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A ORIGEM DO FRUTO DO ESPÍRITO E DAS OBRAS DA CARNE

Texto Básico: João 15:1-16; Salmo 1

     Ser cheio do Espírito Santo é o alvo e o desejo último do cristão nesta vida. Se uma pessoa se diz crente e não tem uma irresistível ansiedade por ser e viver cheia do Espírito Santo podemos duvidar da conversão dela. O próprio Espírito Santo que opera a conversão da pessoa coloca no coração dela o desejo de viver cheia do Espírito Santo.

     Mas, lamentavelmente, há uma força contrária ao Espírito Santo que também age em nosso ser. É o que a Bíblia chama de concupiscências da carne (Gálatas 5:16-17), que produz e se manifesta através das obras da carne (Gálatas 5:19). E estas são a maneira normal de ser e viver da pessoa não salva (Romanos 8:5-8; Efésios 2:1-3; 4:17-19; Gálatas 5:21b; I Coríntios 6:9-10).

     Aos nossos olhos, é lamentável também, que mesmo depois de salvos, essa natureza pecaminosa continue em nós (ela somente é anulada com a morte física ou com o arrebatamento dos que estiverem vivos no dia da volta de Jesus - I Tessalonicenses 4:17).

     E porque esta concupiscência da carne ainda continua em nós, o crente pode extinguir, sufocar, apagar a Obra do Espírito Santo (I Tessalonicenses 5:19) que nele habita (I Coríntios 6:19-20 ) e passar a viver nas obras da carne, esvaziando-se do Espírito Santo e anulando o Fruto de Espírito. As obras da carne são opostas ao Fruto do Espírito, e ao brotarem em nós elas sufocam imediatamente o Espírito Santo e anulam o seu Fruto.

Anote:

          1- O Fruto do Espírito é de origem sobrenatural, ou seja, somente pode ser produzido pelo Espírito Santo; e isso acontece naturalmente se estivermos “cheios do Espírito”. Ninguém pode produzir por si mesmo o Fruto do Espírito; e se uma pessoa tenta imitá-lo, logo será desmascarada. Maravilhoso também, é que o Espírito Santo não faz isso sem a nossa participação - Filipenses 2:12-13; João 7:37-39; Colossenses 3:12-17.

          2- Atente nisso: As obras da carne são de origem e de responsabilidade exclusivamente nossa. Elas surgirão e se desenvolverão em nós por decisão exclusiva nossa (Tiago 1:13-16). Um não salvo não tem capacidade de decidir isso, porque está morto em seus delitos e pecados (Efésios 2:1-3). Ao contrário, um salvo ainda que seja vulnerável e sujeito a pecar, não tem que pecar. Nenhum salvo tem que pecar. Ele pode vir a pecar, mas não tem que pecar. Ele peca porque decide pecar (I João 2:1 e 3:1-9).

          3- Outra clara verdade bíblica é que quando um crente opta por dar lugar ás “Obras da Carne” em seus pensamentos, sentimentos, atitudes, atos, reações, etc., o Espírito Santo não o impede de fazê-lo. Mesmo quando ele decide executar os pecados que concebe nos pensamentos, Deus não o impede, mas pagará caro por isso. Veja o exemplo de Davi, o homem segundo o coração de Deus (I Samuel 11 e 12; Salmo 32 e 51). Confira Provérbios 28:13 e Lucas 12:2 e 3. Nenhum crente precisa pecar, ainda que ele seja vulnerável ao pecado.

          4- Se um crente não estiver vivendo cheio do Espírito evidentemente estará vivendo pelas concupiscências da carne, produzindo as obras da carne. Não há meio termo (Mateus 6:24). E a Palavra de Deus diz que ele é um crente carnal (I Coríntios 3:1-3 ); que está vivendo como um perdido, cheirando a defunto (Efésios 5:14; confira Mateus 6:23 ); e a sua participação como crente na vida e no convívio da Igreja traz perturbação e perversa obra (Tiago 3:14-16).

          5- Um “crente carnal” é um filho rebelde, porque a vida cristã normal é a vida cheia do Espírito, cujo resultado prático é o Fruto do Espírito. Como filho rebelde, o crente que dá lugar às obras da carne em seu ser e viver, é rígidamente disciplinado por Deus (Hebreus 12:5-10). Disciplina que vai desde a admoestação e advertência (Efésios 5:14), até à morte (I Coríntios 11:30; 5:3-5. Atos 5:3-11; Salmos 32; Êxodo 4:24-26 e Lucas 22:31-32). A própria ausência do Fruto do Espírito transforma-se em meio de disciplina do Senhor. As obras da carne levam o crente a ter uma subvida, a sofrer, a ser chicoteado por elas mesmas e pelo mundo. Ao passo que o Fruto do Espírito dá ao crente a alegria de viver a vida abundante, de realização plena como pessoa em Cristo Jesus (João 10.10). Crente carnal não é uma categoria cristã. Um crente vive como carnal quando sob o domínio do pecado. Mas se isso for o padrão da sua vida, a Bíblia diz que ele não é um crente (I João 2:3-4; I João 3:35; Romanos 8:5).

          6- Como vimos, a síntese da conceituação teológica acerca do pecado, é que pecado é falta de conformidade ou de harmonia com a vontade de Deus. É tudo que é contrário à vontade de Deus. É não alcançar a vontade e o padrão de Deus conforme revelado em Sua Palavra. Isso nos mostra que o crente que não “anda no Espírito”, que não vive cheio do Espírito, que não reflete o Fruto do Espírito, que não vive uma vida de santidade (I Pedro 1:15-16), está vivendo em pecado. Veja Mateus 7:21-23. Qual é a pessoa que entrará no reino dos céus? Por que estes que fizeram coisas tão espetaculares em nome de Jesus, não entrarão?

     À vista de tudo isso, o que fazer? É o Espírito Santo mesmo quem nos responde em Tiago 4:4-10.

     Irmãos, se formos fiéis ao Senhor, se observarmos a Sua Palavra; se nossas vidas forem continuamente cheias do Espírito Santo, ou se formos continuamente enchidos do Espírito Santo, teremos vidas novas, mais abundantes, seremos pessoas realizadas e de fato glorificaremos ao Senhor, e nossa vida com o Senhor será anunciada em todo o mundo conforme Romanos 1:8.

PROPÓSITOS BÁSICOS DA V1DA CHEIA DO ESPÍRITO

     Aprendemos que os propósitos básicos do enchimento, ou revestimento, ou da vida cheia do Espírito Santo são:

          1- Fazer-nos semelhantes a Jesus: em qualidade de vida pessoal de vida emocional totalmente saudável; de vida interior plenamente equilibrada. Fazer-nos semelhantes a Jesus em amor (João 13:35, 35), em caráter, em serviço, em convívio, em relacionamentos, etc.

          2- Suprir-nos do companheirismo diário de Jesus - é o que Ele nos promete em João 14:18 e 23.

          3- Equipar-nos para que sejamos vitoriosos na luta contra o pecado e contra os instrumentos que são: as concupiscências da carne (Gálatas 5:16-17; Tiago 1:13-16); o mundo (Tiago 4:4; I João 2:15-16 e 17) e o diabo (Efésios 6:10-13).

          4- Equipar-nos para uma vida cristã normal, ou para que tenhamos condições para viver a vida cristã, a vida de Cristo. A vida cristã normal se expressa através do Fruto do Espírito, que é em si mesmo, a reprodução da vida de Jesus. Nenhum de nós viverá uma vida cristã normal sem o poder do Espírito Santo (Gálatas 5:16), sem o auxílio de Deus 

          5- Equipar-nos e nos revestir do poder de Deus para a realização do trabalho (tarefas, ministérios) que Ele mesmo (Deus) nos confiou. Somente poderemos realizar o trabalho de Deus do modo de Deus e para a glória somente dEle, se estivermos cheios do Espírito Santo.

     Somente poderemos realizar o trabalho de Deus com os recursos de Deus, com o poder de Deus. Jamais desenvolveremos o trabalho de Deus na dimensão bíblica se não estivermos revestidos do poder de Deus, e cheios do Espírito Santo (Atos 1:8).

     Somente nos será possível a realização eficiente da tarefa que o Senhor nos confiou para com o mundo perdido (testificar e fazer discípulos), se nossa vida for cheia do Espírito Santo. Uma vida cheia do Espírito Santo é uma vida revestida do poder de Deus, e a forma prática de uma vida cheia do Espírito Santo se expressar é através do Fruto do Espírito.

     O Fruto do Espírito é, então uma descrição prática da vida cristã normal, que é vida cheia do Espírito. É o Fruto do Espírito que revela, se de fato, fomos regenerados. Ele mostra aquilo que sai de nós (se é decorrente do andar no Espírito ou se é obra da carne). Fruto é o que sai de nós, é o nosso lado na vida cristã. Se é Fruto do Espírito é a demonstração de Cristo em nossa vida diária.

     Podemos constatar que, em certo aspecto, o propósito da Lei é o mesmo do Fruto do Espírito. O propósito da lei é revelar a pecaminosidade do homem e colocá-la para fora (Romanos 7:4-25). Da mesma forma quando compreendemos a doutrina e a expressão prática do Fruto do Espírito aprendemos que além dele revelar o padrão de vida que Deus requer de nós, nos humilha muito porque coloca diante de nós o quanto a presença do pecado ainda nos domina, ou seja, coloca em evidência o quadro de guerra de Gálatas 5:17; revela o quanto somos dominados pelas concupiscências da carne. Toda vez que deixamos de expressar um componente do Fruto do Espírito, vários componentes das Obras da Carne ocuparão seu lugar. Para cada componente do Fruto do Espírito há vários componentes das Obras da Carne.

 

Versículo do Dia

Lc 11:35

"Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas. "



by Estudo Bíblico

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