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54 - GRAVE ESTAS CARACTERÍSTICAS DO AMOR CRISTÃO

 

1 - O amor cristão é sincero (II Co. 6:6; 8:8; I Pe.1:22; Ro.12: 9).

     Não tem segundas intenções;não é interesseiro. Não é uma gentileza superficial e que como máscara, procura cobrir a amargura interior. É o amor que ama com os olhos e corações abertos. Mas o hipócrita que tenta camuflar não permanecerá se o seu “amor” for testado.

2 - O amor cristão é puro (Ro. 13:10).

     Ele nunca prejudica a qualquer pessoa. O falso amor pode ferir de duas maneiras:

a) pode levar ao pecado. Alguém escreveu a outrem: “sua amizade me causou prejuízo”.

b) ou pode ser super-possessivo, super-protetor. O amor materno, por exemplo, pode tornar-se sufocante, e por isso fazer mal.

3 - O amor cristão é generoso (II Co. 8:24).

     O amor Cristão é um amor que dá, porque é uma cópia do amor de Jesus (Jo. 13:34; Ef. 5:12; I Jo. 3:16), e tem seu motivo principal no amor de Deus (I Jo. 4:11). O amor terreno é carnal, ele exige e cobra. Quem cobra amor nunca soube o que é amar. Quem cobra que os outros o amem, geralmente está falando de si mesmo, usa deste recurso para se proteger e ser visto como alguém preocupado com isso.

4 - O amor cristão é prático (Hb. 6:10; I Jo. 3:18).

     Não é meramente um sentimento bondoso, não se limita aos melhores votos piedosos, é amor que resulta em ação.

5 - O amor cristão traz o aperfeiçoamento da vida cristã (Ro. 13:10; Cl. 3:14; I Tm. 1:5; 6:11 e I Jo. 4:12).

     Não há nada mais sublime neste mundo do que amar. A grande tarefa de qualquer Igreja não é primeiramente aperfeiçoar suas construções ou sua liturgia, música ou parâmetros. A sua grande tarefa é aperfeiçoar o amor (ou aperfeiçoar-se no amor). Sem o amor na experiência de SER, do crente, ele perde a sua identidade com Jesus e por causa dele a Igreja também perde a identidade com o Pai e com Jesus. Veja Ef. 4:32; 5:1-2; Jo. 13:34-35 e17:20-23.

O AMOR - DÍVIDA QUE NÃO TERMINA Rm. 13:8 -10

     Este estudo é para enriquecer a vida do irmão e ampliar a sua compreensão deste magnífico assunto - o amor, componente básico e inicial do Fruto do Espírito. A ordem e o ensino do Senhor são claros: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros: pois quem ama ao próximo, tem cumprido a lei. O amor não prática o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da Lei é o amor”. Ro. 13:8 e10.

     Os impostos são pagos integralmente, mas há um débito jamais pago totalmente. É a dívida do amor a todas as pessoas. A crentes e não crentes. Orígenes, que escreveu no terceiro século, disse: A dívida do amor permanece conosco permanentemente e nunca nos deixa: é uma dívida que pagamos todos os dias, mas continuamos a dever sempre.

     A primeira expressão deste amor se manifesta na fraternidade cristã (Ro. 12:9-12; 15 e 16). Mas ele não se restringe apenas a este círculo cristão (Ro. 12:14; 17-21). O próximo é qualquer pessoa que esteja necessitada, como na parábola do samaritano (Lc. 10: 25-37).

     Billy Graham escreveu: “não importa de que maneira nós damos testemunho de Cristo: sem amor tudo fica anulado. Amor é maior que qualquer outra coisa que possamos dizer com palavras, qualquer coisas que possamos possuir ou dar (veja I Co. 13: 1-3). Se não houver amor em nossas vidas estaremos vazios”.

CORRA ATRÁS DO AMOR

     É precisamente isto que o apóstolo Paulo diz em I Co. 14:1 “Segui o amor” - este verbo significa: perseguir, correr atrás. Isso mostra que a aquisição e a prática do amor cristão não são tarefas fáceis. O amor cristão não é algo que simplesmente acontece; é algo que deve ser buscado, desejado, perseguido, algo que exige a oração e a disciplina do homem para obtê-lo e vivenciá-lo de forma prática. Longe de ser uma posse automática, é a realização suprema da vida.

     Conforme salienta Barclay: Pode-se até dizer que o amor cristão não é somente difícil; humanamente falando, é impossível. O amor cristão não é uma realização humana; faz parte do Fruto do Espírito. É derramado em nosso coração pelo Espírito Santo (Ro. 5:5).

     Outra verdade a respeito deste amor cristão, nos é mostrado em Fl. 1:8. Ali não aparece a Palavra amor, mas, a sua expressão é vividamente demonstrada - “... da saudade que tenho de todos vós...” . O significado literal disto é: “Amo-vos com o próprio amor de Cristo. Através de mim Cristo vos ama. O amor que vos tenho não é outro senão o amor do próprio Cristo”.

Pondere a cerca disto:

     Ágape tem a ver com a mente: não é simplesmente uma emoção que surge em nosso coração sem ser convidada; é um príncipio segundo o qual vivemos deliberadamente. Ágape tem a ver de modo supremo com a vontade, é uma conquista, uma vitória e uma realização através do Espírito Santo. Ninguém pode amar por natureza os seus inimigos. Amar os inimigos é uma vitória e uma conquista de todas as nossas inclinações e emoções naturais. Este amor cristão, não é meramente uma experiência emocional que vem a nós sem convite e sem ser procurada. É um princípio deliberado da mente, uma conquista e uma realização da vontade (Fl. 2:12-13). Ágape, na verdade é o poder de amar os que não são amáveis, de amar as pessoas das quais não gostamos, ou que não temos porque amá-las. “O cristianismo não pede que amemos nossos inimigos e os homens em geral da mesma maneira que amamos nossos entes queridos e os que estão mais próximos de nós, isto seria tanto impossível, quanto errado. Mas realmente ele exige que tenahamos a todo tempo uma certa atitude e direção da vontade para com todos os homens, sem nos importarmos com quem são eles”. William Barclay.

     Qual pois, é o significado deste amor Ágape? A principal passagem para a interpretação do significado de Ágape é Mt. 5: 43-48. Ali somos ordenados a amar nossos inimigos. Por quê? A fim de que sejamos como Deus. E, qual a ação típica de Deus, que é citada? Deus envia sua chuva sobre os justos e injustos, maus e bons.

AMEMOS UNS AOS OUTROS, ESTÁ É A PRÁTICA DO AMOR

     “Aquele que sabe que deve fazer o bem e não faz nisto está pecando (Tg. 4:17)”. Nenhuma pessoa salva, que se encontrou com Jesus, e que portanto, é um crente, desconhece o repetido mandamento do Novo Testamento para que amemos uns aos outros. Em I João o Senhor fala especificamente a este respeito em três dos cinco capítulos. Aliás, este é o motivo daquela carta e da 2° carta do mesmo autor. A luz destes fatos, o que significa a ausência do amor ou relutância em amar no coração e vida diária do crente? Entre outras coisas, que a ausência do amor é Obra da Carne; e que o crente que não ama está pecando, está vivendo em pecado; ou então não é um crente verdadeiro, conforme é descrito em I João 3:14.

     Ainda que o significado do amor descrito em I Co. 13 seja completo e aplicável a todos os níveis de relacionamento, este capítulo foi escrito em função da vida da Igreja, do relacionamento dos salvos (discípulos de Jesus) uns com os outros, principalmente e fundamentalmente na Igreja (congregação local). Não haverá desculpas nem justificativas diante do Senhor se cada um de nós que declara ser crente, cristão, discípulos de Jesus, não viver à luz do “Novo Mandamento” e do Fruto do Espírito. E, qualquer congregação (Igreja) que por sua vez não viver à luz do “Novo Mandamento”, do qual I Co. 13 é uma das descrições detalhadas, perderá toda a sua identidade com Jesus, e terá o seu castiçal retirado da sua destra (Ap. 2:5).

     Lembre-se, a vida bíblica de uma Igreja é o resultado e a soma da vida bíblica dos seus membros individualmente. E, mesmo que não seja percebido, se apenas um membro não viver biblicamente o Corpo inteiro será afetado. E não há como se viver biblicamente sem o Fruto do Espírito, que por sua vez, é também uma descrição do “Novo Mandamento”.

DESTAQUE DOLOROSO

     Infelizmente, nas Igrejas hoje, há muitos membros que não são convertidos, não são regenerados: são apenas cristianizados. Estes por mais que sejam desafiados e façam tentativas, jamais conseguem experimentar e permanecer no Fruto do Espírito e no Novo Testamento, mesmo que tenham impulsos e atitudes aparentes. Leia: Mt. 7:15-20, 13:33; Lc. 6:43-44; 8:11-15 e Tg. 3:12.

     Além destes, há também nas Igrejas os membros que são filhos do maligno. Os quais, pela sabedoria e propósito perfeitos de Deus, são colocados, com a permissão de Deus, nas Igrejas pelo diabo. São o joio. Veja Mt.13: 36-46. Estes são agentes reais de satanás nas Igrejas e diferem, em natureza, daqueles que são apenas cristianizados. O joio é ativo, os cristianizados são passivos. A maioria dos que são joio, como Judas, ficará nas Igrejas até o fim. Confira Mt. 7:22-23; II Co. 11:14-15. Observe Mt. 26: 48-49. Eles juntamente com os cristianizados, se unem para neutralizar a vida bíblica da Igreja. O Fruto do Espírito jamais fará parte da identidade do que é joio. As suas tentativas, se houverem, serão sempre interesseiras. O papel básico dele na Igreja é impedir que ela tenha uma vida bíblica. Os que são joio influenciam pessoalmente e estão sempre causando escândalo e afetando a comunhão dos irmãos . Veja Tg. 3:12-17.

O QUE O AMOR É & O QUE O AMOR NÃO É

O QUE O AMOR FAZ & O QUE O AMOR NÃO FAZ I Co. 13: 1-8

     O Fruto do Espírito começa com o amor, e, todos os demais componentes são decorrentes dele. Deus é amor esta é identidade do cristão com o próprio Deus. O Espírito Santo nos diz em I Jo. 4:8, “Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”.

     O amor humano, vivenciado pelo homem, de I Co. 13 é o mesmo de Gl. 5. Aqui ele descreve as manifestações das Obras da Carne e do Fruto do Espírito. São 16 as manifestações carnais de Gl. 5. Lá, em I Co 13, ele não fala do Fruto do Espírito em todos os seus desdobramentos, fala apenas do seu primeiro componente, do qual decorrem todos os demais. Quando fala do amor, fala do Fruto do Espírito em sua inteireza. É o que vemos quando o descreve. Ele não define o amor, mas mostra o que é, e o que não é o amor, e o que acontece quando há, e quando não há amor. São também 16 características, o mesmo número das Obras da Carne em Gl. 5. É o significado prático delas, do que é e do que não é amor, que veremos em seguida. Este roteiro de I Co. 13 é mais uma preciosa demonstração da graça de Deus, que nos mostra como nos avaliarmos, a nós mesmos, e como investirmos para que o amor que é o sinal do cristão, seja realidade em nós a fim de que Deus seja visto e glorificado através de nós e a sua glória seja vista na Igreja e em nosso rosto (Ef. 3:21; Mt. 5:16).

     Nos versos 1 a 3 o Espírito Santo nos mostra o que é e o que faz um cristão sem amor, e o que é e o que faz uma Igreja onde o amor não é a identidade dos seus membros. Com o texto aberto, aprendemos entre outras que, o crente sem amor é nada e o que ele faz nada é, ainda que sejam coisas espetaculares aos olhos humanos. O mesmo acontece com a Igreja. Reveja Mt. 7:21-23; Jo. 14:21-23 e 15:1-17.

Ainda, que:

1) O amor é mais do que oratória ou eloqüência, v. 1;

2) O amor é mais do que conhecimento sobrenatural, do que conhecimento adquirido e do que grande (?) fé, v. 2;

3) O amor é mais do que repartir tudo o que se possui, v.3;

4) O amor é mais do que sacrifício ou martírio (oferecer-se a si mesmo para morrer em lugar dos outros), v.3.

     Todas estas coisas podem vir a acontecer sem nenhum amor por parte da pessoa, por pura presunção ou egoísmo. Portanto, no Reino de Deus, na Igreja, na vida e serviço do cristão, se não houver amor tudo que se faz é nulo, nada tem valor. - “Ainda que... e não tivesse amor...”

CLASSIFICAÇÃO DOS TERMOS DESCRITIVOS DO AMOR

     Antes de desenvolver o significado das duas manifestações visualize a sua classificação:

1 - O que o amor é; sofredor (paciente, longânimo) benigno;

2 - O que o amor não é: não é invejoso;

3- O que o amor não faz: não se vangloria, não se ensoberbece, não se importa inconvenientemente, não busca seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não se regozija com a injustiça;

4 - O que o amor faz: se regozija com verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta;

5 - Os limites do amor: o amor é inesgotável, é infalível e é eterno. O amor jamais acaba (ou o amor nunca falha); por que? Porque o amor é Deus. Sendo regenerados, e portanto, habitados pelos Espírito Santo (I Co. 6:19-20) é que podemos amar com o amor de Deus (Rm. 5:5) porque Deus mesmo é quem está habitando em nós (nos que nasceram de novo). E este amor de Deus se torna vivenciável, evidente e prático se o crente “andar pelo Espírito” (Gl. 5:16-25) e viver cheio do Espírito Santo. É a própria evidência de uma vida cheia do Espírito.

 

Versículo do Dia

Ex 1:7

"E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles. "



by Estudo Bíblico

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