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58 - O SERMÃO DO MONTE - parte 7

"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.(Mateus 5:9)"

Introdução:

     → Vivemos num mundo em guerra. Há rumores de guerra em todos os cantos da terra. Há guerras em países da Europa, da África, na América, da Ásia, em todos os continentes, e em todos os cantos de nosso pequeno planeta. Através dos meios de comunicação descobrimos que há guerra em toda parte. Podemos ver não apenas nação contra nação, mas lutas raciais, sociais e familiares. Sim, há lares em guerras. Uns em guerras silenciosas, outros em guerras com armas tão daninhas quanto este silêncio da indiferença e da insensibilidade.

      Há também guerras religiosas. Há pessoas destruindo outras em nome de Deus, da igreja e da religião. A inquisição tem roupagem nova, uma maquiagem para confundir os homens, mas o seu alvo é um só: matar os homens, queimá-los em nome de Deus e da sã doutrina; é o quadro hoje do estado Islâmico.

      A guerra gera o medo, fome, peste e enfermidades. A guerra produz a humilhação, o aviltamento à escravidão. A guerra traz o inferno à terra. Assim sendo, nunca deveríamos defender a guerra pois não é isto que Jesus nos ensinou.

O que significa o pacificador

     - O pacificador não significa aquele que desfruta da paz. Embora não haja coisa alguma errada em desfrutar da paz.

     - O pacificador também não é aquele que é parado. Isto é, sem ação. Incapaz de agir ou reagir.

     - O pacificador não é também aquele que diz que há paz quando não há paz. Ele não é um mentiroso ou enganador ou iludido (Jeremias 6:14).

     - O pacificador é o engenheiro da paz. O que promove a paz entre os homens. O que constrói pontes entre as pessoas. Ele luta para trazer o céu à terra.

     - Os pacificadores são filhos de Deus, do Deus da paz. Eles ativamente trabalham para trazer paz e reconciliação onde há ódio e inimizade. Os pacificadores fazem parte do ministério de reconciliação dos homens entre si e dos homens com Deus (II Coríntios 5:18,19; Efésios 2:14,15; Colossenses 1:20). Eles são ministros de Cristo. Eles são ministros da reconciliação e da paz de Deus em Cristo Jesus.

     - Os pacificadores não buscam os seus próprios interesses de forma egoísta. Eles buscam o interesse de Deus: a paz na terra.

Aparentes incoerências

      Há varias passagens na bíblia que parecem se contradizer. Quando lemos as palavras de Jesus: “Felizes os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”, e depois lemos: “Não penseis que vim trazer paz a terra, não vim trazer paz, mas espada” (Mateus 5:9; 10:34-36); a primeira impressão que se tem é de que estas palavras não procedem da mesma pessoa. São duas pessoas distintas. Mas tal ideia, embora pareça lógica, está errada. Foi Jesus o autor de ambas as declarações acima. Se assim é, então como podemos compreendê-las?

      As palavras precisam ser entendidas dentro de um contexto. O contexto é tudo aquilo que vem antes e depois do texto. Além deste contexto textual, há o contexto social, temporal e etc. Assim sendo, é preciso deixar claro que os contextos das declarações acima mencionadas são diferentes.

      No primeiro caso (Mateus 5:9) Jesus estava falando das características dos discípulos. No segundo caso (Mateus 10:34-36) ele estava falando do preço do discipulado.

      Quando Jesus disse que veio pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe... Há muitas figuras de linguagens na bíblia. Este é um outro princípio de interpretação da bíblia que não devemos negligenciar.

      No caso de texto acima precisamos interpretá-lo com cuidado. Jesus não deseja colocar um homem contra outro homem. Na verdade ele veio à terra para ensinar os homens a viverem como irmãos, filhos do mesmo pai: Deus.

      Não, obstante, quando numa família alguém recebe a Jesus como seu Salvador, Senhor e Mestre, muitas coisas podem acontecer por causa de Jesus na vida daquela pessoa. A oposição dentro da própria casa pode surgir. Isto tem acontecido na vida de milhares de cristãos. Na própria vida de Jesus isto aconteceu. Certa ocasião sua mãe e seus irmãos estavam procurando-o, e chegaram a sair atrás dele para o prender, pensando que ele estava fora de si (Marcos 3:20,21; 31,32). Ora, os irmãos de Jesus eram contra ele e chegaram a hostilizá-lo (João 7:3-5).

      Aquele que levou paz para tantos lares vivia em guerra dentro da sua própria casa. Parece até irônico o que alguns homens disseram ao pé da cruz: “A outros salvou; a si mesmo não pode salvar” (Mateus 29:42).

      Aparente incoerências. A bíblia é como a vida de muitos cristãos: cheias de aparentes incoerências (I Coríntios 1:25-28).

      O Deus do antigo testamento, às vezes invocado como o Senhor dos Exércitos (I Samuel 1:3; 17: 45; Jeremias 11:20), parece não se harmonizar com o homem de Nazaré.

      Porém, não devemos esquecer de um outro princípio hermenêutico importante, é que a revelação é progressiva. A luz que se tinha de Deus no AT não pode se comparar com a sua luz no NT (Hebreus 1:1). E de acordo com o ensino de Jesus o Espírito Santo continuaria a nos iluminar mais e mais em toda verdade (João 14:25,26).

Deus é pacificador

      Há vários textos bíblicos que ensinam que o nosso Deus é o pai que busca a paz e a reconciliação entre os homens. A seguir vamos destacar alguns textos, mas os irmãos poderão acrescentar outros a esta lista. 

      O messias prometido no AT e revelado em Jesus foi chamado o príncipe da paz (Isaías 9:6).

      O altar que Gideão edificou ao Senhor estava baseado na revelação de Deus como Yaveh Shalom, isto é, o Senhor da Paz (Juízes 6:24).

      Aprendemos na bíblia que Deus tomou a iniciativa da reconciliação. Ele é o sujeito, autor da reconciliação. Embora a ofensa tinha sido contra ele, Ele buscou a paz. Não há um promotor de paz mais exemplar (Romanos 5:8-114).

      A reconciliação que Deus deseja fazer foi expressa de forma dramática e contundente através da morte de Seu filho Jesus: Ele, Jesus, é a ponte estabelecida por Deus entre os homens e Ele.

O caminho dos pacificadores

      Uma vez mais nos é trazido à mente o fato que a concretização da vida cristã, no discípulo de Jesus Cristo, é algo total e inteiramente diverso de tudo quanto pode ser conhecido por um incrédulo. Essa é a mensagem reiterada em cada bem-aventurança, pois o nosso Senhor Jesus Cristo, está mostrando e estabelecendo ao mesmo tempo um reino inteiramente novo e diferente – só para os filhos.

      Nada existe de mais fatal para o homem natural do que pensar que ele pode tomar as bem-aventuranças e tentar torná-las realidades em sua vida. Pois estas bem-aventuranças, uma vez mais, lembra-nos que isso é absolutamente impossível. Somente a pessoa nascida de novo, cheia do Espírito Santo, recriada em Cristo, pode viver essa nova vida.

      Essa declaração de Jesus nesta bem-aventurança, deve ter sido causa de imenso choque entre os Judeus incrédulos. Eles tinham a ideia de que o vindouro reino do messias seria um reino militarista, nacionalista e materialista. Pois as pessoas tendem por materializar as grandes promessas das escrituras.

      Os Judeus pensavam que quando o messias chegasse, haveria de firmar-se como um grande monarca, o qual haveria de libertá-los de toda a sua escravidão, e que elevaria os judeus acima de todos os demais povos, através do que se tornariam eles a raça conquistadora e predominante.

      “O meu reino não é deste mundo. Se fosse, então os meus súditos estariam combatendo em favor de um reino terrestre. Porém, o meu reino não é deste mundo. Vocês estão completamente equivocados em toda a concepção que fazem sobre o reino.” E foi então que Jesus enunciou essa bem-aventurança, a qual salienta, uma vez mais, esse princípio espiritual.

      Por que os pacificadores são bem-aventurados? A resposta é que eles são abençoados por serem absolutamente diferentes de todas as outras pessoas. Os pacificadores são bem-aventurados por serem aqueles que se destacam como diferentes de todos os habitantes do mundo, e são tais justamente por serem filhos de Deus.

Mas por que é tão difícil manter a paz neste mundo?

      De acordo com as escrituras, a dificuldade reside no coração do homem, e enquanto esse coração não for transformado, o problema jamais será solucionado, sem importar todas as manipulações externas. Se a origem da dificuldade está na fonte, no manancial de onde sai o ribeiro de águas, não é óbvio que não passa de um desperdício de tempo, dinheiro e energia ficar derramando produtos químicos nesse ribeiro, na tentativa de corrigir a situação.

      É preciso chegar à própria fonte originária. Ali se encontra a razão do problema; nenhuma outra medida tem chance de êxito, enquanto o coração humano permanecer no estado em que se encontra – Tiago 4:1-4.

      Conforme já vimos na bem-aventurança anterior, a dificuldade encontra-se no coração do homem; e coisa alguma, exceto um coração novo, exceto um homem renovado pode dar solução ao problema. Lembra do texto de Mateus 15:18-20 – enquanto os homens estiverem produzindo esses males, não haverá paz. Aquilo que existe no interior do homem, inevitavelmente há de aflorar à superfície.

     OBS: A grande necessidade do mundo moderno é de um bom número de pacificadores. Se ao menos fôssemos todos pacificadores, não haveria problemas, não surgiriam dificuldades entre as pessoas.

Como age, pois um pacificador?

      Não se deve pensar aqui no indivíduo complacente e desligado da realidade; e nem na pessoa que quer “Paz a qualquer preço”. Não está em foco a pessoa que diz: dou qualquer coisa para evitar conflitos. É impossível que o adjetivo pacificador signifique isso. – Sabemos que: não se estabelece a paz meramente evitando o conflito armado, pois não dá solução real ao problema.

      Um pacificador é uma pessoa pacífica, pois quem é pugnaz (brigão) não pode ser um pacificador, pois um pacificador, procura sempre estabelecer ativamente a concórdia – e o pacificador preocupa-se, com o fato que todas as pessoas, estejam em paz com Deus.

      Um pacificador, é alguém que não provoca conflitos, através de desavenças, fofocas e também não fica ofendido por qualquer assunto deste mundo – é maduro – ele faz tudo para estabelecer a paz e ser um promotor da paz.

      O coração do homem precisa ser expurgado (estar limpo de impurezas) de todas as misérias, antes que a pessoa saiba o que significa ter paz – pois temos que refletir acerca da nossa vida, como está em relação à de Cristo – tem que ter o confronto, da vida do homem em relação à vida de Cristo, para nascer uma nova criatura. – «Cheia de paz».

      Antes que uma pessoa possa ser um pacificador, terá de ser inteiramente liberto do próprio “eu”, dos interesses próprios e da preocupação consigo mesmo. Antes que você possa ser um pacificador, terá que esquecer-se inteiramente de si próprio, porquanto por todo o tempo em que você estiver pensando só em si próprio, não poderá agir devidamente como um pacificador.

      Para que o discípulo seja um pacificador terá de tornar-se, por assim dizer, totalmente neutro, a fim de poder reaproximar os dois lados que estão desentendendo. Você não poderá ser uma pessoa dotada de excessiva sensibilidade própria, não poderá deixar-se atingir pela ofensa, não poderá pôr-se em atitude defensiva. Se você permitir esses empecilhos, não poderá ser um pacificador de qualidade.

      O pacificador é o discípulo que não fica sempre encarando tudo em termos dos efeitos que as coisas possam exercer sobre ele.

      Um pacificador, tem uma visão inteiramente nova sobre si mesmo, um novo ponto de vista que virtualmente equivale ao que passamos a dizer. Ele já viu a si mesmo, tendo tomado consciência que, em certo sentido, o seu “eu”, tão miserável e desgraçado, nem merece atenção. Esse “eu” é tão desgraçado; não tem direitos e nem privilégios; e nada merece.

      Um pacificador é um discípulo que não fala mal a respeito de outras pessoas quando elas se mostram ofensivas e de trato problemático. Não comenta: “Por que elas agem dessa maneira?” Pelo contrário, pensa: “Essas pessoas são assim porque continuam sob o domínio do deus deste mundo, aquele espírito que agora atua nos filhos da desobediência.” Essas pobres criaturas são vítimas do seu próprio “eu” e de satanás, e estão a caminho do inferno.

      O pacificador só tem um único grande objetivo, que é a glória de Deus entre os homens, porquanto gasta toda a sua vida procurando contribuir para essa glória se manifestar. E ele está disposto a se humilhar, a sofrer, a ser ofendido e injustiçado, a fim de que a paz seja estabelecida entre os homens.

      Assim sendo, se o discípulo estiver atravessando algum período de sofrimento que conduza a esse resultado, dispõe-se a suportar tudo. 

      Um pacificador, para testar se é um, tem que praticar a paz, e não só viver de estudos sobre ela, se ao menos todos pudéssemos controlar a língua, haveria muito menos discórdia no mundo. Tiago, que era dotado de mente eminentemente prática, expressou a questão de maneira perfeita – Tiago 1:19 – asseguro que essa é uma das melhores maneiras de uma pessoa ser pacificadora – quando ela aprende simplesmente a não abrir indevidamente a boca.

Serão filhos de Deus

      A bênção prometida a esses discípulos é que eles serão “chamados filhos de Deus”. Ora, “chamados” significa [pertencera a Deus].

      O pacificador é filho de Deus, e que se assemelha a seu Pai celeste. Uma das mais gloriosas definições acerca do ser e do caráter de Deus, que se pode encontrar na bíblia, está contida nestas palavras – Hebreus 13:20.

      Deus estabeleceu a paz. Em seu filho, Deus se humilhou, a fim de estabelecer a paz. Eis por que os pacificadores são considerados “filhos de Deus”. O que eles fazem é repetir o que Deus já fizera.

      Outrossim, como foi que Jesus estabeleceu a paz? Escrevendo aos discípulos de colossos, Paulo afirmou: “... havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz...” Colossenses 1:20 – Ele se entregou a si mesmo a fim de que você e eu pudéssemos ter paz com Deus, a fim de que pudéssemos usufruir de paz no íntimo, a fim de que pudéssemos ter paz uns com os outros.

      Que Deus nos conceda a graça de perceber essa bendita e gloriosa verdade, tornando-nos reflexos ou reproduções do príncipe da paz, e, por conseguinte, autênticos filhos do Deus da paz – Amém – Aleluia!!!

Restruturado e reformulado, para uso interno da

Igreja Evangélica Comunidade Encontros Com Jesus.

No amor em Cristo,

Pr. Dalton Ramos

 

Versículo do Dia

Jr 51:63

"E será que, acabando tu de ler este livro, atar-lhe-ás uma pedra e lançá-lo-ás no meio do Eufrates. "



by Estudo Bíblico

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