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55 - O SERMÃO DO MONTE - parte 4

"Bem-Aventurados os que tem fome e sede de justiça" (Mateus 5:6)

Introdução

     → Quando não sentimos necessidade da justiça de Deus, da justiça entre os homens e da justiça em nossa vida íntima e pessoal. É porque nossa visão de Deus, e do relacionamento dos homens entre si no mundo de uma forma geral está seriamente enferma.

     → A obrigação do discípulo em encarar a vida neste mundo à luz do Evangelho: e, conforme este evangelho, a grande dificuldade da humanidade não é alguma manifestação particular do pecado, e, sim, é o pecado propriamente dito. Se você sente-se aflito e ansioso a respeito do estado do mundo e da ameaça de possíveis guerras, então eu lhe asseguro que a maneira mais certa de evitarmos tais calamidades consiste em darmos atenção à palavra tais como aquelas que passamos a considerar neste versículo Mateus 5:6.

Bem-Aventurados os que têm fome e sede da justiça

     → Ora, o mundo inteiro anda à procura da felicidade, não há que duvidar, todos querem ser felizes. Esse é o motivo maior por detrás de todo trabalho, esforço e empreendimento, tudo quanto os homens fazem tem por alvo a felicidade. Entretanto, a grande tragédia do mundo é que, embora a humanidade se concentre tanto na busca pela felicidade, ao que parece jamais consegue encontrá-la. A atual condição deste mundo faz-nos lembrar vigorosamente esse fato. O que esta sucedendo no mundo?

     → A resposta é que jamais compreendemos esse texto conforme deveríamos tê-lo compreendido. “Bem-aventurados aqueles que têm fome e sede de justiça.” Mas o que significam essas palavras? Seja-me permitido expressá-lo negativamente.

     → Não convém que tenhamos fome e sede de alguma bênção; e nem nos compete ter fome e sede de felicidade. Ora, o que todo o mundo anda fazendo é precisamente isso.

     NOTA: Destacamos a felicidade e a bênção como as principais coisas que almejamos, e, por esse motivo, sempre acabamos por perdê-las; elas sempre escapam de nós. De conformidade com as Escrituras, a felicidade nunca é algo que deveríamos buscar diretamente; antes, sempre é algo que resulta da busca de algum outro alvo maior. (Mateus 6:33) 

     OBS: O mundo anda à cata da felicidade. Essa é a explicação para a sua mania em busca do prazer, esse é o sentido de tudo quanto fazem homens e mulheres, não somente no seu trabalho diário, mas sobretudo em seu afã atrás de diversões. Todos estão procurando achar a felicidade, porquanto esse é o seu alvo primordial, o seu objetivo fixo. No entanto, não encontram a felicidade, pois sempre que alguém põe a felicidade acima da justiça, quanto à ordem de prioridade, tal esforço está condenado ao fracasso mais miserável que seja.

     NOTA: Este mundo, é claro, caiu nesse erro primeiro e fundamental, erro esse que poderia ser ilustrado de muitas maneiras diferentes. Ponderemos acerca do indivíduo que esteja sofrendo em face de alguma enfermidade dolorosa. De modo geral. O grande desejo de tal paciente é ver-se livre de seu sofrimento, o que é um desejo que facilmente pode ser compreendido. Ninguém gosta de sofrer alguma dor. A ideia fixa desse paciente, por conseguinte, é fazer qualquer coisa que o livre dos seus sofrimentos. Sim; mas se o médico que estiver tratando do doente estiver interessado somente em aliviar-lhe as dores, é um péssimo médico. O dever primário do médico é descobrir a causa da dor e tratar dessa causa. A dor é um admirável sintoma que a natureza nos proveu a fim de advertir-nos a respeito de alguma enfermidade, e a cura radical da dor consiste precisamente no tratamento daquela enfermidade, e não no alívio da dor propriamente dita. Isso posto, se um médico qualquer puser-se a tratar somente da dor, sem descobrir-lhe a causa, não somente estará agindo de uma maneira contrária à natureza, mas também estará fazendo algo que é extremamente perigoso para a vida do paciente. O enfermo, mediante tratamento assim, talvez fique livres de suas dores e pareça estar bem de saúde; mas a causa de sua dificuldade continuará presente.

     → Não nos compete ter fome e sede de experiências, e nem se espera de nós que tenhamos fome e sede de bênçãos. Se quisermos ser verdadeiramente felizes e abençoados, então precisamos ter fome e sede de justiça, pois a felicidade e a bênção são coisas que Deus acrescenta àqueles que buscam a sua justiça.

     → A justiça inclui não somente a ideia de justificação, mas também o conceito de santificação. Em outras palavras, o anelo pela justiça, e a atitude de quem tem fome e sede de justiça, em última análise aponta para o desejo de receber libertação do pecado, em todas as suas formas e em sua própria manifestação.

     → Ter fome e sede de justiça significa anelar por ser livre do pecado, porque o pecado nos separa de Deus. Por conseguinte, de certo ângulo positivo, está em pauta o desejo de se estar bem com Deus; e isso, afinal de contas, é a questão fundamental. 

     → Todas as dificuldades que assediam o mundo atual devem-se ao fato que o homem não está bem com Deus, pois é em face do ser humano não estar bem com Deus que ele tem errado em tudo mais. Esse é o ensinamento da Bíblia em todas as suas páginas.

     → Assim sendo, o desejo de obter a justiça é o desejo de se estar bem com Deus, é o desejo de se desvencilhar do pecado, pois o pecado é justamente aquilo que se interpõe entre nós e o nosso Deus, turvando o nosso conhecimento de Deus e impedindo tudo quanto nos é possível, no que diz respeito aos benefícios que Deus nos quer dar.

     → O discípulo que tem fome e sede de justiça vê que o pecado e a rebelião separaram-no da face de Deus, e ele anseia por retornar àquele antigo relacionamento, àquele relacionamento original de justiça, na presença de Deus. Nossos primeiros pais foram criados justos aos olhos do Senhor. Eles viviam e andavam em companhia dEle. Esse é o tipo de relacionamento com Deus que o homem justo tanto almeja.

     → O discípulo que tem fome e sede de justiça é o discípulo que deseja ver-se redimido de todo o desejo de pecar, não apenas em atos externos, mas também dentro do seu próprio íntimo.

     → O discípulo anela por aquela libertação do que poderíamos chamar de poluição do pecado. O pecado é algo que polui a própria essência de nosso ser e de nossa natureza.

     → Ter fome e sede e justiça é desejar ver-se livre do próprio “eu”, em todas as suas horrendas manifestações, em todas as suas facetas.

     NOTA: O auto interesse, o orgulho, a jactância, a autoproteção, a sensibilidade exagerada, a ideia de que todas as outras pessoas são contrárias a ele, e o desejo de proteger e glorificar ao próprio “eu”. Essa é a atitude que provoca conflitos entre as pessoas, e também os conflitos entre as nações, a imposição do próprio “eu”, aos nossos semelhantes, o discípulo que tem fome e sede de justiça é o servo fiel que anela estar isento de tudo isso; ele quer ser emancipado do auto interesse em todas as suas variações e formas.

     → Ter fome e sede de justiça não é outra coisa senão o desejo do discípulo de ser santo. O discípulo que tem fome e sede de justiça é o discípulo que deseja ser um exemplo das bem-aventuranças em seu viver diário. É o discípulo que quer viver o fruto do Espírito em cada uma de suas ações, bem como na totalidade de sua vida e de suas atividades.

     → Ter fome e sede de justiça é anelar ser como o homem descrito no NT, II Coríntios 5:17 o novo homem em Cristo Jesus. É isso que é aqui frisado, isto é, que todo o meu ser e que toda a minha vida adquiram essa natureza. E posso ainda ir um pouco mais adiante, significa que o supremo desejo, na vida de uma pessoa, é conhecer a Deus e desfrutar de sua companhia (I João 1:3)

O que significa ter fome e sede de justiça

     → “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor...” (Oséias 6:3). “Fome” e “sede” não são sensações passageiras. A fome é profunda e forte, que continua enquanto não for satisfeita. A fome fere e é dolorosa. Essa fome espiritual assemelha-se à fome e à sede reais. É algo que continua se intensificando e que deixa o discípulo simplesmente desesperado. É algo que provoca sofrimento e agonia. Meditar Salmo 42:1-2.

     → Ter fome não é o bastante; é mister que eu esteja, realmente, morrendo de inanição, para que possa saber o que está no coração de Deus a meu respeito – Meditar Lucas 15:14-21 – Ter fome e sede, na verdade, significa estar desesperado, estar morrendo de inanição, sentir que a vida se esvai, significa perceber minha urgente necessidade de ajuda.

     → O discípulo é alguém que, ao mesmo tempo em que tem fome e sede, também está sendo satisfeito. Entretanto, quanto mais se satisfaz, tanto mais tem fome e sede. Essa é a bem-aventurança da vida cristã. Ela continua. Chegamos a um determinado estágio da santificação, mas não descansamos nesse ponto pelo resto de nossos dias. Antes, vamos sendo transformados de glória em glória “até assumirmos nosso lugar no céu”. (João 1:16)

     → Ser justo significa ser parecido com o Senhor Jesus Cristo. Ele é o nosso modelo. Se quisermos estar diante de Deus e passar a eternidade em sua santa presença, então teremos de ser semelhantes a Jesus Cristo. Ora, ninguém pode portar-se na presença de Deus enquanto restar algum vestígio de pecado; pois de nós é requerida uma justiça absolutamente perfeita.

     → O discípulo que sabe que já foi perdoado; sabe que está sob a proteção da retidão de Jesus Cristo, e afirma (Romanos 5:1) não é que ainda estejamos esperando essa paz. Pelo contrário, já desfrutamos dela.

     → O discípulo recebeu satisfação imediata; ficou completamente satisfeito no tocante a essa questão de sua posição na presença de Deus; sabe que a justiça de Cristo foi assim imputada a ele, e que os seus pecados lhe foram perdoados. Também sabe que Cristo, por intermédio de Espírito Santo, veio nele habitar, e o seu problema essencial de santificação ficou assim solucionado.

     → O discípulo sabe que Cristo tornou-se para ele “sabedoria, justificação, santificação e redenção”. Sabe que já está completo em Cristo, de tal maneira que não se sente mais desamparado, mesmo quando se trata de sua santificação. Há um imediato senso se satisfação acerca disso.

     → O discípulo olha para o futuro – olha para aquele estado final e definitivo de perfeição, quando então não mais haverá mancha, ruga ou defeito, ou qualquer coisa semelhante, quando então haveremos de vê-lo tal e qual Ele é, e seremos semelhantes a Ele – I Coríntios 13:12 – então seremos verdadeiramente perfeitos, porquanto nosso próprio corpo, que é o “corpo de nossa humilhação”, terá sido glorificado, e nos encontraremos no estado de perfeição absoluta.

Serão Fartos

     → Aqueles que têm fome e sede de justiça certamente serão fartos. Já estão fartos, e continuarão sendo fartos. Portanto, indago: estamos gozando dessas coisas? Sabemos que já recebemos a vida divina? Estamos usufruindo da vida de Deus em nossas almas? Temos consciência de que o Espírito Santo está atuando em nós com o seu grande poder, moldando Cristo em nós mais e mais? – Medite – Hebreus 11.

CONCLUSÃO

     → A todos quantos lhes falta essa justiça de Deus, pesa a condenação de estarem sob a ira divina, de estarem a caminho da perdição. Qualquer pessoa que morra sem ter sido revestido da justiça de Jesus Cristo prossegue para a mais total desesperança e miséria. Esse é o ensinamento das Escrituras, isso é o que a bíblia afirma (João 3:36).

     → Somente essa justiça pode tornar-nos aptos para estarmos de bem com Deus e para irmos para o céu, para ficarmos com o Senhor e passarmos a eternidade em sua santa presença. Sem essa justiça, estamos perdidos e condenados. Quão espantoso é que não seja esse o supremo desejo de todos os seres humanos.

Restruturado e reformulado, para uso interno da

Igreja Evangélica Comunidade Encontros Com Jesus.

No amor em Cristo,

Pr. Dalton Ramos

 

Versículo do Dia

Lc 1:7

"E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade. "



by Estudo Bíblico

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