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66 - O SERMÃO DO MONTE - parte 16

Os discípulos de Jesus – Juramentos – Mentiras – Verdades

Ouvistes também que foi dito aos antigos: Não perjurarás (julgarás falso), mas cumprirás rigorosamente teus juramentos para com o Senhor. Eu, porém, vos digo: de maneira nenhuma jureis: nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser o estrado dos seus pés; nem por Jerusalém, por ser a cidade do grande Rei. Não jures pela tua cabeça, pois não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o vosso “Sim”, sim, e o vosso “Não”, não; o que passar disto vem do maligno. (Mateus 5:33-37)

Introdução

     Conforme vimos, toda esta seção do Sermão do Monte foi exposta pelo Senhor Jesus a fim de desmascarar a falsidade e a impostura das conclusões dos fariseus e dos escribas acerca da lei mosaica, contrastando isso com a Sua própria exposição positiva. É precisamente o que verificamos nestas passagens bíblicas: “Também ouviste que foi dito aos antigos: Não julgarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos” (Mateus 5:33). Ninguém pode achar essas palavras, nessa forma exata, em qualquer porção do antigo testamento, o que, novamente serve de prova que Jesus não estava se referindo à lei mosaica como tal. 

     Naquela oportunidade, pois, nosso Senhor desejava corrigir esse ensino distorcido; contudo, não apenas corrigi-lo, como também substituí-lo pelo verdadeiro ensino. Ao assim fazer, portanto, como sempre fez, Jesus salientou o real intuito e objetivo da lei como foi dada por Deus a Moisés, naquilo que ela nos impõe, isto é, obrigações concernentes à honra e à glória de Deus.

Qual era a finalidade dessas diversas afirmações?

O principal intuito delas era pôr um freio às inclinações humanas para a mentira.

     Um dos piores problemas que Moisés teve de enfrentar foi a tendência do povo para mentirem uns aos outros, dizendo deliberamente coisas que não correspondiam à verdade. A vida estava se tornando caótica, pois os homens não podiam confiar nas palavras e declarações uns dos outros. 

     Portanto, um dos principais propósitos da lei, quanto a esse particular, era o de refrear essa tendência, controlando-a e, por assim dizer, tornando possível a vida normal diária das pessoas.

     Uma outra finalidade deste preceito mosaico era restringir os juramentos quanto a questões sérias e importantes. Aquela gente demonstrava forte inclinação por fazer juramentos acerca de qualquer questão trivial. Ao menor pretexto, juravam em nome de Deus.

     Aquela gente precisava lembrar do fato que tudo quanto eles faziam era importante. Eles eram o povo de Deus e precisavam conscientizar-se de que até os seus diálogos e conversas, sobretudo quando tivessem de fazer juramentos, teriam de ter lugar sob a plena certeza de que Deus estava olhando diretamente para eles. Portanto, cumpria-lhes reconhecer a tremenda seriedade de todas essas questões que envolviam seu relacionamento com Deus.

     Eles haviam distorcido de tal maneira a significação dos juramentos, refraseando os trechos bíblicos segundo moldes legais que permitiam a si mesmos um amplo espaço para fazerem muitas coisas que eram abertamente contraditórias com o espírito da lei. Não estamos dessa forma hoje? 

     O costume dessas pessoas consiste em isolar e confinar a definição de mundanismo a uma única questão. E assim, enquanto você não transgredir essa única questão, será tido em boa conta por elas. Essa era também a dificuldade dos fariseus e escribas. Eles reduziam toda a grande questão dos juramentos ao caso isolado do perjúrio, e nada mais. Em outras palavras, pensavam que não haveria perigo se um homem fizesse juramentos, contando que não cometesse perjúrio. Enquanto ele não caísse nessa falha, podia fazer juramentos pelo céu, por Jerusalém e por quase qualquer outra coisa. Assim sendo, escancaravam a porta, diante dos homens, para grande multiplicidade de juramentos, em qualquer ocasião e a respeito de qualquer assunto que bem entendessem.

     A outra característica da falsa interpretação dos fariseus e escribas era que eles traçavam uma linha de distinção entre diversos tipos de juramento, afirmando que algumas modalidades de juramentos eram obrigatórias, e outras não. Se alguém fizesse um juramento pelo templo, tal juramento não seria considerado válido; mas, se jurasse pelo ouro do templo, então estava obrigado a cumpri-lo. Se alguém jurasse pelo altar, não haveria necessidade de observar tal juramento; todavia, se jurasse pela oferta posta sobre o altar, estava forçado a cumpri-lo. No trecho de Mateus 23, vê-se como o Senhor lançou todas essas noções no ridículo, zombando delas não somente salientando a perversão da lei dentro da interpretação deles, mas também salientando a desonestidade envolvida nelas.

     Quando Abraão enviou seu servo, com o propósito de encontrar esposa para Isaque, antes de tudo fê-lo proferir um juramento – Abraão, o amigo de Deus. Jacó, aquele santo homem de Deus, fez José jurar. José extraiu um juramento da parte de seus irmãos. E Jônatas pediu que Davi jurasse. Ninguém pode ler o Antigo Testamento sem perceber o fato que, em certas ocasiões especiais, esses homens santíssimos tiveram que prestar juramentos da maneira mais séria e solene. 

     Naquela passagem que descreve o próprio julgamento de Jesus Cristo. Lemos, em Mateus 26:63, que Jesus Cristo “...guardou silêncio...” Ele estava sendo interrogado pelo sumo sacerdote. “E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro (exijo) pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o filho de Deus”. Ora, nosso Senhor não lhe respondeu: “Não deverias ter solicitado que Eu jurasse”. De modo nenhum! Jesus não condenou o uso do nome de Deus, conforme acabara de fazer o sumo sacerdote. Na oportunidade mais propícia, não denunciou o suposto erro de se exigir um juramento; pelo contrário, pareceu considerar aquela solicitação algo perfeitamente legítimo. Então, e somente então diante daquela solene petição, Jesus deu resposta ao sumo sacerdote.

Os apóstolos juravam com certa frequência

     Diz o apóstolo Paulo, em Romanos 9:1 – “Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência”. E novamente, em II Coríntios 1:23 – “Eu, porém, por minha vida, tomo a Deus por testemunha de que, para vos poupar, não tornei ainda a Corinto”. Essa era a prática e o costume de Paulo. 

     Hebreus 6:16. O autor sagrado, nessa altura do seu tratado, procurava dar aos seus leitores o senso de profunda certeza e de terno consolo, e o argumento por ele utilizado foi que o próprio Deus fizera um juramento a respeito daquilo que ele ventilava: “Pois os homens juram pelo que lhes é superior, e o, juramento, servindo de garantia, para eles, é o fim de toda contenda”. Deus, pois, “se interpôs com juramento”, segundo lemos no versículo que se segue àquele. Em outras palavras, ao referir-se à prática do juramento, por parte dos homens, o autor sagrado mostrou como os juramentos servem aos homens de garantia, pondo fim a toda e qualquer contenda.

     A conclusão a que podemos chegar, com base na bíblia, é que, se a prática dos juramentos precisa ser restringida a certos casos especiais, há certas ocasiões vitais e solenes em que prestar juramento não é errado, quando então não somente um juramento é legítimo, mas também empresta um certo ar de solenidade e de autoridade, como nenhuma outra coisa poderia fazer.

     O que Jesus ensina? A primeira coisa que nosso Senhor quis ensinar foi proibir o uso indiscriminado do nome sagrado de Deus, na questão dos juramentos e das declarações blasfemas. Os nomes de Deus e de Jesus Cristo jamais deveriam ser abusados dessa maneira. 

     A segunda coisa que nosso Senhor proíbe decisivamente é fazermos juramentos por qualquer criatura ou coisa criada, porquanto tudo pertence a Deus. Não podemos jurar pelo céu, pela terra ou por Jerusalém; nem devemos jurar pelas nossas próprias cabeças, ou por qualquer outra coisa, mas exclusivamente pelo próprio nome de Deus. 

     Que é Jerusalém? É a cidade do grande Rei. Que é a terra? Nada é senão o capacho dos pés do Senhor. Ninguém pode ao menos determinar se seu cabelo será preto ou branco! Todas essas coisas estão sujeitas ao controle divino. Além disso, o templo era a sede da presença de Deus, e, por esse motivo, não se podia estabelecer distinção entre Deus e o templo, da maneira como faziam os escribas e os fariseus. 

     Jesus proibiu o uso de todo e qualquer juramento na conversão comum. Não há necessidade alguma de ficarmos jurando quando estamos discutindo com alguém, e, assim sendo, não deveríamos apelar para juramentos. De fato, posso mesmo chegar à ousadia de dizer que Jesus afirmou que nenhum juramento ou protesto exagerado jamais se fazem necessário. Todas as nossas afirmações devem limitar-se a um Sim, sim; ou Não, não. 

     Jesus requeria de Seus seguidores a verdade pura, palavras sempre verdadeiras em toda a comunicação comum, conversão ou fala. “Seja, porém, na tua palavra: Sim, sim; não, não. O que passar vem do maligno” (Mateus 5:37).

CONCLUSÃO

     Qual é a principal causa de perturbações na esfera da vida? Não será o fato que ninguém mais pode crer no que os homens dizem? Os homens vivem mentindo! Hitler alicerçou toda a sua política sobre declarações mentirosas, e ainda declarou que só assim é possível obter-se sucesso no mundo. Se alguém quer que sua pátria pareça grandiosa, basta que minta sobre sua verdadeira situação interna. E quanto mais negras forem as mentiras, maiores chances haverá de bom êxito. Para uma avaliação das situações pessoais devesse, aplicar na vida da pessoa, I Timóteo 3:1-13 e II Timóteo 2:14-26. Estes textos devem ser uma fotocópia de cada pessoa, quer seja na área eclesiástica, política, empresarial, familiar e social.

     Somos o povo do Senhor, e uma mentira que contemos a alguém, bem pode servir de obstáculo, barreira entre a alma dessa pessoa e a sua salvação em Cristo Jesus. Tudo quanto fazemos, pois, reveste-se de capital importância. Não devemos exagerar, e nem permitir que as pessoas exagerem em nosso lugar, porquanto todo e qualquer exagero já constituiu uma mentira. A mentira dá a quem a ouve uma falsa impressão da vida. 

     Deus tenha misericórdia de nós, se chegamos a nos mostrar parecidos com os fariseus e os escribas, os quais procuram distinguir entre pecados grandes e pecados pequenos, entre mentiras e mentirinhas, que seriam pequenas inverdades. Só existe uma maneira de cuidarmos de todas essas falhas. Deveríamos tomar consciência do fato que nós vivemos sempre na presença de Deus. Asseveramos estar vivendo neste mundo, em comunhão com Ele e com Seu Filho, e também afirmamos que o Espírito Santo habite em nós.

Eis que o apóstolo Paulo diz: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus...” (Efésios 4:30). Ele vê e ouve tudo – cada exagero, cada mentira. Ele ouve tudo e fica ofendido e triste. Por quê? Porque Ele é “o Espírito da verdade”, e nEle jamais houve ou haverá qualquer sombra de inverdade. 

Restruturado e reformulado, para uso interno da

Igreja Evangélica Comunidade Encontros Com Jesus.

No amor em Cristo,

Pr. Dalton Ramos

 

Versículo do Dia

Lc 21:9

"E, quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessário que isto aconteça primeiro, mas o fim não será logo. "



by Estudo Bíblico

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