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65 - O SERMÃO DO MONTE - parte 15

JESUS CRISTO E O DIVÓRCIO

Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade conjugal, faz que ela cometa adultério, e aquele que casar com a repudiada comete adultério. (Mateus 5:31-32)

INTRODUÇÃO

     ҈ Guardando essa informação na mente, lembremo-nos igualmente, de que, nesses seis contrastes apresentados por nosso Senhor. Ele não estava comparando a lei de Moisés, como tal, com a Sua própria doutrina; antes, Ele comparava essa lei com a falsa interpretação exposta pelos fariseus e escribas. Nosso Senhor, como é óbvio, não declara que viera corrigir a lei de Moisés, porquanto essa era a lei de Deus, entregue a Moisés pelo próprio Deus.

     ҈ O propósito de nosso Senhor foi o de corrigir a perversão, a interpretação falsa, conforme os escribas e fariseus vinham ensinando ao povo. Portanto, Jesus honrava a lei de Moisés, exibindo-a em sua notável plenitude e glória. Naturalmente, isso é exatamente o que Jesus faz com relação ao problema do divórcio. O Senhor estava particularmente interessado em desmascarar o falso ensino dos fariseus e escribas no que diz respeito a essa importante questão.

Três divisões principais a cerca do divórcio

     ҈ Em primeiro lugar, devemos ter ideias claras acerca do que a lei de Moisés realmente ensina sobre essa questão. Em seguida, precisamos ter a certeza do que os fariseus e os escribas ensinavam. Em último lugar, precisamos considerar o que o próprio Senhor Jesus ensinava.

     ҈  divisão - O que realmente ensinava a lei de Moisés acerca desse problema? A resposta acha-se em deuteronômio 24, sobretudo nos versículos 1 a 4. Em Mateus 19, nosso Senhor refere-se novamente a esse ensino, e, em certo sentido, oferece-nos um perfeito sumário do mesmo, embora ainda assim seja necessário examinarmos as declarações originais. Via de regra, há muita confusão a respeito desse ponto. A primeira coisa a observar na dispensação mosaica é que a palavra “adultério” não é mencionada dentro do ensino referente ao divórcio; e isso pela excelente razão que, sob a lei mosaica, a punição para o adultério era a morte. Sob a antiga lei, qualquer pessoa que fosse achada em adultério era apedrejada até morrer, e, por esse motivo, não havia necessidade desse pecado ser mencionado. Por causa do adultério, o matrimônio chega ao fim; todavia, não chegava ao seu término por causa de um processo de divórcio, e, sim, pela execução da sentença de morte. Esse é um princípio importantíssimo, que devemos entender com toda a clareza.

     ҈  Segunda divisão - Qual, pois, era o objetivo e o propósito da legislação mosaica no tocante ao divórcio? A resposta para essa pergunta pode ser prontamente encontrada, não somente quando lemos Deuteronômio 24, mas, sobretudo, quando lemos aquilo que nosso Senhor declarou a respeito daquela legislação. O objetivo interior da legislação mosaica, quanto a esse particular, era meramente o de controlar o divórcio.

     ҈ Terceira divisão - A situação se tornara inteiramente caótica. Eis o que estava acontecendo. Naqueles dias, conforme você deve estar informado, geralmente os varões tinham as mulheres em baixíssima conta, e haviam chegado ao extremo de crer que eles tinham o direito de se divorciar de sua esposa quase por qualquer razão indigna e frívola. Se um homem, por qualquer motivo que fosse, quisesse livrar-se de sua mulher, eis como agia. Apresentava qualquer espécie de desculpa esfarrapada, e, com base nela, divorciava-se de sua esposa. Naturalmente a causa verdadeira da separação nada mais era do que a concupiscência e a paixão. Os homens e as mulheres hoje, não estão assim?

     ҈ É interessante observarmos como, neste breve manual, nosso Senhor introduziu o tema do divórcio em conexão imediata com o assunto imediatamente anterior, isto é, a questão toda da concupiscência. Há versões da Bíblia em que esses dois temas aparecem juntos, formando um único parágrafo. Talvez não seja certo fazer-se isto, mas, pelo menos, faz-nos lembrar a íntima conexão entre essas duas questões.

     ҈ A legislação mosaica, por conseguinte, foi introduzida a fim de regularizar e controlar uma situação que não somente se tornara confusa, mas que também era grosseiramente injusta com as mulheres, e que, em adição a isso, conduzia a sofrimentos intermináveis e indizíveis muitas mulheres e crianças.

Três grandes princípios foram aqui salientados

     ҈ O primeiro princípio - é o princípio de um divórcio limitado a determinadas causas. Só era permissível quando havia algum defeito natural, moral ou físico, descoberto na mulher. Todas as diversas desculpas que os homens vinham usando e apresentando, agora estavam invalidadas. Antes que pudesse obter o divórcio, um homem tinha de provar que havia motivo especial, descrito sob o título de “impureza” ou “imundícia”. Não somente o homem tinha de provar o fato, mas também tinha de estabelecê-lo à vista de duas testemunhas. Portanto, longe de oferecer um grande número de razões para o divórcio, a legislação mosaica limitava grandemente o número desses motivos. Ela eliminava todas as razões frívolas, superficiais e injustas, restringindo-as a uma única questão.

     ҈ O segundo princípio – é o aspecto frisado pela legislação mosaica, que qualquer homem que se divorciasse de sua mulher teria que dar-lhe carta de divórcio. Antes da legislação mosaica, um homem podia simplesmente dizer que não mais queria a sua esposa, e podia despedi-la de casa; e ela ficava, portanto, à mercê do mundo inteiro. Uma mulher repudiada podia ser acusada de infidelidade ou adultério, e, dessa maneira, era passível de apedrejamento até à morte. Por conseguinte, a fim de proteger a mulher, essa legislação determinava que fosse dada uma carta de divórcio à mulher, um documento onde fosse especificada a causa do divórcio, não por causa de infidelidade conjugal, mas por causa de qualquer dessas outras razões que porventura tivesse sido descoberta. Essa providência tinha por intuito proteger a mulher, e a carta de divórcio lhe era entregue na presença de duas testemunhas, as quais ela sempre poderia convocar, em qualquer caso de necessidade.

     ҈ O terceiro princípio – o passo dado pela legislação mosaica era extremamente significativo, a saber, o homem que se divorciasse de sua esposa, dando-lhe carta de divórcio, não tinha a permissão de contrair segundas núpcias com ela. A questão era colocada assim. Um homem se divorciava de sua mulher e lhe dava carta de divórcio. Com essa carta na mão, ela tinha de casar-se com algum outro homem. Ora, seu segundo marido também poderia vir a divorciar-se dela e dar-lhe uma carta de divórcio. Sim, estipulava a lei de Moisés, mas se isso viesse a acontecer, e ela estivesse na liberdade de casar-se pela terceira vez, não mais podia contrair matrimônio com o que fora seu primeiro marido. A força interna desses preceitos é exatamente a mesma, pois tendia por fazer aquela gente ver que o casamento não é uma aventurazinha da qual podiam entrar e sair ao seu bel-prazer. Antes, determinava a um homem que, se viesse a dar à sua esposa uma carta de divórcio, teria que fazê-lo de maneira permanente.

     ҈ Ora, convém considerarmos o ensino dos fariseus e escribas porque, conforme temos verificado, era especialmente a esse ensino que nosso Senhor Fazia alusão neste ponto. Eles diziam que a lei de Moisés ordenava, e até mesmo recomendava, que um homem se divorciasse de sua mulher, sob várias condições. Ora, como é evidente, a legislação mosaica jamais dissera coisa semelhante. 

     ҈ A lei de Moisés nunca ordenou ao homem divorciar-se de sua mulher; tudo quanto ela fazia era dizer a um homem: “Se você quiser divorciar-se de sua mulher, só poderá fazê-lo segundo tais condições”. Entretanto, os fariseus e os escribas, conforme o senhor Jesus deixou particularmente claro, em Mateus 19, quando falava sobre o mesmo tema, ensinavam que Moisés ordenara o divórcio.

     ҈ A doutrina dos fariseus e escribas, e seu método de interpretar a lei. Na realidade, porém, eles estavam fugindo da lei, tanto no que concerne à letra quanto no que concerne ao seu princípio básico. E o resultado disso era que, nos dias de nosso Senhor, terríveis injustiças vinham novamente sendo cometidos contra as mulheres, que podiam receber seus maridos cartas de divórcio pelos motivos os mais frívolos (banais).

     ҈ No entanto, no que dizia respeito aos fariseus e aos escribas, dar carta de divórcio ocupava o centro do quadro; e assim, ao enfatizarem isso, haviam perdido de vista o verdadeiro significado do matrimônio. Pois o verdadeiro sentido do matrimônio é a aplicação de Malaquias 2:14-16 e Hebreus 13:4. 

     ҈ O que dizia nosso Senhor Jesus quanto ao divórcio/adultério? “Eu, porém, vos digo: Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada, comete adultério” (Mateus 5:32). Ora, a declaração que se encontra em Mateus 19:3-9 é extremamente útil e importante quanto à correta interpretação desse ensino, por ser uma explicação mais completa daquilo que nosso Senhor disse aqui, em forma de sumário. Os fariseus e os escribas haviam perguntado a Jesus, visto que procuravam apanhá-lo em uma armadilha: “É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?” Eles estavam realmente jogando com tudo quanto tinham, ao fazerem essas indagações, pois eles mesmos sancionavam ensino. E então o Senhor lhes deu a resposta. O princípio básico por Ele salientado foi da santidade do matrimônio.Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas...” 

     ҈ Você deve observar que Jesus retrocedeu até a um tempo anterior ao daquele em que foi dada a legislação mosaica, isto é, até a lei dada no tempo da criação do homem. Quando Deus criou a mulher, para ser ajudadora do homem, fez aquela grande afirmação. Dissera Deus: “...tornando-se os dois uma só carne”. “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.O matrimônio não consiste em um contrato civil, e nem em um religioso apenas. O casamento é algo mediante o que duas pessoas, marido e mulher, tornaram-se uma só carne em Deus. Em tudo isso existe algo de natureza indissolúvel, e nosso Senhor retrocedeu até àquele primeiro princípio básico sobre a questão.

     ҈ Quando Deus criou a mulher para o homem, essa foi a intenção dEle, isso foi o que Ele indicou e ordenou. A lei ordenada por Deus é que o varão deixe pai e mãe a fim de unir-se à sua esposa, para que os dois se tornem uma só carne. Algo novo e distinto passa então a existir, antigos laços são rompidos, e um novo laço é formado. 

     ҈ Precisamos manter no primeiro plano de nossas ideias essa questão do objeto e da intenção primária de Deus, no que concerne a toda essa questão do casamento: marido e mulher feitos uma só carne, a indissolubilidade do matrimônio e a vida em comum sobre essas bases. Lembrando que: as duas únicas maneiras em que o Senhor Jesus nos fala de rompimento – divórcio no casamento é quando acontece o adultério ou a morte.

     ҈ Precisamos desvencilhar-nos daquela abordagem legalista que leva um homem a dizer: “Minha esposa(o) estragou a minha vida, e, por esse motivo, devo divorciar-me dela(e)”. Na qualidade de pecadores indignos e sem qualquer merecimento, fomos todos perdoados pela graça de Deus, e isso deve fazer parte do quadro, controlando nossa perspectiva acerca de tudo quanto nos acontece, no que toca a outras pessoas, principalmente em relação ao casamento.

O ensino de nosso Senhor no tocante ao tema

     ҈ Segundo Ele, só existe um motivo para o divórcio. Sim, há um motivo; mas somente um. E esse motivo é a infidelidade conjugal por parte de qualquer dos cônjuges. Esse termo “relações sexuais ilícitas”, é inclusivo e realmente significa infidelidade da parte de um dos cônjuges. “Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera” (Mateus 5:32). Qual era a condenação da LEI de Moisés em relação ao adultério? Morte, então o adultério é a morte do casamento, já a pessoa traída está livre para um novo relacionamento.

     ҈ Se você ler I Coríntios 7, descobrirá que essa questão é novamente ventilada. Paulo ensina àqueles discípulos que um marido, sob essas condições, não deveria abandonar sua esposa, por ter-se ele convertido, mas ela não. Como você está percebendo, nem mesmo isso serviria de causa suficiente para o divórcio ou pela mediocridade que se faz hoje, declarando incompatibilidade de gênio.

OBS.: Quando algum discípulo de Jesus se separa, ou seja, rompe o casamento por incompatibilidade de gênio, é uma demonstração de apostasia, de sua vida para com Jesus e sua palavra.

     ҈ Coisa alguma serve de motivo para o divórcio, exceto a infidelidade conjugal. Sem importar quão difícil se tenha tornado a situação entre marido e mulher, sem importar quais sejam as tensões e demandas, sem importar o quanto se possa dizer acerca da incompatibilidade de gênero, coisa alguma pode dissolver essa união indissolúvel, salvo essa única causa, que é a infidelidade conjugal. 

     ҈ Uma vez mais, está em pauta aquela ideia bíblica que marido e mulher são “uma só carne”; pois o cônjuge que se fez culpado de infidelidade rompeu esse laço ao unir-se sexualmente a uma terceira pessoa. O elo se quebrou, não existe mais “uma só carne”, e, por esse motivo, o divórcio é perfeitamente legítimo. Quero enfatizar, uma vez mais, que não encontramos aqui um mandamento. Todavia, temos aqui a única causa legítima para o divórcio, e o homem que se vir na situação aqui retratada tem o direito de divorciar-se de sua mulher, e a mulher tem o direito de divorciar-se de seu marido.

     ҈ Nosso Senhor esclareceu que se alguém divorciar-se de sua mulher, por qualquer motivo que não seja a infidelidade conjugal, arrisca-se a torná-la adúltera. “Eu, porém, vos digo: Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera...” (Mateus 5:32)

     ҈ Portanto, se um homem vier a separar-se de sua esposa por qualquer outro motivo, estará separando-se dela sem haver rompido aqueles laços. Isso posto, ele a estará forçando a quebrar esses laços, se porventura ela vier a casar-se de novo; e, assim sendo, ela estaria cometendo adultério. Assim sendo, o homem que se divorcia de sua mulher por qualquer razão que não seja essa, ao assim fazer estará obrigando sua mulher a cometer adultério. O marido será o causador desse adultério, e o homem que vier a casar-se com a mulher repudiada também será adúltero. Isso posto, nosso Senhor reforçou esse grande princípio, da maneira positiva e clara. Só existe uma causa legítima para o divórcio, e não há outra.

     ҈ O divórcio pôs ponto final àquele casamento, e que agora aquele homem está livre de obrigações matrimoniais; e, na qualidade de homem livre, tem o direito de casar-se novamente. O divórcio, quando legítimo, põe fim a toda e qualquer vinculação anterior, segundo ensinou o próprio Senhor Jesus. O relacionamento daquele homem para com sua esposa tornou-se o mesmo como se ela tivesse morrido; e este homem inocente tem o direito de casar-se de novo. Mais do que isso, se é uma pessoa verdadeiramente discípula de Jesus, então tem o direito de ter um casamento cristão. Porém, nesse caso, somente ele teria esse direito, e não ela; ou vice-versa, caso o culpado tivesse sido o homem.

Restruturado e reformulado, para uso interno da

Igreja Evangélica Comunidade Encontros Com Jesus.

No amor em Cristo,

Pr. Dalton Ramos

 

Versículo do Dia

Is 7:9

"Entretanto a cabeça de Efraim será Samaria, e a cabeça de Samaria o filho de Remalias; se não o crerdes, certamente não haveis de permanecer. "



by Estudo Bíblico

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