5

     O amor não se irrita, ou seja, não se deixa provocar, não se exaspera. Não irrita os outros, nem os provoca. Não cria situações, nem age para provocar a ira dos outros. Por trás da irritabilidade está o egoísmo. Não faz parte do amor ser violento ou explosivo, antes é calmo e paciente. A irritabilidade é Obra da Carne e as pessoas irritáveis o são porque desenvolveram tal vício para prejuízo próprio e sofrimento dos que com ela convivem ou entram em contato “sua manifestação no lar e na Igreja tem sido a razão de muitas miséria”. Confira I Pe. 2:23. A irritação é uma negação do amor, e, é próprio das criancinhas (nepio) mal-educadas, cheias de vontade e sem correção.em vez de ira e irritação, o amor transmite paz, serenidade, equilíbrio... mesmo e basicamente em situações quentes e densas. O amor não é irritadiço.

9 - O AMOR NÃO SUSPEITA MAL - I Co. 13:5

     Esta declaração tem os seguintes sentidos e expressões:

a) não guarda ressentimentos, ou rancor, não fica magoado, não é melindroso;

b) não atribui intenções más às atitudes das pessoas;

c) não encontra mal onde o mal não existe - veja: Tt. 1:15;

d) não suspeita ou não imagina o mal em face de pequenas indicações, como os intrigantes que por qualquer coisa que imaginam, interpretam ou deduzem, se armam, se ofendem, e estão prontos a reagir. Isso mostra a pureza de mente do amor. Ele é sem malícia, esperando sempre o melhor da pessoa e não o pior, e, certamente não imaginado o mal em alguém quando o mesmo realmente não existe. Confira Tt. 1:15 e I Pe. 2:1;

e) o amor não nega, não faz vista grossa para com o mal; mas não se relaciona com desconfiança, com, suspeita.

10 - O AMOR NÃO SE ALEGRA COM A INJUSTIÇA OU INIQÜIDADE - I Co. 13:6

     Quem ama jamais se regozija, quando os outros cometem maldade; também não se alegra com a queda alheia; não se alegra com a fraqueza e fracassos dos outros resultados do pecado e não se exalta se comparando em sua suposta retidão, como aconteceu ao irmão do “Filho Pródigo” (Lc. 15: 25-39). O amor não se regozija com o ciúme, a inveja e tudo que é errado. Há crentes que não fazem uma série de coisas moralmente erradas, mas aprovam-nas em outras pessoas e assim sentem prazer nelas através daqueles que as fazem. Há aqueles que lêem livros, revistas, ouvem músicas, vêem filmes ou produções teatrais que exploram emoções inferiores. Há crentes bisbilhoteiros que gostam de fazer intrigas entre as pessoas. Há aqueles que, a pretexto de estarem horrorizados, gostam de contar a passar a frente o fracasso ou o pecado ou a desgraça do irmão ou do próximo, tais pessoas são curiosas pelo mal e se tornam culpadas de se regozijarem com a injustiça. O amor não faz isso.

  

Versículo do Dia

Dn 8:24

"E se fortalecerá o seu poder, mas não pela sua própria força; e destruirá maravilhosamente, e prosperará, e fará o que lhe aprouver; e destruirá os poderosos e o povo santo. "



by Estudo Bíblico

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